Paris acusa gestores do espólio de bloquear verba que, segundo ela, deveria ir para um fundo familiar. No processo, solicita transferência de cerca de R$ 3,3 bilhões contestados.
Paris Jackson, segunda filha de Michael Jackson, entrou com uma ação judicial contra os responsáveis pela administração do espólio do cantor. Segundo os documentos apresentados, a artista afirma que os administradores estariam dificultando o acesso a recursos que, na interpretação dela sobre o testamento, deveriam ser destinados a um fundo familiar.
O valor em disputa foi apontado nos autos como US$ 600 milhões, o que corresponde a cerca de R$ 3,3 bilhões. Nos pedidos encaminhados ao Judiciário, Paris solicita a transferência desse montante para o fundo familiar, alegando que os valores já estariam disponíveis, mas ainda não teriam sido repassados aos beneficiários indicados.
De acordo com os registros do processo, o pedido foi protocolado na semana passada. A ação não detalha, nos trechos tornados públicos, a identidade específica dos administradores ou as justificativas formais apresentadas por eles sobre a retenção dos recursos. O que se destaca nos autos é a solicitação para que a Justiça determine a movimentação dos recursos rumo ao destino indicado por Paris Jackson.
O caso coloca em xeque a gestão de bens vinculados a um espólio de grande valor, com implicações patrimoniais relevantes para os presumíveis beneficiários. A petição menciona a interpretação do testamento como fundamento para a demanda, mas os documentos disponíveis até agora não apontam decisão judicial sobre o mérito da disputa.
Trata-se de uma disputa judicial em fase inicial, em que a petição busca uma providência concreta — a transferência dos recursos — e depende da apreciação do Poder Judiciário para produzir efeitos. Eventuais determinações favoráveis poderiam resultar na liberação dos valores para o fundo familiar, enquanto uma decisão em sentido contrário manteria a atual gestão dos recursos pelo espólio.
Paris Jackson é apresentada nos autos como requerente da medida e aparece no processo na condição de herdeira e interessada no destino dos recursos. Não há, até a publicação desta reportagem, registro público de resposta formal dos administradores do espólio nos documentos tornados disponíveis.
A notícia foi publicada em 03/11/2026.



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