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Jorja Smith agita São Paulo e transforma R&B em pista

No Espaço Unimed, Jorja Smith apresentou a turnê 'What Are the Odds', misturando drum and bass, UK garage e house; próxima parada: AFROPUNK Salvador.

05/11/2026 · 10h09
Jorja Smith agita São Paulo e transforma R&B em pista

A britânica lotou o Espaço Unimed em São Paulo em seu primeiro show solo no Brasil. Show minimalista levou o público do contido 'Blue Lights' a hits dançantes como 'On My Mind'.

Na sexta-feira (30), a cantora britânica Jorja Smith, 29 anos, fez seu primeiro show solo no Brasil e lotou o Espaço Unimed, em São Paulo. A apresentação integrou a turnê de What Are the Odds, disco produzido por P2J que desloca a voz da artista para mapas sonoros como drum and bass, UK garage e house.

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Setada sem cenário elaborado e acompanhada por uma banda de músicos ingleses, a cantora iniciou a noite de forma contida com “Blue Lights”. Aos poucos, a performance foi ganhando corpo: a partir de “I Lied, You Lied” houve maior interação com a pista, e sucessos como “On My Mind” provocaram reação efusiva da plateia. O encerramento veio no bis, com “Tomorrow” apresentado apenas com voz e piano.

A sonoridade do disco e o formato escolhido para a apresentação evidenciaram a tentativa de remapear o R&B tradicional para ambientes de dança. Elementos de batida acelerada, grooves eletrônicos e texturas de club music estiveram presentes ao longo do repertório, sem abrir mão da centralidade da voz.

Voz descrita como macia, doce e tecnicamente afiada, a interpretação de Jorja Smith tem sido apontada como prova de que boa música pode ocupar diferentes nichos e públicos. No palco, a opção por um aparato visual reduzido colocou em evidência a performance vocal e o diálogo entre a cantora e os instrumentistas.

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O repertório transitou entre momentos mais íntimos e trechos voltados à pista, alternância que se refletiu na reação do público: aplausos e cantoria em trechos mais conhecidos e um clima de atenção em passagens mais contidas.

A apresentação em São Paulo marcou um retorno às grandes casas brasileiras sete anos depois do Lollapalooza 2019. A turnê de What Are the Odds continuará em solo brasileiro: a próxima parada é o AFROPUNK, em Salvador, neste fim de semana.

Para fãs e observadores da cena musical, o show serviu tanto como demonstração da versatilidade de Jorja Smith quanto como exemplo de como propostas que misturam R&B e música de pista podem encontrar espaço em palcos variados, sem depender de grandes cenários para causar impacto.

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A britânica lotou o Espaço Unimed em São Paulo em seu primeiro show solo no Brasil. Show minimalista levou o público do contido 'Blue Lights' a hits dançantes como 'On My Mind'.

Na sexta-feira (30), a cantora britânica Jorja Smith, 29 anos, fez seu primeiro show solo no Brasil e lotou o Espaço Unimed, em São Paulo. A apresentação integrou a turnê de What Are the Odds, disco produzido por P2J que desloca a voz da artista para mapas sonoros como drum and bass, UK garage e house.

Setada sem cenário elaborado e acompanhada por uma banda de músicos ingleses, a cantora iniciou a noite de forma contida com “Blue Lights”. Aos poucos, a performance foi ganhando corpo: a partir de “I Lied, You Lied” houve maior interação com a pista, e sucessos como “On My Mind” provocaram reação efusiva da plateia. O encerramento veio no bis, com “Tomorrow” apresentado apenas com voz e piano.

A sonoridade do disco e o formato escolhido para a apresentação evidenciaram a tentativa de remapear o R&B tradicional para ambientes de dança. Elementos de batida acelerada, grooves eletrônicos e texturas de club music estiveram presentes ao longo do repertório, sem abrir mão da centralidade da voz.

Voz descrita como macia, doce e tecnicamente afiada, a interpretação de Jorja Smith tem sido apontada como prova de que boa música pode ocupar diferentes nichos e públicos. No palco, a opção por um aparato visual reduzido colocou em evidência a performance vocal e o diálogo entre a cantora e os instrumentistas.

O repertório transitou entre momentos mais íntimos e trechos voltados à pista, alternância que se refletiu na reação do público: aplausos e cantoria em trechos mais conhecidos e um clima de atenção em passagens mais contidas.

A apresentação em São Paulo marcou um retorno às grandes casas brasileiras sete anos depois do Lollapalooza 2019. A turnê de What Are the Odds continuará em solo brasileiro: a próxima parada é o AFROPUNK, em Salvador, neste fim de semana.

Para fãs e observadores da cena musical, o show serviu tanto como demonstração da versatilidade de Jorja Smith quanto como exemplo de como propostas que misturam R&B e música de pista podem encontrar espaço em palcos variados, sem depender de grandes cenários para causar impacto.

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