Samsung dividiu a linha Z Fold em dois modelos: o compacto 'Foldinho' e o Ultra, com diferenças em telas, câmeras e baterias. No uso com uma mão o Fold 8 se sobressai; testamos se o Ultra traz vantagem prática.
A Samsung anunciou, há cerca de dois meses, seus novos celulares dobráveis. A linha que se abre como um livro agora se divide em dois modelos: Galaxy Z Fold 8, com formato mais compacto — apelidado informalmente de “Foldinho” —, e o Galaxy Z Fold 8 Ultra, com design tradicional e área interna maior. Além do visual, há diferenças no papel: câmeras, baterias, telas e configurações. Foi feito um comparativo para avaliar se essas diferenças se traduzem em vantagem prática no dia a dia.
No uso com apenas uma mão, o Galaxy Z Fold 8 se destaca. O formato menor permite alcançar ícones do outro lado da tela com menos dificuldade e envolve melhor o aparelho com a mão, o que dá mais controle e torna o uso prolongado menos cansativo. O aparelho também fica mais discreto no bolso — desce mais e praticamente desaparece na calça — enquanto o Ultra costuma ficar mais perceptível e, dependendo do bolso, pode deixar parte para fora.
O Fold 8 Ultra não chega a ser desconfortável por peso; a sensação maior vem do tamanho, sobretudo na vertical. Alcançar elementos no topo da interface exige mais esforço, e segurar o aparelho com firmeza por longos períodos pode ser mais difícil. A espessura não incomodou em nenhum dos dois modelos, mas é mais fácil esquecer que o Fold 8 está no bolso.
As dobradiças apresentam comportamentos distintos. A do Galaxy Z Fold 8 é mais suave e exige menos força durante a abertura, o que também faz com que falte firmeza para manter o aparelho em posições semi-abertas próximas a 90 graus. A dobradiça do Fold 8 Ultra é mais resistente ao movimento e fica estável em ângulos intermediários, o que permite o uso do modo Flex no Ultra — por exemplo, com controles de vídeo na parte inferior da tela e exibição na parte superior.
A tela maior do Ultra mostra mais conteúdo em leitura: páginas, documentos e textos exibem linhas adicionais, o que ajuda quando a prioridade é ver o máximo de informação de uma vez. No entanto, muitos aplicativos não aproveitam todas as proporções da nova área interna da mesma forma.
Vídeos verticais, como Reels e TikTok, costumam ficar melhores no Fold 8 Ultra: aparecem com faixas pretas acima e abaixo que acabam acomodando elementos da interface e legendas, reduzindo a sobreposição sobre a imagem. Já no Fold 8, elementos da interface e legendas invadem mais o conteúdo, algo comum em vários smartphones.
No YouTube, a vantagem do Ultra é menos evidente. Ao assistir a vídeos tradicionais na tela interna, a imagem fica praticamente do mesmo tamanho nos dois aparelhos; a proporção do conteúdo exige barras pretas, e o espaço extra do Ultra acaba preenchido por essas barras. Legendas automáticas podem ocupar mais espaço sobre a imagem no modelo maior, e dar zoom para preencher a tela pode fazer o Ultra cortar mais das laterais do vídeo, enquanto o Fold 8 tende a aproveitar melhor sua proporção.
Serviços de streaming também aproveitam pouco a vantagem física do Ultra: em filmes e séries, as áreas de reprodução ficam muito semelhantes entre os dois modelos. O resultado é que o tamanho maior do Fold 8 Ultra traz benefícios claros em leitura e em alguns formatos de vídeo vertical, mas nem sempre representa uma vantagem prática universal em reprodução de conteúdo.
:quality(85)/12729c04-f79a-4171-80d0-4963d5f6e4e0.jpg)
:quality(85)/1a05ae53-40e5-41c3-819a-f08ac4ddb0c8.jpg)
:quality(85)/368e13d9-845c-4a6d-abf5-122c22a65cd2.jpg)
:quality(85)/d5471115-cc29-4d53-81c1-c552310c4cc2.jpg)
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

