Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Notícias

Sydney veta óculos inteligentes em piscinas, bibliotecas e creches

Sydney proibirá óculos inteligentes em piscinas, academias e prédios municipais por risco de gravações. WA veta uso em escolas a partir de 12/10.

25/09/2026 · 07h50 · Atualizado às 16h54
Sydney veta óculos inteligentes em piscinas, bibliotecas e creches

A prefeitura de Sydney proibiu o uso desses óculos em vestiários, academias, piscinas e creches. A medida mira gravações ocultas porque as câmeras ficam integradas à armação.

A Austrália está ampliando restrições ao uso de óculos inteligentes em locais públicos diante do receio de gravações sem consentimento. A cidade de Sydney passou a vedar o uso dos dispositivos em piscinas, academias, creches, bibliotecas e prédios municipais, seguindo medidas semelhantes adotadas por outros conselhos locais do país.

Publicidade

A regra também prevê limitações em áreas como vestiários de instalações esportivas, diante da dificuldade de perceber quando os óculos estão gravando — as câmeras ficam integradas à armação e podem registrar imagens sem que o usuário precise tirar o celular do bolso.

A Austrália Ocidental adotará uma medida separada a partir de 12 de outubro: alunos, professores, pais e prestadores de serviço não poderão usar ou guardar óculos inteligentes dentro das escolas públicas do estado. A decisão ocorre enquanto os dispositivos ficam mais acessíveis e chegam a diferentes marcas e faixas de preço.

Em Sydney, haverá exceções para pessoas que dependem dos óculos por questões de acessibilidade, incluindo recursos voltados a pessoas com deficiência visual ou auditiva. A iniciativa busca equilibrar a proteção da privacidade em espaços coletivos com necessidades especiais de acessibilidade.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O vereador Matthew Thompson, responsável pela proposta em Sydney, citou preocupações com casos de pessoas filmadas sem autorização. Ele também defendeu que o governo federal australiano avalie uma proibição da importação desses produtos até que existam regras nacionais mais claras sobre privacidade.

A preocupação com gravações discretas não é restrita à Austrália. No Reino Unido, óculos inteligentes com câmera foram proibidos nos tribunais da Inglaterra e do País de Gales, onde os dispositivos podem ser confiscados na entrada para evitar gravações durante procedimentos judiciais. Há ainda debates sobre banir modelos de óculos com câmera de cinemas, sobretudo pelo risco de capturas clandestinas de filmes; teatros, restaurantes e pubs também já têm adotado restrições em alguns casos.

Entre os produtos que popularizaram a categoria estão óculos da Meta, que contam com uma luz de LED para indicar quando fotos ou vídeos estão sendo registrados. No entanto, já foram relatadas maneiras de tentar burlar esse aviso. Em setembro foi divulgado que a Meta prepara o Luna, um modelo de óculos inteligentes sem câmera, que manteria recursos de inteligência artificial, microfones e alto-falantes, mas eliminaria justamente o componente que mais gera preocupação relacionada a gravações.

Publicidade

As medidas locais e estaduais na Austrália refletem um movimento mais amplo de adaptação de regras públicas ao avanço de tecnologias vestíveis, com foco na proteção da privacidade em ambientes compartilhados.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

A prefeitura de Sydney proibiu o uso desses óculos em vestiários, academias, piscinas e creches. A medida mira gravações ocultas porque as câmeras ficam integradas à armação.

A Austrália está ampliando restrições ao uso de óculos inteligentes em locais públicos diante do receio de gravações sem consentimento. A cidade de Sydney passou a vedar o uso dos dispositivos em piscinas, academias, creches, bibliotecas e prédios municipais, seguindo medidas semelhantes adotadas por outros conselhos locais do país.

A regra também prevê limitações em áreas como vestiários de instalações esportivas, diante da dificuldade de perceber quando os óculos estão gravando — as câmeras ficam integradas à armação e podem registrar imagens sem que o usuário precise tirar o celular do bolso.

A Austrália Ocidental adotará uma medida separada a partir de 12 de outubro: alunos, professores, pais e prestadores de serviço não poderão usar ou guardar óculos inteligentes dentro das escolas públicas do estado. A decisão ocorre enquanto os dispositivos ficam mais acessíveis e chegam a diferentes marcas e faixas de preço.

Em Sydney, haverá exceções para pessoas que dependem dos óculos por questões de acessibilidade, incluindo recursos voltados a pessoas com deficiência visual ou auditiva. A iniciativa busca equilibrar a proteção da privacidade em espaços coletivos com necessidades especiais de acessibilidade.

O vereador Matthew Thompson, responsável pela proposta em Sydney, citou preocupações com casos de pessoas filmadas sem autorização. Ele também defendeu que o governo federal australiano avalie uma proibição da importação desses produtos até que existam regras nacionais mais claras sobre privacidade.

A preocupação com gravações discretas não é restrita à Austrália. No Reino Unido, óculos inteligentes com câmera foram proibidos nos tribunais da Inglaterra e do País de Gales, onde os dispositivos podem ser confiscados na entrada para evitar gravações durante procedimentos judiciais. Há ainda debates sobre banir modelos de óculos com câmera de cinemas, sobretudo pelo risco de capturas clandestinas de filmes; teatros, restaurantes e pubs também já têm adotado restrições em alguns casos.

Entre os produtos que popularizaram a categoria estão óculos da Meta, que contam com uma luz de LED para indicar quando fotos ou vídeos estão sendo registrados. No entanto, já foram relatadas maneiras de tentar burlar esse aviso. Em setembro foi divulgado que a Meta prepara o Luna, um modelo de óculos inteligentes sem câmera, que manteria recursos de inteligência artificial, microfones e alto-falantes, mas eliminaria justamente o componente que mais gera preocupação relacionada a gravações.

As medidas locais e estaduais na Austrália refletem um movimento mais amplo de adaptação de regras públicas ao avanço de tecnologias vestíveis, com foco na proteção da privacidade em ambientes compartilhados.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA