Dados de 3.615 clientes e candidatos foram publicados na dark web: nomes, endereços, e-mails, telefones e IDs de pedidos. BYOD diz ter acessado sistemas após RAT infectar PC de funcionário da Liberty Mobile.
A Trump Mobile enfrenta um novo problema de segurança após hackers divulgarem dados pessoais de 3.615 pessoas na dark web. O vazamento inclui nomes, endereços residenciais, e-mails, números de telefone e identificadores relacionados a pedidos, além de informações sobre processos de contratação não finalizados.
O ataque foi reivindicado pelo grupo de cibercriminosos BYOD, que afirmou ter obtido acesso aos sistemas depois da infecção do computador de um funcionário da Liberty Mobile por um trojan de acesso remoto (RAT). A Liberty Mobile fornece a infraestrutura de operadora móvel virtual (MVNO) usada pela Trump Mobile.
A forma exata como a invasão ocorreu ainda não teve confirmação independente. Trump Mobile e Liberty Mobile não haviam divulgado uma explicação pública sobre o incidente até a publicação desta matéria.
Segundo o relato dos próprios invasores, houve um contato com a operadora em que o grupo afirmou ter alertado sobre a intrusão. O BYOD diz que recebeu como resposta que a empresa “não tinha equipe para lidar com isso” e que a companhia teria chamado de “terroristas” aqueles que invadissem seus sistemas.
“não tinha equipe para lidar com isso”
“terroristas”
O grupo também afirma manter acesso ao painel administrativo da Trump Mobile e forneceu uma captura de tela que supostamente mostrava dados pessoais de um cliente dentro do sistema. Parte das informações divulgadas foi verificada por veículos que tiveram acesso ao material, e pessoas contactadas por esses meios confirmaram a autenticidade de alguns registros.
Na lista de registros expostos consta o nome de Eric Brunnett, identificado como vice-presidente e diretor de tecnologia da Trump Organization. A relação também inclui dados de potenciais clientes e de usuários que iniciaram o processo de contratação, mas não concluíram a assinatura. Por isso, os 3.615 registros não equivalem necessariamente ao número de assinantes ativos.
O episódio ocorre poucos meses depois de outra falha: em maio, a própria Trump Mobile confirmou que nomes, endereços, telefones, e-mails e identificadores de pedidos ficaram acessíveis por páginas públicas na internet. Naquela ocasião, a empresa atribuiu o problema a uma plataforma terceirizada e disse que seus sistemas não haviam sido invadidos.
A recorrência de problemas em curto espaço de tempo, somada à alegação de ausência de equipe interna dedicada a responder a incidentes, levanta questionamentos sobre a estrutura de segurança da operação. A política de privacidade da Trump Mobile registra que a empresa coleta dados como nome, telefone, e-mail e endereços de cobrança e entrega, e que essas informações são usadas, entre outras finalidades, para detectar incidentes de segurança e combater fraudes.
Lançada em junho de 2025, a Trump Mobile utiliza a marca Trump sob licença e oferece planos de telefonia nos Estados Unidos. A prestação do serviço é atribuída atualmente à T1 Mobile LLC. A empresa também comercializa o smartphone T1, que enfrentou atrasos de entrega e, posteriormente, foi identificado como uma versão modificada do modelo HTC U24 Pro.
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