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Huse revela ligação entre microbiota oral e avanço de lesões pré-cancerosas

Pesquisa da Odontologia Hospitalar do Huse foi publicada na Oral Diseases e relaciona microbiota oral ao agravamento de lesões com risco de câncer.

08/10/2026 · 12h07 · Atualizado às 13h11
Huse revela ligação entre microbiota oral e avanço de lesões pré-cancerosas

Pesquisa do Huse foi publicada na revista Oral Diseases. Liderada pelo dentista Lucas Alves Santana, indica que mudanças na microbiota oral podem agravar lesões com maior risco de câncer.

Pesquisa da Odontologia Hospitalar do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) foi publicada na revista científica internacional Oral Diseases. O trabalho aborda a relação entre a microbiota oral e o agravamento de lesões potencialmente malignas, que apresentam maior risco de evolução para câncer.

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O estudo foi conduzido por um grupo liderado pelo cirurgião-dentista Lucas Alves Santana e parte do entendimento de que a boca abriga uma ampla diversidade de microrganismos, alguns benéficos e outros com potencial de causar doenças. A publicação chamou atenção para o papel de bactérias mais agressivas, capazes de produzir toxinas e estimular resposta inflamatória, o que pode contribuir para a piora de lesões que já apresentam processos inflamatórios.

“Se eu tenho um tecido que histologicamente falando já tem um componente pró-inflamatório e eu tenho uma microbiota que já tem algumas linhagens bacterianas mais patogênicas e agressivas, eu consigo potencializar a agressividade dessa doença e com a possibilidade de acelerar o seu risco de malignização”,

O trabalho destacou que o desequilíbrio entre microrganismos — condição conhecida como disbiose — pode favorecer processos inflamatórios. Ao mesmo tempo, a pesquisa ressaltou que a presença de lesões potencialmente malignas não equivale necessariamente ao desenvolvimento de câncer: nem todas as lesões irão se transformar em casos malignos.

“Essas desordens potencialmente malignas são lesões que acontecem em boca e elas têm um risco ou uma possibilidade maior de virar um câncer. Não precisa que todas irão se converter a um câncer”,

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A publicação saiu na forma de carta ao editor, formato científico utilizado para discutir hipóteses e questões ainda em investigação, apoiadas por evidências disponíveis na literatura. O estudo reuniu cerca de seis pesquisadores, com participação de professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Universidade Tiradentes (Unit) e de pesquisadores dos Estados Unidos.

Além da análise molecular e microbiológica, a pesquisa reforçou a importância da odontologia hospitalar no acompanhamento de pacientes internados, em especial aqueles que permanecem por longos períodos em unidades de terapia intensiva. O controle da higiene bucal e do biofilme foi apontado como medida capaz de manter microrganismos potencialmente patogênicos em níveis adequados.

“Onde entra a fundamental importância do papel da odontologia hospitalar para o controle desse biofilme e, consequentemente, manter o nível desses microrganismos patogênicos em um nível aceitável”,

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Os autores ainda destacaram que os cuidados com a saúde bucal vão além da prevenção de problemas dentários e gengivais, tendo impacto direto na evolução de lesões com potencial de malignização.

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Pesquisa do Huse foi publicada na revista Oral Diseases. Liderada pelo dentista Lucas Alves Santana, indica que mudanças na microbiota oral podem agravar lesões com maior risco de câncer.

Pesquisa da Odontologia Hospitalar do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) foi publicada na revista científica internacional Oral Diseases. O trabalho aborda a relação entre a microbiota oral e o agravamento de lesões potencialmente malignas, que apresentam maior risco de evolução para câncer.

O estudo foi conduzido por um grupo liderado pelo cirurgião-dentista Lucas Alves Santana e parte do entendimento de que a boca abriga uma ampla diversidade de microrganismos, alguns benéficos e outros com potencial de causar doenças. A publicação chamou atenção para o papel de bactérias mais agressivas, capazes de produzir toxinas e estimular resposta inflamatória, o que pode contribuir para a piora de lesões que já apresentam processos inflamatórios.

“Se eu tenho um tecido que histologicamente falando já tem um componente pró-inflamatório e eu tenho uma microbiota que já tem algumas linhagens bacterianas mais patogênicas e agressivas, eu consigo potencializar a agressividade dessa doença e com a possibilidade de acelerar o seu risco de malignização”,

O trabalho destacou que o desequilíbrio entre microrganismos — condição conhecida como disbiose — pode favorecer processos inflamatórios. Ao mesmo tempo, a pesquisa ressaltou que a presença de lesões potencialmente malignas não equivale necessariamente ao desenvolvimento de câncer: nem todas as lesões irão se transformar em casos malignos.

“Essas desordens potencialmente malignas são lesões que acontecem em boca e elas têm um risco ou uma possibilidade maior de virar um câncer. Não precisa que todas irão se converter a um câncer”,

A publicação saiu na forma de carta ao editor, formato científico utilizado para discutir hipóteses e questões ainda em investigação, apoiadas por evidências disponíveis na literatura. O estudo reuniu cerca de seis pesquisadores, com participação de professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Universidade Tiradentes (Unit) e de pesquisadores dos Estados Unidos.

Além da análise molecular e microbiológica, a pesquisa reforçou a importância da odontologia hospitalar no acompanhamento de pacientes internados, em especial aqueles que permanecem por longos períodos em unidades de terapia intensiva. O controle da higiene bucal e do biofilme foi apontado como medida capaz de manter microrganismos potencialmente patogênicos em níveis adequados.

“Onde entra a fundamental importância do papel da odontologia hospitalar para o controle desse biofilme e, consequentemente, manter o nível desses microrganismos patogênicos em um nível aceitável”,

Os autores ainda destacaram que os cuidados com a saúde bucal vão além da prevenção de problemas dentários e gengivais, tendo impacto direto na evolução de lesões com potencial de malignização.

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