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Aracaju, Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Política

Lula propõe abrir sigilos das duas famílias em debate com Flávio Bolsonaro

No primeiro debate do segundo turno, neste domingo (18) na Band, o presidente Lula (PT) desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir conta bancária e sigilo telefônico — dele, do adversário e dos familiares de ambos — para entrega ao STF e ao TSE antes do dia 25. O encontro foi transmitido ao vivo […]

19/10/2026 · 00h46
Lula propõe abrir sigilos das duas famílias em debate com Flávio Bolsonaro

No primeiro debate do segundo turno, neste domingo (18) na Band, o presidente Lula (PT) desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir conta bancária e sigilo telefônico — dele, do adversário e dos familiares de ambos — para entrega ao STF e ao TSE antes do dia 25.

O encontro foi transmitido ao vivo dos estúdios do Grupo Bandeirantes, em São Paulo, e marcou a primeira vez que os dois candidatos ficaram frente a frente nesta eleição. O formato previa blocos com tempo livre para administrar respostas e réplicas, com movimentação no palco — o que resultou em confrontos diretos e pouco espaço para apresentação de propostas.

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O desafio dos sigilos

O momento de maior tensão veio quando o presidente propôs que os dois abrissem seus dados bancários e telefônicos antes do segundo turno:

“Eu vou fazer uma proposta pra você. Eu desafio você. E eu, amanhã, abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país. […] Eu abro, da minha família inteira, e você abre da sua família, e vamos pedir pra Justiça.”

Lula detalhou como imagina o procedimento: entregar os documentos ao presidente do Supremo Tribunal Federal e ao presidente do TSE, “pra que avalie, antes das eleições, o povo saber quem é quem na história desse país”.

Após o debate, em entrevista, ele reafirmou que manterá a cobrança:

“Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate.”

O tema ganhou força nas redes, onde a hashtag sobre a abertura de sigilo figurou entre os assuntos mais comentados durante a madrugada.

O financiamento do filme

Em diversos momentos do segundo bloco, Lula cobrou Flávio sobre os R$ 134 milhões pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a produção do filme sobre Jair Bolsonaro. O senador já havia respondido sobre o assunto na sabatina da TV Globo, dois dias antes, quando afirmou tratar-se de “patrocínio privado para um filme privado” e disse que “era um contrato que não foi cumprido”.

Segurança pública e maioridade penal

Flávio concentrou boa parte do tempo em segurança pública. Defendeu a redução da maioridade penal e foi além do que propõe o texto aprovado no Congresso:

“Se você é a favor da redução da maioridade penal — e eu defendo que ela seja de 14 anos para crimes mais graves, crimes hediondos, como estupro de mulheres — estuprador de 14 anos de idade tem que ser preso e responder como adulto. É assim que vai ser no meu governo.”

O senador também acusou a bancada do PT de ter mudado de posição às vésperas da eleição e ironizou: “Tinha que ter eleição toda semana, gente, porque petista começa a ser a favor de redução da maioridade penal, petista começa a ir para a igreja”.

Questionado sobre como resolver problemas estruturais do país, resumiu sua proposta:

“O Brasil tem jeito. E o primeiro passo que a gente tem que dar é tirar o Lula da presidência da República.”

O tropeço que virou assunto

Uma frase de Lula nas considerações finais viralizou e entrou nos assuntos mais comentados do país. Reproduzida isoladamente, soava como se o presidente dissesse que o Brasil acabaria. A fala completa, porém, é outra:

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“Ou seja, esse lesa-pátria nesse país vai acabar e nesse quarto mandato a gente vai dizer: o Brasil acabou — e vai ser um país grande, um país desenvolvido, um país que vai deixar de ser um país de fazer pequenas políticas.”

O trecho mostra uma construção confusa: o presidente falava do fim do que chamou de “lesa-pátria” quando se embolou na frase. Na sequência imediata, completou falando em país “grande” e “desenvolvido”.

Interrupção na plateia

Durante uma fala de Flávio, a mediação interrompeu para pedir silêncio:

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“O candidato Flávio está falando, eu quero pedir respeito a quem está em casa tentando compreender.”

O apelo foi dirigido à plateia, sem que ninguém fosse nomeado.

A avaliação de um colunista

Em análise publicada pelo UOL, o colunista João Paulo Charleaux fez uma leitura dura do desempenho do presidente — deixando claro, logo no início, o recorte do que estava avaliando:

“O que eu vou dizer não tem a ver com quem é melhor candidato, com quem seria melhor presidente. O assunto não é esse. Vou me ater à questão do desempenho no debate.”

Na sequência, afirmou se surpreender “que o Lula tenha chegado tão mal preparado para um debate tão importante” e listou problemas: andar de costas para a câmera, recorrer à água com frequência “passando a impressão de que estava perdido ou fragilizado”, dar “risadas irônicas” e ficar “muito mal orientado espacialmente”.

Suspeita de bomba após o debate

Encerrado o programa, uma ocorrência mobilizou a Polícia Militar na saída da emissora. A Polícia Legislativa do Senado recebeu informação sobre a possível presença de artefato explosivo em um veículo da comitiva de um dos candidatos.

Cães farejadores sinalizaram a presença de componentes químicos na região do capô, o que levou ao isolamento da área e à chamada do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais).

Após a varredura, a hipótese foi descartada. O comandante do esquadrão antibombas, capitão Vitor Capelo Haddad, informou que os cães identificaram substâncias que poderiam ser usadas na fabricação de explosivos, mas que nenhum dispositivo foi encontrado. Segundo ele, sem laudo técnico não é possível determinar o que provocou a reação dos animais — entre as hipóteses estão componentes químicos de peças do veículo ou produtos usados na limpeza.

