Pesquisa da Gamers Club (1º semestre de 2026) mostra que 76,87% dos jogadores disputam mais de um título, mantendo um principal e alternando outros. Plataformas e algoritmos ampliam encontros ao vivo e conexões globais.
Um levantamento da Gamers Club, com respostas do primeiro semestre de 2026, mostrou que 76,87% dos entrevistados disseram jogar mais de um título. A pesquisa indica que a maior parte mantém um jogo principal e dedica parte do tempo a outros títulos, um hábito que complica o desafio de marcas e organizadores que precisam acompanhar interesses que circulam entre diferentes jogos.
A gente acompanha partidas ao vivo, conversa com jogadores de outros países e encontra pessoas com quem dividir uma vitória ou discutir uma derrota. As plataformas facilitam esses encontros, e os algoritmos passaram a influenciar quais transmissões e conteúdos chegam até nós. Dentro dessas conversas, criadores de conteúdo e jogadores profissionais ajudam a formar as referências que a comunidade compartilha.
Essa circulação de atenções explica por que o trabalho dos embaixadores — criadores de conteúdo e jogadores profissionais que representam marcas — tem importância estratégica. Quando esses profissionais atuam vinculados a uma marca, levam consigo a relação construída com quem os acompanha: participam das conversas sobre jogos, percebem mudanças de interesse e recebem retorno direto do público. Esse fluxo de informação é valioso para quem planeja campanhas, produtos ou torneios.
Na minha percepção, essa convivência pode ajudar uma empresa a entender melhor o que os jogadores esperam de uma iniciativa.
Além de métricas quantitativas como alcance, visualizações e interações, compreender por que alguém continua em uma comunidade exige ouvir essas pessoas e mapear as relações que elas desenvolveram ali. O levantamento da Gamers Club descreve um hábito de jogo; entender como esse hábito se relaciona com os criadores que cada pessoa acompanha passa por essa escuta ativa.
Por isso, envolver os embaixadores desde as primeiras discussões de um projeto.
Incluir criadores já no desenvolvimento de uma experiência, na comunicação de um produto ou no planejamento de um campeonato permite ajustar propostas enquanto ainda há espaço para mudanças. O contato cotidiano dos embaixadores com jogadores pode ajudar as equipes a avaliar se o que está sendo preparado faz sentido para o público-alvo, reduzindo riscos e evitando decisões difíceis de reverter.
No dia a dia de uma empresa, gosto da ideia de testar, observar os resultados e ajustar a rota antes de transformar uma decisão em algo difícil de mudar.
Para quem organiza um torneio, por exemplo, essa troca começa no planejamento e pode continuar depois das partidas, com feedback de quem participou. Usar dados e respostas da comunidade para decidir o próximo passo faz parte de uma rotina de melhoria contínua: testar propostas, ouvir os jogadores e adaptar formatos para melhorar a experiência de quem dedica tempo a jogar e competir.
Quero que a gente use esse aprendizado na próxima edição, para melhorar a experiência de quem dedica seu tempo a jogar e competir com a gente.
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