É permitido levar uma colinha de papel com os números dos candidatos para a cabine. Celular e aparelhos eletrônicos, porém, devem ser entregues aos mesários antes da votação.
Já pensou em passar semanas ou meses decidindo em quem votar, ouvir propostas e checar o histórico dos candidatos e, ao chegar diante da urna, não lembrar qual número digitar? A boa notícia é que a legislação permite ao eleitor levar a chamada “colinha” para a cabine de votação. Um pedaço de papel com os números escritos à caneta ainda é uma ferramenta válida para garantir a precisão do voto.
A tecnologia da urna eletrônica revolucionou a votação e a apuração no país, mas nem todo avanço da ciência substitui um papel com os números do candidato. O aparelho celular, no entanto, deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação. A restrição vale para qualquer equipamento capaz de fotografar, gravar ou transmitir imagens, com o objetivo de preservar o sigilo do voto e evitar fraudes ou tentativas de comprovação da escolha feita na urna.
Quem se recusar a entregar o aparelho poderá ser impedido de votar naquele momento, e o caso poderá ser registrado pela mesa receptora de votos. Por isso, se pretende levar o celular ao local de votação, é importante considerar que ele será recolhido pelos mesários antes do acesso à cabine.
Não se esqueça também de levar um documento de identificação com foto. O título de eleitor não é obrigatório para votar, mas ajuda a agilizar o atendimento por indicar a zona e a seção eleitoral. Uma alternativa prática é baixar o e-Título, o aplicativo da Justiça Eleitoral que traz a versão digital do título e as informações da zona e da seção.
Lembre-se de conferir, no dia anterior, o seu local atualizado de votação. A checagem prévia evita deslocamentos desnecessários e atrasos no dia de votar.
Nos exemplos do primeiro turno, a falta da colinha fez diferença em disputas estaduais. A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), poderia já estar planejando o próximo mandato, mas graças a milhares de eleitores que confundiram seu número e anularam o voto, ela ainda disputa o segundo turno com o candidato Leandro Grass (PT). No dia 4 de outubro, 26 mil pessoas no DF digitaram 22, número do PL, partido de Flávio Bolsonaro. Como não havia candidato do PL na disputa ao governo distrital, os votos acabaram anulados. O número da candidata do PP é 11.
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes era apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não divide o mesmo partido que ele. Dados das urnas mostraram que cerca de 204 mil eleitores digitaram o número 13 nas urnas, acreditando escolher Paes. Esses eleitores deveriam, no entanto, digitar o número 55. Sem candidato do PT na corrida ao Palácio da Guanabara, os votos foram anulados e Douglas Ruas (PL) venceu no primeiro turno.
Em resumo: leve sua colinha se achar necessário; entregue o celular aos mesários antes de entrar na cabine; leve documento com foto e, se possível, o e-Título para agilizar o processo. Conferir o local de votação no dia anterior também é uma medida simples que evita transtornos.
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