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Política

Site oferece tokens para divulgar campanha de Flávio Bolsonaro

Site distribui tokens em troca de posts pró-Flávio Bolsonaro; campanha nega vínculo e coligação pede investigação à PGE.

11/10/2026 · 07h37 · Atualizado às 16h33
Site oferece tokens para divulgar campanha de Flávio Bolsonaro

Um portal de criptomoedas promete recompensas a quem compartilhar mensagens favoráveis ao candidato, ligando a ação ao 'voto 22'. Vídeo de divulgação mostra crianças do grupo Hyperkids citando um novo token.

Começou a circular esta semana um site que vende criptomoedas e promove a distribuição de tokens para usuários que compartilharem mensagens favoráveis ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O material publicado no site associa a iniciativa a uma campanha de apoio ao “voto 22” e a uma suposta ajuda a um grupo identificado como Hyperkids.

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O texto do site afirma que a ação é parte de um movimento que liga apoio eleitoral a um projeto de solidariedade internacional. No vídeo de divulgação, crianças do grupo Hyperkids aparecem mencionando um novo token e relacionando o objetivo a uma ajuda ao Brasil.

um movimento que une apoio ao voto 22 e a proposta de ajuda às Hyperkids a concluir sua casa em Kampala

um novo token e o objetivo dele é ajudar o Brasil

O perfil das Hyperkids, formado por crianças e adolescentes de Uganda que fazem danças para chamar atenção na internet, tem quase 13 milhões de seguidores, segundo informação divulgada junto ao material que promove o esquema de criptomoedas. Ao final do vídeo, são citados os nomes do deputado Nikolas Ferreira, do candidato Flávio Bolsonaro e do empresário Pablo Marçal.

O site que anuncia a distribuição de tokens afirma que a operação é independente de orientação de voto ou de divulgação de propaganda eleitoral e que não tem vínculo com políticos, partidos, candidaturas ou campanhas.

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a distribuição de tokens é independente de voto, preferência eleitoral ou divulgação de propaganda eleitoral

O Artigo 57-C da Lei das Eleições de 30 de setembro de 1997 proíbe a veiculação de propaganda eleitoral paga na internet, excetuando o impulsionamento identificado e contratado por partidos, coligações, candidatos e seus representantes. Especialistas e autoridades eleitorais analisam iniciativas como essa à luz dessa norma.

O pesquisador Paulo Rená, do Instituto de Referência em Internet e Sociedade, avaliou que a iniciativa pode apresentar ilegalidade por prometer vantagem econômica vinculada a campanha eleitoral e por potencialmente buscar formas de burlar a legislação e a fiscalização brasileiras.

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As questões que ficam é saber quem está organizando e se a campanha tem conhecimento da iniciativa. O fato de ela não ter nenhuma vinculação com o Brasil e não estar direcionada a uma causa nacional pode levar a crer também que seja uma estratégia para burlar a legislação eleitoral brasileira e também a fiscalização desse tipo de iniciativa

A campanha de Flávio Bolsonaro informou que desconhece a autoria do site e disse que vai adotar medidas judiciais nas esferas eleitoral, cível e criminal para derrubar a página. O candidato também negou a contratação de perfis para divulgação de conteúdo ou produtos de campanha.

Na quinta-feira (8), a Coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentou à Procuradoria-Geral Eleitoral uma denúncia sobre a distribuição de ativos virtuais em troca de propaganda política. A coligação pediu a identificação dos responsáveis e solicitou investigação de possíveis crimes eleitorais, incluindo o uso de estrutura comercial para propaganda ou aliciamento de eleitores, previsto no Código Eleitoral.

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Começou a circular esta semana um site que vende criptomoedas e promove a distribuição de tokens para usuários que compartilharem mensagens favoráveis ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O material publicado no site associa a iniciativa a uma campanha de apoio ao “voto 22” e a uma suposta ajuda a um grupo identificado como Hyperkids.

O texto do site afirma que a ação é parte de um movimento que liga apoio eleitoral a um projeto de solidariedade internacional. No vídeo de divulgação, crianças do grupo Hyperkids aparecem mencionando um novo token e relacionando o objetivo a uma ajuda ao Brasil.

um movimento que une apoio ao voto 22 e a proposta de ajuda às Hyperkids a concluir sua casa em Kampala

um novo token e o objetivo dele é ajudar o Brasil

O perfil das Hyperkids, formado por crianças e adolescentes de Uganda que fazem danças para chamar atenção na internet, tem quase 13 milhões de seguidores, segundo informação divulgada junto ao material que promove o esquema de criptomoedas. Ao final do vídeo, são citados os nomes do deputado Nikolas Ferreira, do candidato Flávio Bolsonaro e do empresário Pablo Marçal.

O site que anuncia a distribuição de tokens afirma que a operação é independente de orientação de voto ou de divulgação de propaganda eleitoral e que não tem vínculo com políticos, partidos, candidaturas ou campanhas.

a distribuição de tokens é independente de voto, preferência eleitoral ou divulgação de propaganda eleitoral

O Artigo 57-C da Lei das Eleições de 30 de setembro de 1997 proíbe a veiculação de propaganda eleitoral paga na internet, excetuando o impulsionamento identificado e contratado por partidos, coligações, candidatos e seus representantes. Especialistas e autoridades eleitorais analisam iniciativas como essa à luz dessa norma.

O pesquisador Paulo Rená, do Instituto de Referência em Internet e Sociedade, avaliou que a iniciativa pode apresentar ilegalidade por prometer vantagem econômica vinculada a campanha eleitoral e por potencialmente buscar formas de burlar a legislação e a fiscalização brasileiras.

As questões que ficam é saber quem está organizando e se a campanha tem conhecimento da iniciativa. O fato de ela não ter nenhuma vinculação com o Brasil e não estar direcionada a uma causa nacional pode levar a crer também que seja uma estratégia para burlar a legislação eleitoral brasileira e também a fiscalização desse tipo de iniciativa

A campanha de Flávio Bolsonaro informou que desconhece a autoria do site e disse que vai adotar medidas judiciais nas esferas eleitoral, cível e criminal para derrubar a página. O candidato também negou a contratação de perfis para divulgação de conteúdo ou produtos de campanha.

Na quinta-feira (8), a Coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentou à Procuradoria-Geral Eleitoral uma denúncia sobre a distribuição de ativos virtuais em troca de propaganda política. A coligação pediu a identificação dos responsáveis e solicitou investigação de possíveis crimes eleitorais, incluindo o uso de estrutura comercial para propaganda ou aliciamento de eleitores, previsto no Código Eleitoral.

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