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Lary transforma sucessos escritos para outros em voz no pagode

Com composições gravadas por grandes artistas, Lary diz ter se encontrado no pagode e orienta novos projetos autorais.

02/11/2026 · 12h14
Lary transforma sucessos escritos para outros em voz no pagode

Antes de brilhar como cantora, a artista assinou hits gravados por Ludmilla, Thiaguinho, IZA, Ivete e Anitta. Compor para outros a ajudou a descobrir sua identidade e direcionar seus projetos como intérprete.

Antes de se reconhecer no pagode, Lary já tinha composições circulando nas vozes de alguns dos principais artistas do país. Músicas suas foram gravadas por nomes como Ludmilla, Thiaguinho, IZA, Ivete Sangalo e Anitta, o que ajudou a torná‑la conhecida nos bastidores da música nacional.

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A carreira como compositora, segundo Lary, foi determinante para que ela entendesse o que queria cantar como intérprete. Ela afirma que a experiência de escrever para outras vozes a fez descobrir sua própria identidade artística e orientou a direção de seus projetos mais recentes.

“A carreira de compositora foi a que me fez entender o que eu queria mostrar artisticamente para as pessoas. Eu sinto que me encontrei artisticamente através da composição para outros artistas”, diz Lary.

Depois de uma trajetória que passou pelo pop e por diferentes sonoridades, Lary encontrou no pagode não apenas um gênero para explorar, mas um lugar ao qual se sente pertencente. Essa aproximação ganhou força nos últimos anos e atualmente orienta seus novos projetos, incluindo “Com Amor, Lary Vol. 2” e “Com Calor Niterói”.

Nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, Larissa cresceu cantando em karaokês com a mãe e manteve a música presente enquanto cursava Engenharia de Produção na Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi na graduação que ela começou a participar de apresentações com amigos e percebeu a possibilidade de transformar o hobby em profissão.

“Eu cantava no karaokê desde pequena com a minha mãe. Então, no meio dessas participações, já na faculdade, comecei a entender que queria, de fato, levar a música como uma profissão e não mais como um hobby”, relembra.

Sem familiares inseridos no mercado musical, Lary conta que teve de desbravar o caminho sozinha, publicando vídeos no YouTube, fazendo apresentações em bares no formato voz e violão e buscando contatos para gravar. Ela descreve a escolha pela música como algo menos racional e mais uma necessidade íntima.

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“Eu sinto que, quando a gente escolhe a música, na verdade é a música que escolhe a gente. Se você não se imagina fazendo outra coisa que não seja música, então vá para a música”, alerta. “Mas, se você é feliz fazendo outra coisa, vá fazer outra coisa, porque a música é muito difícil. É um meio que exige muito da nossa energia, da nossa dedicação, do nosso comprometimento.”

Enquanto sua carreira como intérprete crescia de forma gradual, a faceta de compositora ganhou velocidade: seu repertório passou a ser gravado por artistas como Gloria Groove, Dennis DJ, Luísa Sonza, Léo Foguete, Murilo Huff, Marina Sena, Ludmilla e outros. Em 2024, ela recebeu o prêmio de Compositora do Ano no Prêmio Jovem Brasileiro, e a canção “Nosso Primeiro Beijo” foi eleita Melhor Pagode do Ano no Prêmio Multishow.

Lary afirma não ter apego excessivo às músicas que entram na voz de outros artistas, acreditando que cada canção encontra seu intérprete no momento certo. Essa postura permitiu que algumas composições retornassem à sua própria discografia, como “Nosso Primeiro Beijo”, “Saudade da Gente”, “Em Busca da Minha Sorte” e “Aquele Lugar”.

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Em uma colaboração recente, Lary participou de sessões de composição com a equipe de uma artista de grande projeção, em que o processo já chegava muito definido. Ela descreve esse trabalho como claramente orientado pelas intenções artísticas da artista anfitriã.

“A gente chegou nesse processo de composição com tudo muito claro, tudo muito estudado. A gente sabia exatamente o que ela queria, porque ela sabe exatamente o que ela quer”, conta Lary.

Entre as canções nascidas dessas sessões, Lary destaca “Não Me Cutuca” — parceria com Alceu Valença — e “Deus Existe”, que ela considera especialmente significativa. Para a compositora, a vivência nos bastidores ajudou a consolidar a sua voz como intérprete e a orientar o caminho autoral que hoje se aproxima do pagode, um gênero que ela busca tornar mais popular e palpável para o público.

