A partir de 18 de fevereiro, o Battery Passport passa a registrar cada bateria com um QR Code, detalhando fabricação, composição, histórico de acidentes e ciclos de carga. O cadastro central já opera desde julho.
Todos os carros elétricos comercializados nos países membros da União Europeia vão precisar contar com o Battery Passport. A nova norma vai valer a partir de 18 de fevereiro e prevê um cadastro eletrônico que identifica cada bateria individualmente por meio de um QR Code indicado no pacote de células.
O cadastro central entrou em operação em julho. O sistema funciona como uma espécie de “RG da bateria”: ali são monitorados dados como data de fabricação, processos de reciclagem, composição química, histórico de acidentes, estado de saúde da bateria e ciclos de carga. Esses relatórios detalhados prometem trazer maior transparência para o mercado de seminovos.
Informações de segurança ficarão abertas para socorristas, enquanto indicadores de desgaste contarão com proteção de senha destinada a profissionais credenciados. Na prática, o novo sistema pode ser um aliado para quem pretende conferir as condições reais de uma bateria antes da compra, inclusive no mercado de veículos seminovos em Sergipe e no restante do país.
O mecanismo de rastreabilidade digital já tem precedentes em outros mercados: China e Índia já implementam diretrizes semelhantes para evitar fraudes na autonomia dos veículos. No Brasil, o tema também está em discussão no Congresso Nacional por meio do Projeto de Lei 2.132/2025.
O texto já foi aprovado no Senado e segue em tramitação na Câmara dos Deputados para instituir o passaporte de bateria e regras rígidas de logística reversa. Caso seja sancionada no país, a medida obrigará montadoras e importadoras a manterem um plano ambiental aprovado para o recolhimento e descarte das células.
Por outro lado, vale lembrar que marcas globais e fabricantes chinesas já estão atuando para atender ao padrão europeu até 2027. Essa movimentação global tende a facilitar a adequação técnica às futuras normas brasileiras, caso o projeto avance e seja convertido em lei.
Para consumidores, revendedores e oficinas, o Battery Passport representa uma fonte oficial de informações sobre a vida útil e a segurança das baterias, reduzindo riscos de fraudes e incertezas sobre a quilometragem e autonomia dos veículos usados. O sistema também poderá impactar a logística de reciclagem, já que o registro detalhado permitirá rastrear o destino das células desde a produção até o descarte.
Em resumo, a exigência europeia de um passaporte eletrônico para baterias busca padronizar informações essenciais para segurança, transparência e sustentabilidade. No Brasil, a proposta legislativa em tramitação pretende seguir essa linha, impondo responsabilidades a fabricantes e importadores e estabelecendo regras para a cadeia de recolhimento e descarte.
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