Fábio Ponte comentou a disputa envolvendo o ex-BBB Rodrigão e a esposa Adriana Sant'Anna, após decisão judicial em São Paulo na quinta (9/10). Ele, pela WFA Marketing, cobra mais de R$ 1,4 milhão e afirma ter buscado acordo amigável.
O ex-empresário do grupo Jeito Moleque, Fábio Ponte, afirmou que “está aberto ao diálogo” em relação à disputa judicial que envolve o ex-BBB Rodrigo Gomes Simoni, conhecido como Rodrigão, e a esposa dele, Adriana Sant’Anna. A declaração veio após a Justiça de São Paulo determinar bloqueios em contas de Adriana, decisão ocorrida na última quinta-feira (9/10).
Ponte move ação pela WFA Marketing e Eventos que cobra dívida que supera R$ 1,4 milhão. Segundo ele, sempre houve disposição para uma solução amigável, mas não houve entendimento entre as partes. Em nota, o ex-empresário ressaltou a intenção de buscar um acordo que respeite direitos e interesses de todos os envolvidos e permita encerrar o caso definitivamente.
“Da minha parte, sempre houve disposição para resolver essa situação de forma amigável, sem a necessidade de uma disputa judicial tão longa. Infelizmente, não conseguimos chegar a um entendimento. Ainda assim, acredito que nunca é tarde para o diálogo. Continuo aberto a uma solução consensual de maneira equilibrada, respeitando os direitos e os interesses de todos os envolvidos e que permita encerrar definitivamente esse capítulo”.
“Completei 35 anos de dedicação à música e, ao longo dessa trajetória, aprendi que, por trás de cada projeto artístico, existem famílias, investimentos, planejamento, dedicação e muito trabalho. Nem sempre as pessoas conseguem enxergar tudo o que acontece nos bastidores para que um projeto saia do papel, se torne realidade, conquiste espaço e alcance o sucesso.
“Quando o projeto foi interrompido por questões familiares do Rodrigo, que acabaram impactando a relação profissional, não tivemos apenas prejuízos financeiros. Também perdemos a oportunidade de dar continuidade a um trabalho no qual acreditávamos muito e que já vinha conquistando resultados expressivos em diversas regiões do país.”
O processo tramita na 42ª Vara Cível do Foro Central Cível de São Paulo e teve início em 2017, após a saída de Rodrigão do projeto musical “Os Marvados”. A WFA atuava como gestora e investidora do projeto e havia firmado contrato pelo prazo de três anos, com previsão de multa em caso de rescisão unilateral sem justo motivo. Rodrigão comunicou sua saída em janeiro de 2017 e, dias depois, tornou a decisão pública nas redes sociais. A WFA acionou a Justiça alegando descumprimento contratual e prejuízos ao projeto.
Em março de 2022, a juíza Marian Najjar Abdo julgou a ação parcialmente procedente e condenou Rodrigão ao pagamento de R$ 400 mil a título de multa contratual, além de indenização por danos morais. Adriana Sant’Anna também foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais. Os valores passaram a ser acrescidos de correção monetária e juros conforme a sentença. A decisão foi mantida em segunda instância, mas não é definitiva, pois o casal recorre e busca levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça.
Com recursos ainda em tramitação, a WFA iniciou cumprimento provisório da sentença e passou a cobrar os valores atualizados, incluindo juros, honorários e despesas processuais. Nos autos, cerca de R$ 1,21 milhão foi atribuído individualmente a Rodrigão, enquanto aproximadamente R$ 218 mil foram cobrados em regime de responsabilidade solidária entre o casal. Como os executados, apesar de intimados, não efetuaram pagamento nem indicaram bens à penhora, a Justiça autorizou pesquisas e bloqueios patrimoniais via SISBAJUD. A petição anexada aos autos indicou bloqueio de R$ 367,7 mil em contas do casal, valor superior à quantia pela qual Adriana responde solidariamente.
O montante bloqueado não foi transferido à WFA porque a execução é provisória e os recursos permanecem pendentes de julgamento definitivo. Em decisão de 6 de outubro, o juiz determinou nova intimação dos executados e solicitou apresentação dos resultados de outras pesquisas patrimoniais, mantendo o andamento da execução. A autorização para buscas via SISBAJUD seguiu sob sigilo para preservar a eficácia das medidas. Após consolidação e certificação dos bloqueios pelo cartório, Rodrigão e Adriana serão formalmente intimados a apresentar suas defesas; em caso de pedido de desbloqueio ou alegação de excesso de penhora, deverão apresentar extratos bancários completos dos 60 dias anteriores.
Tentativas de contato com o casal não obtiveram retorno até o momento. O espaço permanece aberto para futuras manifestações.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