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Antes de brilhar como cantora, a artista assinou hits gravados por Ludmilla, Thiaguinho, IZA, Ivete e Anitta. Compor para outros a ajudou a descobrir sua identidade e direcionar seus projetos como intérprete.

Antes de se reconhecer no pagode, Lary já tinha composições circulando nas vozes de alguns dos principais artistas do país. Músicas suas foram gravadas por nomes como Ludmilla, Thiaguinho, IZA, Ivete Sangalo e Anitta, o que ajudou a torná‑la conhecida nos bastidores da música nacional.

A carreira como compositora, segundo Lary, foi determinante para que ela entendesse o que queria cantar como intérprete. Ela afirma que a experiência de escrever para outras vozes a fez descobrir sua própria identidade artística e orientou a direção de seus projetos mais recentes.

“A carreira de compositora foi a que me fez entender o que eu queria mostrar artisticamente para as pessoas. Eu sinto que me encontrei artisticamente através da composição para outros artistas”, diz Lary.

Depois de uma trajetória que passou pelo pop e por diferentes sonoridades, Lary encontrou no pagode não apenas um gênero para explorar, mas um lugar ao qual se sente pertencente. Essa aproximação ganhou força nos últimos anos e atualmente orienta seus novos projetos, incluindo “Com Amor, Lary Vol. 2” e “Com Calor Niterói”.

Nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, Larissa cresceu cantando em karaokês com a mãe e manteve a música presente enquanto cursava Engenharia de Produção na Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi na graduação que ela começou a participar de apresentações com amigos e percebeu a possibilidade de transformar o hobby em profissão.

“Eu cantava no karaokê desde pequena com a minha mãe. Então, no meio dessas participações, já na faculdade, comecei a entender que queria, de fato, levar a música como uma profissão e não mais como um hobby”, relembra.

Sem familiares inseridos no mercado musical, Lary conta que teve de desbravar o caminho sozinha, publicando vídeos no YouTube, fazendo apresentações em bares no formato voz e violão e buscando contatos para gravar. Ela descreve a escolha pela música como algo menos racional e mais uma necessidade íntima.

“Eu sinto que, quando a gente escolhe a música, na verdade é a música que escolhe a gente. Se você não se imagina fazendo outra coisa que não seja música, então vá para a música”, alerta. “Mas, se você é feliz fazendo outra coisa, vá fazer outra coisa, porque a música é muito difícil. É um meio que exige muito da nossa energia, da nossa dedicação, do nosso comprometimento.”

Enquanto sua carreira como intérprete crescia de forma gradual, a faceta de compositora ganhou velocidade: seu repertório passou a ser gravado por artistas como Gloria Groove, Dennis DJ, Luísa Sonza, Léo Foguete, Murilo Huff, Marina Sena, Ludmilla e outros. Em 2024, ela recebeu o prêmio de Compositora do Ano no Prêmio Jovem Brasileiro, e a canção “Nosso Primeiro Beijo” foi eleita Melhor Pagode do Ano no Prêmio Multishow.

Lary afirma não ter apego excessivo às músicas que entram na voz de outros artistas, acreditando que cada canção encontra seu intérprete no momento certo. Essa postura permitiu que algumas composições retornassem à sua própria discografia, como “Nosso Primeiro Beijo”, “Saudade da Gente”, “Em Busca da Minha Sorte” e “Aquele Lugar”.

Em uma colaboração recente, Lary participou de sessões de composição com a equipe de uma artista de grande projeção, em que o processo já chegava muito definido. Ela descreve esse trabalho como claramente orientado pelas intenções artísticas da artista anfitriã.

“A gente chegou nesse processo de composição com tudo muito claro, tudo muito estudado. A gente sabia exatamente o que ela queria, porque ela sabe exatamente o que ela quer”, conta Lary.

Entre as canções nascidas dessas sessões, Lary destaca “Não Me Cutuca” — parceria com Alceu Valença — e “Deus Existe”, que ela considera especialmente significativa. Para a compositora, a vivência nos bastidores ajudou a consolidar a sua voz como intérprete e a orientar o caminho autoral que hoje se aproxima do pagode, um gênero que ela busca tornar mais popular e palpável para o público.

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