Billy diz que os sintomas começaram no fim de julho de 2026, com dores abdominais; exames apontaram câncer intestinal com metástase. Lua tratou-se no INCA e morreu em 18 de outubro, aos 39 anos.
O músico Billy Blanco Jr. relatou os últimos meses de vida da filha, a atriz e cantora Lua Blanco, que morreu em 18 de outubro, aos 39 anos, em decorrência de um câncer no intestino. Em um texto publicado neste sábado (24), ele contou como foram o diagnóstico, o tratamento e a despedida da artista.
Segundo Billy, os primeiros sinais da doença surgiram no fim de julho de 2026, quando Lua passou a sentir fortes dores abdominais e foi submetida a uma sequência de exames. A investigação identificou um câncer com metástase, e a cantora iniciou o tratamento no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.
Billy acompanhou a filha durante consultas e durante a internação, que durou três semanas. No relato, ele disse que os médicos foram comunicando à família, aos poucos, que a doença havia atingido um estágio em que a recuperação não era mais esperada.
“Médicos, com muito tato, nos deram, aos poucos, a notícia de que nossa Lua estaria partindo. É difícil explicar o que se passou comigo fisicamente. Havia um verdadeiro tornado explodindo dentro de mim”
O músico contou ainda que Lua havia voltado a morar com ele pouco mais de um ano antes da morte. Após o fim de um relacionamento, ela pediu para passar alguns dias na casa do pai; a estadia, inicialmente temporária, acabou se estendendo por aproximadamente um ano. Billy recordou que os dois não dividiam a mesma casa desde o fim da adolescência da cantora, quando ela passou a estudar Letras na PUC-Rio e foi morar com amigos.
No texto, Billy destacou a relação de Lua com os cinco irmãos, o cuidado que demonstrava com amigos e o respeito que mantinha pelos fãs. A fé cristã, presente desde a infância, ganhou importância durante o tratamento e foi mencionada como elemento de conforto.
“Pai, Jesus está no controle. O milagre já foi feito!”
Lua recebeu visitas de irmãos, parentes e amigos próximos durante a internação. Ela procurou preservar serenidade e confiança mesmo diante do agravamento do quadro. A cantora morreu na madrugada de domingo (18), com a mãe, Maria Claudia Blanco, ao seu lado, segurando sua mão.
Nascida em São Paulo em 5 de março de 1987, Lua cresceu em família ligada à música — era neta do compositor Billy Blanco e filha de músicos. Ainda na adolescência começou a se apresentar e, aos 19 anos, fundou a banda Lágrima Flor, na qual atuou como vocalista e compositora.
A projeção nacional veio em 2011, ao interpretar Roberta Messi na versão brasileira de “Rebelde”, o que deu origem à banda Rebeldes. O grupo lançou dois álbuns e percorreu o país com shows; entre as canções associadas ao período estão “Rebelde Pra Sempre” e “Do Jeito Que Eu Sou”.
Em 2016 lançou o primeiro álbum solo, “Mão no Sonho”, com dez músicas inéditas, incluindo “Perde Tudo”, em parceria com Cassiano Andrade e Juliano Cortuah. Participou do programa musical “PopStar”, da TV Globo, em 2018. Posteriormente desenvolveu o projeto Lua Blanco e a Órbita, com o álbum “Órbita” (2023), e assinou a composição de “Lunática” com Gugu Peixoto, além de dirigir e roteirizar o videoclipe.
Além da carreira musical, atuou em produções como “Malhação”, “Pecado Mortal”, “A Força do Querer” e “Socorro, Virei uma Garota!”. A morte de Lua motivou manifestações de antigos colegas de elenco e de artistas, entre eles integrantes de Rebeldes e nomes internacionais.
“A Lua Vive!”
Billy encerrou a homenagem com a frase que sintetizou o sentimento da família.


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