Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Domingo, 1 de novembro de 2026
Pular para o conteúdo
Saúde

Governo instala base da Força Nacional do SUS no Rio para emergências climáticas

Ministério da Saúde instalou base da Força Nacional do SUS no Rio para reforçar resposta no Sudeste diante do El Niño.

09/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h38
Governo instala base da Força Nacional do SUS no Rio para emergências climáticas

A unidade, montada na sede da ANS na Glória, terá comunicação via satélite, drones e veículos para deslocamento de equipes. Vai atender estados e municípios da Região Sudeste em ondas de calor e enchentes.

O Ministério da Saúde instalou, nesta quarta-feira (9), uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) na cidade do Rio de Janeiro para reforçar o atendimento em saúde durante emergências sanitárias e desastres associados às mudanças climáticas, como ondas de calor e enchentes. A unidade tem capacidade para cobrir estados e municípios da Região Sudeste.

Publicidade

A base foi montada na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no bairro da Glória, zona sul do Rio, e foi equipada com sistemas de comunicação via satélite, drones, veículos, suporte para deslocamento de equipes e um posto médico avançado. Em situações de emergência, a capacidade de atendimento poderá ser ampliada com adesão de equipes e de voluntários, em articulação com estados e municípios.

“Agora, com a base do Rio de Janeiro, conseguimos chegar em até 12 horas em qualquer localidade da Região Sudeste”

A declaração acima foi dada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota enviada à imprensa durante a inauguração da unidade. A nova base é a terceira do tipo no país; outras duas já funcionam nas cidades de Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). O ministério pretende inaugurar mais seis pontos em diferentes regiões até o fim do ano.

As unidades da Força Nacional do SUS funcionam integradas aos Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), que coletam e reúnem dados sobre meio ambiente, clima e demografia. O objetivo dessa integração é antecipar e planejar o trabalho de vigilância em saúde, prevenção de doenças e respostas aos impactos provocados por eventos climáticos extremos.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O ministério informou que a instalação da base visa reduzir o tempo de resposta em emergências e articular ações entre o poder público, diante da expectativa de efeitos do El Niño. O fenômeno climático que se aproxima deve provocar temporais, chuvas intensas e ondas de calor no Sudeste, segundo projeções para 2026. Em outras regiões, a previsão aponta para seca, incêndios e inundações, que têm o potencial de sobrecarregar a resposta de saúde local.

Estudos citados pelo governo e por instituições de saúde ressaltam a gravidade dos impactos das ondas de calor no país. Pesquisa divulgada em junho indicou que o Brasil contabiliza 120 mil mortes em 20 anos por inação frente a ondas de calor. As principais vítimas são idosos, mulheres e crianças. Na sequência, a instituição recomendou a ativação, pelo SUS, de sistemas de monitoramento e de alerta antecipados para orientar e atender a população.

“Enchentes, secas e queimadas produzem tanto efeitos imediatos quanto prolongados, desorganizam serviços, deslocam populações, ampliam exposição a agentes infecciosos e ambientais, interrompem tratamentos e agravam o sofrimento mental”

Publicidade

A nota técnica que contém essa avaliação também aponta que a resposta às crises deve incluir uma agenda preventiva entre o SUS, a Defesa Civil, os serviços de saneamento e a assistência social. A instalação da base no Rio segue recomendações de pesquisa sobre vulnerabilidade urbana a ondas de calor, que identificou 11 das 15 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes como vulneráveis. Goiânia e Manaus lideram o ranking; o Rio de Janeiro também aparece na lista.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

A unidade, montada na sede da ANS na Glória, terá comunicação via satélite, drones e veículos para deslocamento de equipes. Vai atender estados e municípios da Região Sudeste em ondas de calor e enchentes.

O Ministério da Saúde instalou, nesta quarta-feira (9), uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) na cidade do Rio de Janeiro para reforçar o atendimento em saúde durante emergências sanitárias e desastres associados às mudanças climáticas, como ondas de calor e enchentes. A unidade tem capacidade para cobrir estados e municípios da Região Sudeste.

A base foi montada na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no bairro da Glória, zona sul do Rio, e foi equipada com sistemas de comunicação via satélite, drones, veículos, suporte para deslocamento de equipes e um posto médico avançado. Em situações de emergência, a capacidade de atendimento poderá ser ampliada com adesão de equipes e de voluntários, em articulação com estados e municípios.

“Agora, com a base do Rio de Janeiro, conseguimos chegar em até 12 horas em qualquer localidade da Região Sudeste”

A declaração acima foi dada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota enviada à imprensa durante a inauguração da unidade. A nova base é a terceira do tipo no país; outras duas já funcionam nas cidades de Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). O ministério pretende inaugurar mais seis pontos em diferentes regiões até o fim do ano.

As unidades da Força Nacional do SUS funcionam integradas aos Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), que coletam e reúnem dados sobre meio ambiente, clima e demografia. O objetivo dessa integração é antecipar e planejar o trabalho de vigilância em saúde, prevenção de doenças e respostas aos impactos provocados por eventos climáticos extremos.

O ministério informou que a instalação da base visa reduzir o tempo de resposta em emergências e articular ações entre o poder público, diante da expectativa de efeitos do El Niño. O fenômeno climático que se aproxima deve provocar temporais, chuvas intensas e ondas de calor no Sudeste, segundo projeções para 2026. Em outras regiões, a previsão aponta para seca, incêndios e inundações, que têm o potencial de sobrecarregar a resposta de saúde local.

Estudos citados pelo governo e por instituições de saúde ressaltam a gravidade dos impactos das ondas de calor no país. Pesquisa divulgada em junho indicou que o Brasil contabiliza 120 mil mortes em 20 anos por inação frente a ondas de calor. As principais vítimas são idosos, mulheres e crianças. Na sequência, a instituição recomendou a ativação, pelo SUS, de sistemas de monitoramento e de alerta antecipados para orientar e atender a população.

“Enchentes, secas e queimadas produzem tanto efeitos imediatos quanto prolongados, desorganizam serviços, deslocam populações, ampliam exposição a agentes infecciosos e ambientais, interrompem tratamentos e agravam o sofrimento mental”

A nota técnica que contém essa avaliação também aponta que a resposta às crises deve incluir uma agenda preventiva entre o SUS, a Defesa Civil, os serviços de saneamento e a assistência social. A instalação da base no Rio segue recomendações de pesquisa sobre vulnerabilidade urbana a ondas de calor, que identificou 11 das 15 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes como vulneráveis. Goiânia e Manaus lideram o ranking; o Rio de Janeiro também aparece na lista.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA