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Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai após crise bancária

Santiago Peña renunciou à presidência do Paraguai nesta quinta (5) após crise do Banco Ueno, que foi fechado com 3 milhões de clientes e US$ 850 mi.

06/11/2026 · 07h53
Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai após crise bancária

O presidente anunciou a decisão em vídeo na rede social X, dizendo agir para preservar a paz social e as instituições democráticas. A saída ocorre em meio à crise no Banco Ueno e gera incerteza política.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5). O anúncio foi feito em um vídeo publicado na rede social X, em que o chefe do Executivo informou a decisão e justificou que age pensando na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas.

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“Tomei a decisão de apresentar a minha renúncia à presidência da República. Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar as nossas instituições democráticas. Também quero pedir desculpas ao povo, caso eu tenha falhado em algum momento. Nunca foi minha intenção trair a confiança que depositaram em mim. Nenhum cargo é mais importante do que a estabilidade da República. Nenhuma pessoa está acima do Paraguai.”

No vídeo, Peña afirmou ainda que espera que os recursos sejam devolvidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos e que os fundos e recursos públicos sejam protegidos. A renúncia ocorre em meio a uma crise desencadeada pelo fechamento do Banco Ueno, maior instituição financeira do país.

O Banco Ueno atende cerca de 3 milhões de clientes e tinha US$ 850 milhões em recursos públicos. A instituição foi fechada pelo Banco Central do Paraguai na última terça-feira, após constatação de falta de dinheiro para cobrir dívidas de longo prazo. Ainda na terça, o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo. Carvallo foi dirigente do Banco Ueno até 2023.

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O Ministério Público do Paraguai solicitou investigação criminal sobre os eventos envolvendo o Banco Ueno. Clientes da instituição realizaram manifestações pedindo o resgate dos valores aplicados. A sequência de acontecimentos motivou críticas e pedidos de apuração por parte de parlamentares e grupos de oposição.

Santiago Peña assumiu o governo em 2023 e figurou como acionista do Banco Ueno até março do ano passado. Parlamentares da oposição apontaram possível conflito de interesses, manipulação regulatória e desvio de recursos previdenciários, e defenderam a abertura de um processo de impeachment contra o presidente antes da renúncia.

Com a saída de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana assume a presidência do país. A transição de poder ocorre em um momento de incerteza sobre o futuro das apurações e sobre a recuperação dos depósitos e recursos públicos afetados pelo fechamento do banco.

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As investigações solicitadas pelo Ministério Público e as medidas de proteção aos recursos públicos deverão ser acompanhadas pelas autoridades competentes nas próximas semanas, em meio a pressão social por respostas e garantias para os clientes do Banco Ueno.

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O presidente anunciou a decisão em vídeo na rede social X, dizendo agir para preservar a paz social e as instituições democráticas. A saída ocorre em meio à crise no Banco Ueno e gera incerteza política.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5). O anúncio foi feito em um vídeo publicado na rede social X, em que o chefe do Executivo informou a decisão e justificou que age pensando na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas.

“Tomei a decisão de apresentar a minha renúncia à presidência da República. Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar as nossas instituições democráticas. Também quero pedir desculpas ao povo, caso eu tenha falhado em algum momento. Nunca foi minha intenção trair a confiança que depositaram em mim. Nenhum cargo é mais importante do que a estabilidade da República. Nenhuma pessoa está acima do Paraguai.”

No vídeo, Peña afirmou ainda que espera que os recursos sejam devolvidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos e que os fundos e recursos públicos sejam protegidos. A renúncia ocorre em meio a uma crise desencadeada pelo fechamento do Banco Ueno, maior instituição financeira do país.

O Banco Ueno atende cerca de 3 milhões de clientes e tinha US$ 850 milhões em recursos públicos. A instituição foi fechada pelo Banco Central do Paraguai na última terça-feira, após constatação de falta de dinheiro para cobrir dívidas de longo prazo. Ainda na terça, o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo. Carvallo foi dirigente do Banco Ueno até 2023.

O Ministério Público do Paraguai solicitou investigação criminal sobre os eventos envolvendo o Banco Ueno. Clientes da instituição realizaram manifestações pedindo o resgate dos valores aplicados. A sequência de acontecimentos motivou críticas e pedidos de apuração por parte de parlamentares e grupos de oposição.

Santiago Peña assumiu o governo em 2023 e figurou como acionista do Banco Ueno até março do ano passado. Parlamentares da oposição apontaram possível conflito de interesses, manipulação regulatória e desvio de recursos previdenciários, e defenderam a abertura de um processo de impeachment contra o presidente antes da renúncia.

Com a saída de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana assume a presidência do país. A transição de poder ocorre em um momento de incerteza sobre o futuro das apurações e sobre a recuperação dos depósitos e recursos públicos afetados pelo fechamento do banco.

As investigações solicitadas pelo Ministério Público e as medidas de proteção aos recursos públicos deverão ser acompanhadas pelas autoridades competentes nas próximas semanas, em meio a pressão social por respostas e garantias para os clientes do Banco Ueno.

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