Anthony Garotinho protocolou nesta segunda (5) no TSE a retirada do pedido que buscava reverter o indeferimento de sua candidatura. A medida sela o fim da disputa sub judice e pode colocar Ruas no 1º turno.
Anthony Garotinho (Republicanos), ex-governador do Rio de Janeiro, protocolou nesta segunda-feira (5/10) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a desistência de um recurso que tentava reverter o indeferimento de sua candidatura ao governo do Estado. A manobra política encerra sua participação no pleito, que o mantinha na disputa com a candidatura sub judice.
A desistência do recurso foi registrada no TSE após meses de questionamentos sobre a situação eleitoral do ex-governador. Até então, a tramitação fazia com que a candidatura ficasse em condição sub judice, com possibilidade de decisão judicial que poderia alterar a composição oficial das chapas antes do término do processo eleitoral.
Com a renúncia ao recurso, há avaliação de que o resultado da eleição fluminense pode ser definido ainda no primeiro turno. Essa decisão pode definir o desfecho da eleição fluminense ainda no primeiro turno em favor de Douglas Ruas (PL), principal beneficiário político do afastamento definitivo da candidatura de Garotinho.
No processo, a defesa do candidato argumentava que o seu período de inelegibilidade, fruto de uma condenação por improbidade administrativa, havia terminado em julho. Esse ponto foi central na contestação ao indeferimento, com a alegação de que a hipótese que tornaria o candidato inelegível já não estaria mais em vigor no momento do registro.
O indeferimento da candidatura e o recurso apresentado por Garotinho compuseram um episódio que acompanhou a campanha e gerou movimentações jurídicas e políticas nas últimas semanas. A desistência formaliza o caminho para a Justiça Eleitoral não ter mais o processo de reexame do recurso apresentado por sua defesa, ao menos enquanto não houver novas iniciativas legais por parte do ex-governador ou terceiros legítimos.
Analistas políticos que acompanham o cenário fluminense apontam que a saída definitiva de um candidato com votação potencial pode alterar a distribuição de votos entre concorrentes, impactando projeções de segundo turno ou a possibilidade de definição no primeiro turno. No entanto, a mudança de cenário dependerá do comportamento do eleitorado nos próximos dias e da forma como as campanhas ajustarão suas estratégias após a desistência do recurso.
O registro da desistência no TSE ocorreu no mesmo dia em que o pleito e suas etapas seguem com prazos e rotinas previstos na legislação eleitoral, preservando-se os tramites administrativos e os prazos para eventuais outras manifestações previstas em lei.

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