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Saúde

Exame do SUS detecta 9.904 casos de HPV de alto risco

SUS registrou 9.904 testes positivos para HPV de alto risco desde a adoção do exame molecular DNA-HPV; 26 estados já aplicam o novo protocolo.

02/11/2026 · 12h15
Exame do SUS detecta 9.904 casos de HPV de alto risco

O exame molecular DNA-HPV, incorporado ao SUS no início do ano, já acusou 9.904 resultados positivos para subtipos de alto risco. A técnica identifica o vírus antes de lesões pré-cancerígenas, ampliando a prevenção.

Desde que o exame molecular de rastreio para HPV começou a ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 9.904 testes apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco, o subtipo do vírus associado ao risco de câncer do colo do útero.

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O exame DNA-HPV é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2013 e começou a ser utilizado pelo SUS no início do ano em substituição ao teste Papanicolau. A principal vantagem do teste molecular é detectar a presença do vírus antes mesmo de ele evoluir para uma lesão pré-cancerígena, o que contribui para prevenir e identificar precocemente muitos casos de câncer do colo do útero.

Um estudo realizado pelo Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com mulheres de um programa na cidade de Indaiatuba, em São Paulo, mostrou que o uso do exame de DNA-HPV antecipou em 10 anos a detecção do câncer do colo do útero. Enquanto a média de idade de rastreamento por meio do Papanicolau foi de 49,3 anos, com o teste molecular de DNA a média caiu para 39,6 anos.

Até o momento, 26 estados já utilizam o novo protocolo de rastreio. O Espírito Santo, que ainda não fez a substituição, deve receber os novos testes ainda este ano, segundo o Ministério da Saúde (MS).

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Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano até 2028. O tumor é o terceiro mais comum entre mulheres no País e, quando detectado precocemente, tem chances de cura que superam os 95%.

Especialistas destacam que a mudança para o exame molecular amplia a janela de detecção e pode reduzir a incidência de tumores avançados, ao identificar infecções de alto risco antes do surgimento de alterações celulares significativas. O novo protocolo também implica ajustes na logística de oferta, treinamento de equipes e fluxo de acompanhamento para mulheres com resultados positivos.

Para a população, a recomendação é manter o acompanhamento de saúde conforme os fluxos definidos pelos serviços de atenção básica e procurar orientação em caso de dúvidas sobre prazos e procedimentos do exame DNA-HPV. A introdução da tecnologia no SUS representa uma mudança no rastreio que tende a impactar a prevenção do câncer do colo do útero no médio e longo prazo.

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O exame molecular DNA-HPV, incorporado ao SUS no início do ano, já acusou 9.904 resultados positivos para subtipos de alto risco. A técnica identifica o vírus antes de lesões pré-cancerígenas, ampliando a prevenção.

Desde que o exame molecular de rastreio para HPV começou a ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 9.904 testes apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco, o subtipo do vírus associado ao risco de câncer do colo do útero.

O exame DNA-HPV é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2013 e começou a ser utilizado pelo SUS no início do ano em substituição ao teste Papanicolau. A principal vantagem do teste molecular é detectar a presença do vírus antes mesmo de ele evoluir para uma lesão pré-cancerígena, o que contribui para prevenir e identificar precocemente muitos casos de câncer do colo do útero.

Um estudo realizado pelo Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com mulheres de um programa na cidade de Indaiatuba, em São Paulo, mostrou que o uso do exame de DNA-HPV antecipou em 10 anos a detecção do câncer do colo do útero. Enquanto a média de idade de rastreamento por meio do Papanicolau foi de 49,3 anos, com o teste molecular de DNA a média caiu para 39,6 anos.

Até o momento, 26 estados já utilizam o novo protocolo de rastreio. O Espírito Santo, que ainda não fez a substituição, deve receber os novos testes ainda este ano, segundo o Ministério da Saúde (MS).

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano até 2028. O tumor é o terceiro mais comum entre mulheres no País e, quando detectado precocemente, tem chances de cura que superam os 95%.

Especialistas destacam que a mudança para o exame molecular amplia a janela de detecção e pode reduzir a incidência de tumores avançados, ao identificar infecções de alto risco antes do surgimento de alterações celulares significativas. O novo protocolo também implica ajustes na logística de oferta, treinamento de equipes e fluxo de acompanhamento para mulheres com resultados positivos.

Para a população, a recomendação é manter o acompanhamento de saúde conforme os fluxos definidos pelos serviços de atenção básica e procurar orientação em caso de dúvidas sobre prazos e procedimentos do exame DNA-HPV. A introdução da tecnologia no SUS representa uma mudança no rastreio que tende a impactar a prevenção do câncer do colo do útero no médio e longo prazo.

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