Um processo movido pela Pro Silver Star contra o My Chemical Romance foi encerrado após as partes apresentarem pedido conjunto de arquivamento em 2 de novembro de 2026. Termos do eventual acordo não foram divulgados.
Um processo envolvendo o My Chemical Romance e o uso de figurinos inspirados nas líderes de torcida do Dallas Cowboys foi encerrado após as partes apresentarem, em conjunto, um pedido de arquivamento integral da ação na segunda-feira, 2 de novembro de 2026. Os termos de um eventual acordo entre as partes não foram divulgados.
A ação foi movida pela Pro Silver Star, empresa responsável pelas cheerleaders do time de futebol americano, depois que dançarinas utilizaram roupas semelhantes aos uniformes oficiais durante apresentações do My Chemical Romance no Hollywood Bowl, em Los Angeles. A empresa alegou violação de marca registrada e afirmou que o público poderia confundir as dançarinas com integrantes oficiais da equipe.
As apresentações faziam parte das comemorações dos 20 anos do álbum “The Black Parade”, lançado em 2006. Nos shows, a banda apresentou uma narrativa teatral ambientada em uma versão distópica dos Estados Unidos, que incluía uma cena com líderes de torcida armadas e uma simulação de tiroteio.
O empresário do My Chemical Romance, Brian Schechter, afirmou em declaração judicial apresentada à Justiça em 29 de outubro que a banda já planejava deixar de usar os uniformes antes de ser processada. Segundo Schechter, a decisão sobre o formato final do espetáculo já havia sido tomada em 2025, antes de qualquer contestação.
“Desde o início, o espetáculo final, com seus cenários elaborados, elenco completo e resolução da história contada durante as turnês de 2025 e 2026, foi planejado para acontecer apenas nos dias 21, 23 e 24 de outubro de 2026”
Schechter acrescentou que as apresentações de 30 e 31 de outubro não faziam parte dessa produção especial e, portanto, não incluiriam os personagens ou figurinos questionados judicialmente. Ele declarou ainda que só tomou conhecimento da objeção das líderes de torcida em 22 de outubro, quando os planos para o encerramento da narrativa já estavam definidos.
A explicação apresentada por Schechter foi contestada pelo advogado das cheerleaders, Alex Spiro, que rejeitou a versão e afirmou que a banda havia cedido às exigências das suas clientes. A disputa também envolveu a promotora dos shows, citada como ré no processo, que defendeu a apresentação como expressão artística protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
Com o pedido conjunto de arquivamento protocolado em 2 de novembro, a disputa judicial foi encerrada, ainda que os detalhes do eventual acordo permaneçam em sigilo. Paralelamente aos desdobramentos da disputa, o álbum “The Black Parade” voltou ao primeiro lugar da Billboard 200 após um relançamento comemorativo, garantindo ao My Chemical Romance seu primeiro álbum no topo da parada.
Publicada em 03/11/2026.
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