Delegações do Escudo das Américas acordaram em Nova York, na Assembleia Geral da ONU, em tratar facções do narcotráfico como ameaças comuns. PCC, CV e outras passarão por sanções conjuntas e maior coordenação.
Países latino-americanos que integram o Escudo das Américas, coalizão liderada pelo governo de Donald Trump, avançaram nesta terça-feira (22/9) em um acordo para tratar organizações ligadas ao narcotráfico como ameaças compartilhadas e ampliar sanções conjuntas. A decisão foi tomada durante um encontro realizado em Nova York, paralelamente à Assembleia Geral das Nações Unidas.
Entre as facções mencionadas estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), apontadas como alvo das medidas previstas no acordo. A iniciativa busca ampliar a coordenação regional no enfrentamento de organizações criminosas transnacionais, tema que vem sendo colocado como central na agenda de política para a América Latina pelo governo norte-americano.
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, o governo americano quer que os integrantes do grupo adotem medidas contra 24 organizações já enquadradas por Washington. Entre as ações previstas no pacote de medidas estão o bloqueio de ativos, restrições migratórias e a responsabilização de pessoas que forneçam apoio material às organizações designadas.
O encontro em Nova York reuniu representantes dos países integrantes do Escudo das Américas com o objetivo de alinhar procedimentos e ampliar mecanismos conjuntos de pressão. A proposta prevê instrumentos coordenados para identificação de redes financeiras e logísticas, bem como medidas administrativas e judiciais que possam dificultar a atuação transnacional dessas organizações.
Para além das sanções econômicas e migratórias, o acordo também prevê maior intercâmbio de informações entre as autoridades participantes, com vistas a mapear cadeias de apoio e rotas de tráfico que cruzam fronteiras na região. A ideia central é transformar o combate a essas organizações em uma ação multilaterais assente em cooperação operacional e legal.
Especialistas ouvidos pela imprensa têm indicado que a efetividade dessas medidas dependerá do grau de implementação por cada país e da capacidade de convergir instrumentos jurídicos e operacionais. No entanto, o texto do acordo e as ações anunciadas ainda precisarão ser convertidos em medidas práticas e cronogramas de implementação pelos governos envolvidos.
O avanço do acordo no dia 22/9 representa uma tentativa de institucionalizar uma resposta regional articulada contra grupos criminosos que atuam além das fronteiras, com impactos potenciais na segurança pública, na ordem migratória e nas relações diplomáticas entre os países membros.





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