Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
Pular para o conteúdo
Notícias

Denise Pires assume vice-diretoria de Ciências da Unesco

Denise Pires de Carvalho assumirá nos próximos dias a Vice Diretoria-Geral de Ciências da Unesco, a primeira brasileira no cargo desde 1945.

29/09/2026 · 20h00 · Atualizado às 09h25
Denise Pires assume vice-diretoria de Ciências da Unesco

Tomará posse nos próximos dias e será a primeira brasileira a ocupar a vaga desde 1945. A Unesco elogiou sua liderança na gestão de pesquisa, cooperação científica e defesa de acesso equitativo e igualdade de gênero.

A cientista Denise Pires de Carvalho assumirá nos próximos dias o cargo de Vice Diretora-Geral de Ciências da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). É a primeira vez que a cadeira será ocupada pelo Brasil desde a criação da ONU em 1945.

Publicidade

A Unesco destacou, ao anunciar a indicação, a experiência de Denise em liderança e gestão de pesquisa, avaliação de programas de pesquisa e cooperação científica internacional. A organização ressaltou também que o trabalho dela abordou questões sociais ligadas à ciência, como acesso equitativo, igualdade de gênero e governança institucional inclusiva.

“o trabalho dela ‘abordou dimensões sociais da ciência, incluindo acesso equitativo, igualdade de gênero e governança institucional inclusiva’”

Atual presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise afirmou que chegará à Unesco mantendo o mesmo olhar que, segundo ela, o Brasil teve para a ciência nos últimos anos: reforço do multilateralismo e uma ciência voltada para as pessoas.

“Nesses últimos três anos, o que o Brasil fez, a Capes fez, foi defender a interação sul-sul no nível da pós-graduação, internacionalizar cada vez mais os programas de pós-graduação do país, interagindo com a América Latina e o Caribe, com os países da África, para além de toda a cooperação que nós já fazíamos”

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Em sua avaliação, a ciência tem papel central no desenvolvimento dos países, especialmente os mais pobres, e é condição para a independência nacional e o avanço social e econômico. Denise defende que não há caminho para o Brasil tornar-se um país desenvolvido que não passe pelo investimento em ciência e universidades.

“Quem nega a ciência, nega o desenvolvimento da nação. Não há país independente sem universidades. Não há país independente sem ciência. E o Brasil começou muito tardiamente esse processo de verdadeira independência. Todos os países mais desenvolvidos do mundo são mais desenvolvidos porque investiram em ciência”

Sobre a formação e a trajetória, Denise Pires de Carvalho é médica, com mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde é professora titular do departamento de Biofísica. Em 2019, ela se tornou a primeira mulher reitora da UFRJ.

Publicidade

Denise atuou como Secretária de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) entre 2023 e 2024 e, em fevereiro de 2024, assumiu a presidência da Capes. Além disso, preside o Conselho Científico do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), da França, e participa de redes de cooperação acadêmica e científica de alcance regional e global.

A nomeação marca um marco institucional para o país na representação em organismos multilaterais da ciência e da educação, mantendo o foco em cooperação internacional e inclusão nas políticas científicas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Tomará posse nos próximos dias e será a primeira brasileira a ocupar a vaga desde 1945. A Unesco elogiou sua liderança na gestão de pesquisa, cooperação científica e defesa de acesso equitativo e igualdade de gênero.

A cientista Denise Pires de Carvalho assumirá nos próximos dias o cargo de Vice Diretora-Geral de Ciências da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). É a primeira vez que a cadeira será ocupada pelo Brasil desde a criação da ONU em 1945.

A Unesco destacou, ao anunciar a indicação, a experiência de Denise em liderança e gestão de pesquisa, avaliação de programas de pesquisa e cooperação científica internacional. A organização ressaltou também que o trabalho dela abordou questões sociais ligadas à ciência, como acesso equitativo, igualdade de gênero e governança institucional inclusiva.

“o trabalho dela ‘abordou dimensões sociais da ciência, incluindo acesso equitativo, igualdade de gênero e governança institucional inclusiva’”

Atual presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise afirmou que chegará à Unesco mantendo o mesmo olhar que, segundo ela, o Brasil teve para a ciência nos últimos anos: reforço do multilateralismo e uma ciência voltada para as pessoas.

“Nesses últimos três anos, o que o Brasil fez, a Capes fez, foi defender a interação sul-sul no nível da pós-graduação, internacionalizar cada vez mais os programas de pós-graduação do país, interagindo com a América Latina e o Caribe, com os países da África, para além de toda a cooperação que nós já fazíamos”

Em sua avaliação, a ciência tem papel central no desenvolvimento dos países, especialmente os mais pobres, e é condição para a independência nacional e o avanço social e econômico. Denise defende que não há caminho para o Brasil tornar-se um país desenvolvido que não passe pelo investimento em ciência e universidades.

“Quem nega a ciência, nega o desenvolvimento da nação. Não há país independente sem universidades. Não há país independente sem ciência. E o Brasil começou muito tardiamente esse processo de verdadeira independência. Todos os países mais desenvolvidos do mundo são mais desenvolvidos porque investiram em ciência”

Sobre a formação e a trajetória, Denise Pires de Carvalho é médica, com mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde é professora titular do departamento de Biofísica. Em 2019, ela se tornou a primeira mulher reitora da UFRJ.

Denise atuou como Secretária de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) entre 2023 e 2024 e, em fevereiro de 2024, assumiu a presidência da Capes. Além disso, preside o Conselho Científico do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), da França, e participa de redes de cooperação acadêmica e científica de alcance regional e global.

A nomeação marca um marco institucional para o país na representação em organismos multilaterais da ciência e da educação, mantendo o foco em cooperação internacional e inclusão nas políticas científicas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA