O primeiro turno de 2026 definiu Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no segundo turno e elegeu 21 governadores, 513 deputados e 54 senadores. Mais de 60 candidatos eram de famílias políticas; confira vencedores e derrotados.
O primeiro turno das eleições de 2026 definiu a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no segundo turno da corrida presidencial, elegeu 21 governadores, 513 deputados federais e 54 senadores. Entre eleitos e derrotados nas urnas estiveram integrantes de famílias com presença histórica na política brasileira e de clãs de ascensão mais recente.
As urnas contabilizaram mais de seis dezenas de candidatos que integram famílias com histórico político ou que tiveram pelo menos outro parente na disputa por um cargo eletivo neste ano. Sobrenomes conhecidos testaram a popularidade em diferentes estados, entre eles Barbalho (Pará), Calheiros e Lira (Alagoas), e Sarney (Maranhão). Famílias de ascensão mais recente também mediram força, como os Bolsonaro, que concorreram em três estados além da corrida presidencial, e os Maranhãozinho, no Maranhão.
Dados de pesquisa para o segundo turno mostraram, segundo levantamento, Flávio Bolsonaro com 49% e Lula com 45% na intenção de voto para o 2º turno.
Os resultados de candidatos ligados a famílias políticas foram variados. No total, entre parentes que concorreram foram eleitos: 3 governadores, 10 senadores, 2 suplentes de senador, 19 deputados federais e 9 deputados estaduais. Não foram eleitos: 4 candidatos ao governo, 9 candidatos ao Senado, 5 candidatos à Câmara dos Deputados e 4 candidatos às assembleias locais.
Na família Bolsonaro, quatro de seis integrantes foram eleitos: Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) ao Senado, além de Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e Renato Bolsonaro (PL-SC) à Câmara dos Deputados. Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) não obteve vaga para deputada federal. Flávio Bolsonaro segue na disputa presidencial no segundo turno.
Entre os Calheiros, houve derrotas importantes: Renan Filho (MDB) perdeu a disputa pelo governo de Alagoas e Renan Calheiros (MDB) não foi eleito ao Senado. Remi Calheiros (MDB) conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Alagoas, enquanto Renildo Calheiros (PCdoB-PE) não foi eleito para a Câmara.
No Pará, a família Barbalho teve resultados mistos: Elcione Barbalho (MDB), candidata a deputada estadual, não foi eleita, enquanto Helder Barbalho (MDB) e Jader Filho (MDB) conquistaram vagas no Senado e na Câmara, nesta ordem.
No Maranhão, o deputado Josimar de Maranhãozinho não concorreu à reeleição, mas obteve a eleição de quatro familiares: os sobrinhos Aldir Júnior (PL) e Fabiana Vilar (PL) como deputados federais, e a esposa Detinha (PL) e o filho Josimar Júnior (PL) como deputados estaduais.
Clãs históricos também tiveram desfechos distintos. Marília Arraes (PDT) foi eleita ao Senado; Maria Arraes (PSB) e Pedro Campos (PSB) venceram vagas na Câmara, enquanto João Campos (PSB) perdeu a corrida pelo governo de Pernambuco e Daniel Valença (PSOL) não obteve cadeira na Assembleia local. No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) perdeu a disputa pelo governo, Cid Gomes (PSB) foi eleito senador e Lucio Gomes (PSB) foi registrado como 2º suplente, enquanto Lia Gomes (PSB) foi eleita deputada estadual.
No Maranhão, a derrota de Roseana Sarney (MDB) ao Senado marcou a saída da família Sarney da representação política pela primeira vez desde 1954, quando José Sarney foi eleito suplente de deputado federal.
Em Sergipe, Rogério Carvalho (PT-SE) obteve êxito na tentativa de se manter no Senado, ao passo que sua esposa, Candisse Carvalho (PT-SE), não foi eleita para a Assembleia local.
Houve também casos de maridos e esposas eleitos: três governadores — JHC (PSDB-AL), Dr. Furlan (PSD-AP) e Sergio Moro (PL-PR) — viram suas esposas vencerem nas urnas (Marina JHC, Rayssa Furlan e Rosângela Moro, respectivamente). Gracinha Caiado (União Brasil) foi eleita ao Senado ao lado do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que não teve sucesso na disputa presidencial.
Outros exemplos: João Roma (PL) perdeu a corrida ao Senado e a esposa Roberta Roma (PL) foi eleita deputada federal; Eduardo Braga (MDB) foi reeleito senador no Amazonas e elegeu a esposa Sandra Braga como suplente; Esperidião Amin (PP-SC) e a esposa Angela Amin (PP) não conseguiram vagas; Eduardo Cunha (Republicanos) foi derrotado em Minas Gerais enquanto sua filha Dani Cunha (PL) foi eleita deputada federal.
Por fim, situações de atuação conjunta entre cônjuges também ocorreram entre deputados, como no caso de Glauber Braga (PSOL-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP).
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