Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Pular para o conteúdo
Política

Lula vence e surpreende imprensa da Europa e da Ásia

Reeleição de Lula repercutiu na imprensa europeia e asiática, que destacou a mobilização, a virada histórica e os desafios com o Congresso.

26/10/2026 · 18h19
Lula vence e surpreende imprensa da Europa e da Ásia

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (25) provocou ampla cobertura na Europa e na Ásia. Jornais destacaram a virada nas ruas e nas redes e os desafios políticos que o novo mandato enfrenta.

No domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito para o quarto mandato na Presidência da República, em uma virada inédita que teve ampla repercussão na imprensa da Europa e da Ásia. A disputa acirrada com o senador Flávio Bolsonaro ganhou destaque nos principais veículos internacionais, que enfatizaram a mobilização popular e os desafios políticos que aguardam o novo governo.

Publicidade

O jornal francês Le Monde tratou a vitória como um resultado surpreendente diante das projeções das pesquisas e ressaltou o papel das ruas e das redes sociais no processo de virada. O periódico também destacou a preocupação de parte do eleitorado com o retorno de uma agenda mais radical associada ao bolsonarismo.

“O fantasma do retorno a uma forma mais radical de bolsonarismo, alinhada aos Estados Unidos de Donald Trump, levou os brasileiros a comparecerem em massa para dar à esquerda uma nova chance. Essa vitória decisiva mostra que o compromisso com a democracia, a soberania nacional, a proteção da Amazônia e a justiça social continua muito vivo entre os 214 milhões de cidadãos brasileiros.”

O jornal britânico The Guardian avaliou o resultado como uma derrota para a Casa Branca, ao caracterizar Donald Trump como o aliado internacional mais importante do clã Bolsonaro e ao relacionar a eleição brasileira ao movimento de líderes pró-Trump na região.

“O presidente dos EUA esperava que Bolsonaro se tornasse o mais recente de uma série de líderes pró-Trump a assumir o poder na América Latina, incluindo Abelardo de la Espriella na Colômbia, Daniel Noboa no Equador, José Antonio Kast no Chile e Javier Milei na Argentina.”

A BBC observou que, apesar da euforia dos apoiadores, o presidente reeleito enfrentará um Congresso conservador e um eleitorado dividido, com mais de 48% dos eleitores tendo votado em Bolsonaro no segundo turno. O veículo citou a necessidade de conciliar a gestão do país com um parlamento menos alinhado ao Executivo.

“Apesar de os apoiadores de Lula estarem eufóricos com a sua vitória, os resultados mostram que o país permanece profundamente dividido, com mais de 48% dos eleitores escolhendo Bolsonaro. Além do desafio de unir um país tão profundamente polarizado, Lula terá que governar ao lado do Congresso mais alinhado à direita da era democrática.”

A agência Reuters publicou análise apontando que a gestão fiscal e a resistência do Legislativo serão os principais testes do novo mandato. O texto destacou embates previstos sobre salário mínimo, dívidas públicas e medidas fiscais, além de possíveis dificuldades para emplacar indicações a cargos estratégicos.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

“As promessas de Lula para garantir que os aumentos do salário mínimo permaneçam acima da inflação estão entre as propostas que entram em conflito com a crescente pressão para manter a dívida pública sob controle. Assessores de Lula também sinalizaram que ele continuará pressionando para reduzir incentivos fiscais, mas os parlamentares têm resistido repetidamente a medidas que aumentam a carga tributária efetiva.”

O Japan Times descreveu a vitória como chocante e caracterizou Lula como um presidente icônico da classe trabalhadora brasileira. Além da cobertura da imprensa, líderes estrangeiros se manifestaram sobre o resultado.

Nesta segunda-feira, a China informou, por meio do porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, disposição para trabalhar com o Brasil na construção de uma “comunidade de futuro compartilhado” entre os dois países.

Publicidade

“A China está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar a avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países”.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou uma mensagem de felicitações ao reeleito, destacando reconhecimento às qualidades de liderança e ao apoio às políticas de desenvolvimento socioeconômico e soberania nacional. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também divulgou felicitações, citando a vitória como um triunfo da democracia e do multilateralismo.

“Prezado amigo, aceite meus mais calorosos parabéns por sua reeleição como presidente da República Federativa do Brasil. Os resultados da votação confirmaram plenamente o reconhecimento de seus concidadãos às suas notáveis qualidades de liderança, seu apoio à política de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e a proteção de sua soberania e legítimos interesses no cenário global”.

“Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”.