Flávio deixou o local em outro carro, acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

As falas reproduzidas nesta matéria foram transcritas diretamente do áudio do debate.

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6 min de leitura

No primeiro debate do segundo turno, neste domingo (18) na Band, o presidente Lula (PT) desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir conta bancária e sigilo telefônico — dele, do adversário e dos familiares de ambos — para entrega ao STF e ao TSE antes do dia 25.

O encontro foi transmitido ao vivo dos estúdios do Grupo Bandeirantes, em São Paulo, e marcou a primeira vez que os dois candidatos ficaram frente a frente nesta eleição. O formato previa blocos com tempo livre para administrar respostas e réplicas, com movimentação no palco — o que resultou em confrontos diretos e pouco espaço para apresentação de propostas.

O desafio dos sigilos

O momento de maior tensão veio quando o presidente propôs que os dois abrissem seus dados bancários e telefônicos antes do segundo turno:

“Eu vou fazer uma proposta pra você. Eu desafio você. E eu, amanhã, abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país. […] Eu abro, da minha família inteira, e você abre da sua família, e vamos pedir pra Justiça.”

Lula detalhou como imagina o procedimento: entregar os documentos ao presidente do Supremo Tribunal Federal e ao presidente do TSE, “pra que avalie, antes das eleições, o povo saber quem é quem na história desse país”.

Após o debate, em entrevista, ele reafirmou que manterá a cobrança:

“Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate.”

O tema ganhou força nas redes, onde a hashtag sobre a abertura de sigilo figurou entre os assuntos mais comentados durante a madrugada.

O financiamento do filme

Em diversos momentos do segundo bloco, Lula cobrou Flávio sobre os R$ 134 milhões pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a produção do filme sobre Jair Bolsonaro. O senador já havia respondido sobre o assunto na sabatina da TV Globo, dois dias antes, quando afirmou tratar-se de “patrocínio privado para um filme privado” e disse que “era um contrato que não foi cumprido”.

Segurança pública e maioridade penal

Flávio concentrou boa parte do tempo em segurança pública. Defendeu a redução da maioridade penal e foi além do que propõe o texto aprovado no Congresso:

“Se você é a favor da redução da maioridade penal — e eu defendo que ela seja de 14 anos para crimes mais graves, crimes hediondos, como estupro de mulheres — estuprador de 14 anos de idade tem que ser preso e responder como adulto. É assim que vai ser no meu governo.”

O senador também acusou a bancada do PT de ter mudado de posição às vésperas da eleição e ironizou: “Tinha que ter eleição toda semana, gente, porque petista começa a ser a favor de redução da maioridade penal, petista começa a ir para a igreja”.

Questionado sobre como resolver problemas estruturais do país, resumiu sua proposta:

“O Brasil tem jeito. E o primeiro passo que a gente tem que dar é tirar o Lula da presidência da República.”

O tropeço que virou assunto

Uma frase de Lula nas considerações finais viralizou e entrou nos assuntos mais comentados do país. Reproduzida isoladamente, soava como se o presidente dissesse que o Brasil acabaria. A fala completa, porém, é outra:

“Ou seja, esse lesa-pátria nesse país vai acabar e nesse quarto mandato a gente vai dizer: o Brasil acabou — e vai ser um país grande, um país desenvolvido, um país que vai deixar de ser um país de fazer pequenas políticas.”

O trecho mostra uma construção confusa: o presidente falava do fim do que chamou de “lesa-pátria” quando se embolou na frase. Na sequência imediata, completou falando em país “grande” e “desenvolvido”.

Interrupção na plateia

Durante uma fala de Flávio, a mediação interrompeu para pedir silêncio:

“O candidato Flávio está falando, eu quero pedir respeito a quem está em casa tentando compreender.”

O apelo foi dirigido à plateia, sem que ninguém fosse nomeado.

A avaliação de um colunista

Em análise publicada pelo UOL, o colunista João Paulo Charleaux fez uma leitura dura do desempenho do presidente — deixando claro, logo no início, o recorte do que estava avaliando:

“O que eu vou dizer não tem a ver com quem é melhor candidato, com quem seria melhor presidente. O assunto não é esse. Vou me ater à questão do desempenho no debate.”

Na sequência, afirmou se surpreender “que o Lula tenha chegado tão mal preparado para um debate tão importante” e listou problemas: andar de costas para a câmera, recorrer à água com frequência “passando a impressão de que estava perdido ou fragilizado”, dar “risadas irônicas” e ficar “muito mal orientado espacialmente”.

Suspeita de bomba após o debate

Encerrado o programa, uma ocorrência mobilizou a Polícia Militar na saída da emissora. A Polícia Legislativa do Senado recebeu informação sobre a possível presença de artefato explosivo em um veículo da comitiva de um dos candidatos.

Cães farejadores sinalizaram a presença de componentes químicos na região do capô, o que levou ao isolamento da área e à chamada do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais).

Após a varredura, a hipótese foi descartada. O comandante do esquadrão antibombas, capitão Vitor Capelo Haddad, informou que os cães identificaram substâncias que poderiam ser usadas na fabricação de explosivos, mas que nenhum dispositivo foi encontrado. Segundo ele, sem laudo técnico não é possível determinar o que provocou a reação dos animais — entre as hipóteses estão componentes químicos de peças do veículo ou produtos usados na limpeza.

Flávio deixou o local em outro carro, acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

As falas reproduzidas nesta matéria foram transcritas diretamente do áudio do debate.

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