Professores mantêm greve por tempo indeterminado e aguardam receber a secretária para apresentar demandas. A paralisação, aprovada em assembleia em 2/9, pede cumprimento de decisão do STF sobre o escalonamento.
Professores da rede estadual de ensino de Sergipe mantêm greve por tempo indeterminado e permanecem, nesta quarta-feira (9), no prédio da Secretaria de Estado da Educação, em Aracaju. A categoria aguarda atendimento da secretária para apresentar as reivindicações.
A paralisação começou na terça-feira e foi aprovada em assembleia realizada no dia 2 de setembro. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), os professores cobram do governo estadual o cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a retomada do escalonamento da carreira do magistério.
Os profissionais se concentraram em frente à sede e permaneceram no local pelo segundo dia consecutivo, segundo a organização da mobilização. A categoria mantém a ocupação enquanto tenta formalizar diálogo com a gestão da pasta para tratar das demandas apresentadas pelo sindicato.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) lamentou o posicionamento do Sintese e ressaltou a existência de uma decisão judicial contra a continuidade da greve. A pasta informou também que as 319 escolas da rede estadual seguirão abertas durante a paralisação e que o canal de diálogo com o Sintese permanece, após reestruturação da carreira do magistério e concessão de avanços salariais recentes.
A nota da Seed ainda destacou que o governo estadual aguarda o julgamento definitivo, pelo Supremo Tribunal Federal, de uma ação que discute a escolaridade mínima de ingresso na carreira do magistério. A administração afirmou que tem se posicionado com base nas decisões judiciais e nas medidas adotadas na reestruturação da carreira.
Na última sexta-feira (4), a Justiça de Sergipe atendeu a um pedido liminar do Governo do Estado e determinou que o Sintese não realizasse a greve. A decisão da desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade fixou uma multa diária de R$ 60 mil contra a entidade sindical, limitada ao teto de R$ 600 mil, caso a determinação não fosse cumprida.
A mobilização e a ocupação da sede da Secretaria da Educação seguem em curso enquanto as partes mantêm posturas distintas: o sindicato exige a implementação do que entende ser uma decisão do STF sobre o escalonamento, e a administração estadual afirma obedecer às decisões judiciais e mantém aberto o canal de negociação.
O desdobramento da pauta dependerá de novas interlocuções entre o Sintese e a Secretaria de Estado da Educação, bem como das decisões judiciais e do posicionamento final do Supremo Tribunal Federal sobre a ação que trata da escolaridade mínima para ingresso na carreira do magistério.

LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

