O grupo criado no WhatsApp para apoiar a reeleição de Lula foi reativado na noite de quarta-feira após a campanha registrar o endereço no TSE. A corte havia determinado espera de 48 horas, mas a publicação reapareceu antes.
O canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou ao ar na noite desta quarta-feira (14). A retomada ocorreu depois do registro do canal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme determinação do presidente da corte, Kassio Nunes Marques.
A decisão do presidente do TSE também estabelecia que o canal só poderia voltar a funcionar após 48 horas. Apesar dessa determinação, a publicação voltou a ficar disponível na plataforma na noite de quarta-feira, depois que a campanha realizou o registro do endereço na Justiça Eleitoral.
O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Com 4,3 milhões de inscritos, a página vinha sendo alvo de disputas judiciais nos últimos dias. Segundo o noticiário, nos últimos dias o caso passou por uma série de liminares — decisões provisórias — que alternaram a suspensão e a reativação do canal.
No último sábado (11), o presidente do TSE havia determinado a suspensão total do canal. Horas depois, o corregedor do tribunal, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou essa decisão e recolocou a página no ar. Ao reexaminar o caso na terça-feira, o presidente do TSE considerou que a falta de comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral justificava nova suspensão.
Ao tratar do episódio, o administrador do canal afirmou que há censura por parte da Justiça Eleitoral e acusou favorecimento à campanha de adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essas alegações foram publicadas pela defesa do canal no curso da disputa judicial.
Do ponto de vista processual, a volta ao ar se deu após a formalização do registro do canal junto ao TSE, procedimento exigido pelo presidente da corte para o pleno restabelecimento das atividades. A movimentação judicial mostrou divergências no entendimento entre ministros do tribunal sobre os requisitos para manutenção do conteúdo online e sobre os prazos aplicáveis para suspensão e reativação.
O episódio segue repercutindo no ambiente político e jurídico, com atenção especial para os mecanismos de controle de contas e canais de comunicação de campanha na internet. O caso ilustra como decisões liminares podem alternar a disponibilidade de páginas e como a formalização de registros eleitorais pode influir na reabertura de canais voltados a apoios eleitorais.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

