O celular mira quem quer um dobrável que vira mini tablet, com acabamento premium e telas amplas. Promete produtividade com suporte à escrita, conjunto de câmeras robusto e autonomia para o dia todo.
A Motorola entrou na disputa pelo mercado de celulares dobráveis em formato de livro com o Razr Fold. O aparelho chega para competir diretamente com a linha Galaxy Z Fold da Samsung e aposta em construção premium, telas grandes, conjunto de câmeras e suporte a caneta.
Entre os atrativos destacados estão o conjunto triplo de câmeras de 50 MP, a bateria de 6.000 mAh e a Moto Pen Ultra, que já acompanha o celular no Brasil. A proposta é oferecer a versatilidade de um smartphone que se transforma em uma pequena tela de tablet, mantendo recursos de topo de linha.
Mas será que o Razr Fold consegue competir com o Galaxy Z Fold 8? Testei o dobrável da Motorola para avaliar construção, desempenho, qualidade das câmeras, autonomia e recursos de produtividade. Neste review, conto como ele se saiu no dia a dia e em que pontos se destaca ou fica atrás dos rivais.
Prós e contras
- Prós: Câmeras de alto nível; ótima autonomia; Moto Pen Ultra incluída.
- Contras: Sistema mais simples; peso perceptível.
Notas do Motorola Razr Fold
- Design e construção: 4,5/5
- Telas: 5/5
- Desempenho: 5/5
- Câmeras: 5/5
- Bateria: 5/5
- Software: 4,5/5
- Moto Pen Ultra: 4/5
- Custo-benefício: 3,5/5
- Nota geral: 4,6/5
O Razr Fold faz mais sentido para quem já decidiu comprar um dobrável premium e não quer abrir mão de uma boa experiência fotográfica. Esse é justamente o ponto no qual ele mais se distancia de concorrentes. Ele também é uma opção para quem pretende explorar a tela interna para produtividade: a multitarefa funciona bem e a Moto Pen Ultra já vem no kit, sem necessidade de compra adicional.
Por outro lado, quem prioriza um aparelho mais leve pode preferir o Galaxy Z Fold 8. A Samsung também oferece uma interface de multitarefa mais flexível na organização de três aplicativos e utiliza um chipset mais potente. O Galaxy Z Fold 8 Ultra aparece como alternativa para quem prefere permanecer no ecossistema Samsung e procura um modelo ainda mais completo. Ainda assim, nos testes com câmeras, o Razr Fold foi o aparelho que mais agradou entre os três avaliados.
Quanto vale a pena pagar
O Razr Fold estreou no Brasil por R$ 15.999 na versão com 1 TB, um preço difícil de justificar mesmo dentro do segmento de dobráveis premium. No entanto, o aparelho já aparece em uma média entre R$ 11 mil e R$ 12 mil, mesmo valor do Galaxy Z Fold 8. Na avaliação pessoal do teste, a compra começa a ficar interessante entre R$ 8 mil e R$ 9 mil, faixa em que o aparelho passa a oferecer relação mais equilibrada entre preço e vantagens em câmeras, autonomia e produtividade.
Preços de lançamento (referência)
- Motorola Razr Fold 1 TB: R$ 15.999
- Galaxy Z Fold 8 256 GB: R$ 12.599
- Galaxy Z Fold 8 512 GB: R$ 14.199
- Galaxy Z Fold 8 Ultra 256 GB: R$ 14.599
As capacidades de armazenamento são diferentes, portanto a lista serve apenas para contextualizar o posicionamento de cada aparelho no lançamento.
Especificações de construção
- Peso: 243 g
- Espessura: aproximadamente 9,9 mm fechado e 4,6 mm aberto
O peso é uma das primeiras características que chamam atenção; o Razr Fold é perceptivelmente mais pesado que dobráveis recentes da Samsung e que alguns celulares convencionais grandes. Isso não comprometeu significativamente o uso durante os testes, mas faz diferença na pegada.
A construção transmite sensação de qualidade: a dobradiça é suave e firme, e o aparelho não passa sensação de fragilidade. O Razr Fold funciona bem fechado para uso em apps como mensageiros, redes sociais e mapas, sem a necessidade de abrir a tela interna o tempo todo. O formato também permite usos como o modo nightstand, em que o aparelho parcialmente aberto funciona como um pequeno relógio de cabeceira com Always On Display.
Vinco da tela
O vinco existe e é perceptível, mas não chegou a atrapalhar a experiência nos testes. Dá para sentir a região da dobra ao passar o dedo e enxergá-la em certos ângulos; com imagem, vídeo ou aplicativos abertos, ele tende a deixar de chamar atenção. É uma característica que lembra ao usuário tratar-se de uma tela dobrável, sem, no entanto, comprometer o uso para a maior parte das tarefas.
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