Nos primeiros resultados, o primeiro turno havia mostrado Lula atrás de Flávio Bolsonaro, com 45,16% contra 47,03% do adversário, fato que realçou a virada histórica no segundo turno. A cobertura internacional combinou análise política, impactos regionais e interpretações sobre o futuro das relações externas e das políticas econômicas do Brasil.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
5 min de leitura

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (25) provocou ampla cobertura na Europa e na Ásia. Jornais destacaram a virada nas ruas e nas redes e os desafios políticos que o novo mandato enfrenta.

No domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito para o quarto mandato na Presidência da República, em uma virada inédita que teve ampla repercussão na imprensa da Europa e da Ásia. A disputa acirrada com o senador Flávio Bolsonaro ganhou destaque nos principais veículos internacionais, que enfatizaram a mobilização popular e os desafios políticos que aguardam o novo governo.

O jornal francês Le Monde tratou a vitória como um resultado surpreendente diante das projeções das pesquisas e ressaltou o papel das ruas e das redes sociais no processo de virada. O periódico também destacou a preocupação de parte do eleitorado com o retorno de uma agenda mais radical associada ao bolsonarismo.

“O fantasma do retorno a uma forma mais radical de bolsonarismo, alinhada aos Estados Unidos de Donald Trump, levou os brasileiros a comparecerem em massa para dar à esquerda uma nova chance. Essa vitória decisiva mostra que o compromisso com a democracia, a soberania nacional, a proteção da Amazônia e a justiça social continua muito vivo entre os 214 milhões de cidadãos brasileiros.”

O jornal britânico The Guardian avaliou o resultado como uma derrota para a Casa Branca, ao caracterizar Donald Trump como o aliado internacional mais importante do clã Bolsonaro e ao relacionar a eleição brasileira ao movimento de líderes pró-Trump na região.

“O presidente dos EUA esperava que Bolsonaro se tornasse o mais recente de uma série de líderes pró-Trump a assumir o poder na América Latina, incluindo Abelardo de la Espriella na Colômbia, Daniel Noboa no Equador, José Antonio Kast no Chile e Javier Milei na Argentina.”

A BBC observou que, apesar da euforia dos apoiadores, o presidente reeleito enfrentará um Congresso conservador e um eleitorado dividido, com mais de 48% dos eleitores tendo votado em Bolsonaro no segundo turno. O veículo citou a necessidade de conciliar a gestão do país com um parlamento menos alinhado ao Executivo.

“Apesar de os apoiadores de Lula estarem eufóricos com a sua vitória, os resultados mostram que o país permanece profundamente dividido, com mais de 48% dos eleitores escolhendo Bolsonaro. Além do desafio de unir um país tão profundamente polarizado, Lula terá que governar ao lado do Congresso mais alinhado à direita da era democrática.”

A agência Reuters publicou análise apontando que a gestão fiscal e a resistência do Legislativo serão os principais testes do novo mandato. O texto destacou embates previstos sobre salário mínimo, dívidas públicas e medidas fiscais, além de possíveis dificuldades para emplacar indicações a cargos estratégicos.

“As promessas de Lula para garantir que os aumentos do salário mínimo permaneçam acima da inflação estão entre as propostas que entram em conflito com a crescente pressão para manter a dívida pública sob controle. Assessores de Lula também sinalizaram que ele continuará pressionando para reduzir incentivos fiscais, mas os parlamentares têm resistido repetidamente a medidas que aumentam a carga tributária efetiva.”

O Japan Times descreveu a vitória como chocante e caracterizou Lula como um presidente icônico da classe trabalhadora brasileira. Além da cobertura da imprensa, líderes estrangeiros se manifestaram sobre o resultado.

Nesta segunda-feira, a China informou, por meio do porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, disposição para trabalhar com o Brasil na construção de uma “comunidade de futuro compartilhado” entre os dois países.

“A China está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar a avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países”.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou uma mensagem de felicitações ao reeleito, destacando reconhecimento às qualidades de liderança e ao apoio às políticas de desenvolvimento socioeconômico e soberania nacional. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também divulgou felicitações, citando a vitória como um triunfo da democracia e do multilateralismo.

“Prezado amigo, aceite meus mais calorosos parabéns por sua reeleição como presidente da República Federativa do Brasil. Os resultados da votação confirmaram plenamente o reconhecimento de seus concidadãos às suas notáveis qualidades de liderança, seu apoio à política de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e a proteção de sua soberania e legítimos interesses no cenário global”.

“Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”.

Nos primeiros resultados, o primeiro turno havia mostrado Lula atrás de Flávio Bolsonaro, com 45,16% contra 47,03% do adversário, fato que realçou a virada histórica no segundo turno. A cobertura internacional combinou análise política, impactos regionais e interpretações sobre o futuro das relações externas e das políticas econômicas do Brasil.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA