Por Domingos Pascoal: Uma viagem a Riachão do Dantas que transcendeu os quilômetros percorridos e se transformou em uma verdadeira imersão na cultura, na memória e nas palavras de um dos maiores escritores do estado.
Foi com o coração cheio de expectativas, entusiasmo e admiração que eu e meus companheiros de aventuras literárias, Antônio Saracura e Expedito, seguimos rumo a Riachão do Dantas. Fomos ao encontro dessa terra fecunda de intelectuais, escritores, poetas e pensadores que tanto enriquecem a história cultural de Sergipe.
Não íamos apenas assistir a uma palestra. Íamos ao encontro de um dos maiores nomes da literatura sergipana: Francisco Dantas, o nosso querido Chico Dantas.
Havia em nós aquela expectativa que antecede os grandes acontecimentos. Afinal, conhecer pessoalmente um escritor de tamanha envergadura, ouvir suas reflexões, perceber a profundidade de seu pensamento e sentir de perto a grandeza de sua trajetória literária era muito mais do que participar de um evento cultural. Era realizar um desejo, alimentar a alma e enriquecer a nossa própria história.
E a realidade correspondeu às nossas expectativas!
Ouvir Chico Dantas foi uma experiência extraordinária. Cada palavra parecia trazer consigo um pouco da alma sergipana, das nossas raízes, da memória de nossa gente e da extraordinária capacidade que a literatura possui de transformar a vida em arte e a experiência humana em eternidade.
Encontro de gigantes da cultura
Mas as emoções daquela visita não terminaram com a palestra. Tivemos, ainda, a honra e a alegria de registrar fotograficamente aquele encontro memorável, ao lado do próprio Chico Dantas, da consagrada poetisa e intelectual Maria Lúcia Dal Farra e da estimada Dra. Edileide Rosa, presidente da Academia Riachãoense de Letras, Artes e Ciências.
Que privilégio! Que encontro! Que riqueza cultural reunida em um mesmo ambiente! Ali estavam personalidades que, cada uma à sua maneira, ajudam a construir, preservar e engrandecer o patrimônio intelectual e literário de Sergipe.
Naquele instante, compreendi, mais uma vez, que a verdadeira grandeza de uma viagem não se mede pelos quilômetros percorridos, mas pelas experiências vividas, pelos conhecimentos adquiridos e pelas pessoas extraordinárias que encontramos pelo caminho.
Emoções que ficam para a vida
Confesso que, para mim, aquela tarde teve um significado muito especial. E acredito que meus queridos companheiros, Saracura e Expedito, também tenham experimentado esse mesmo sentimento de encantamento, admiração e gratidão.
Voltamos de Riachão do Dantas trazendo muito mais do que fotografias. Trouxemos lembranças, ensinamentos, emoções e a certeza de que vale a pena continuar percorrendo os caminhos da cultura, do conhecimento e da amizade.
As fotografias guardarão as imagens daquele encontro. A memória conservará as palavras. Mas será o coração que preservará, para sempre, a emoção de termos vivido aquele momento. Porque há encontros que terminam quando nos despedimos; outros, porém, continuam acontecendo dentro de nós pelo resto da vida.
E aquele encontro com Chico Dantas, Maria Lúcia Dal Farra e Dra. Edileide Rosa, na acolhedora Riachão do Dantas, certamente ficará guardado entre as páginas mais luminosas das nossas histórias.
Fomos a Riachão em busca de um grande escritor. Voltamos de lá ainda mais apaixonados pela literatura, pela cultura e pela grandeza intelectual de nossa terra. E assim seguimos, porque quem cultiva o saber jamais termina a sua viagem.
Domingos PascoalPense nisso. Experimente mudar!Deus no Comando.
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