Mostra será aberta no Memorial de Sergipe a partir desta quinta-feira, 27, com objetos e fotografias que retratam a vida pública do arcebispo emérito de Aracaju
O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa promove a partir desta quinta-feira, 27, às 19h, a exposição “Eu Sei em Quem Acreditei”, em homenagem aos 100 anos de nascimento de Dom Luciano José Cabral Duarte, arcebispo católico que esteve à frente da Arquidiocese de Aracaju entre 1971 e 1998. O evento é realizado em conjunto com a Academia Sergipana de Letras, o Museu de Arte Sacra de São Cristóvão e a Biblioteca Estadual Epiphânio Dória, com patrocínio da Universidade Tiradentes (Unit) e da Lei de Incentivo à Cultura.
A mostra será aberta com uma apresentação musical da soprano lírica Marília Teixeira, seguida pela palestra: “Eu Sei em Quem Acreditei: Caminhos da Coleção”, ministrada pela professora-doutora Verônica Meneses Nunes, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Após a palestra, será exibido o documentário “Eu sei em quem acreditei”, produzido pelo Museu de Arte Sacra, com uma série de depoimentos e informações sobre a vida do religioso aracajuano, que nasceu em 21 de janeiro de 1925 e morreu em 29 de maio de 2018, aos 93 anos.
Durante a mostra, serão exibidos objetos e fotografias que retratam a vida pública de Dom Luciano e suas atuações como sacerdote, intelectual, professor, gestor e comunicador. Esses itens foram reunidos a partir de parcerias com as três instituições parceiras, além de peças pertencentes aos acervos particulares do arcebispo. O nome da exposição, retirado de uma das cartas do apóstolo Paulo, é o lema episcopal que Dom Luciano adotou ao ser sagrado bispo auxiliar de Aracaju, em 1966.
“Para o Memorial, realizar essa exposição não é apenas uma homenagem à memória de um homem cuja trajetória iluminou os caminhos da fé, da educação e do pensamento intelectual. Isso também reafirma e fortalece o nosso compromisso com a preservação e difusão da história e da cultura de nosso estado. Esperamos que este espaço dialogue diretamente com o público, permitindo que cada visitante construa sua própria conexão com a história e o pensamento”, diz a diretora do Memorial, Sayonara Viana.
Dom Luciano foi ordenado padre em 1948, após fazer seus estudos eclesiásticos nos seminários de Aracaju, de Olinda (PE) e de São Leopoldo (RS). Desde então, exerceu toda a sua atividade religiosa na capital sergipana. Em paralelo, ele foi professor e diretor da antiga Faculdade Católica de Filosofia, além de doutor em Filosofia pela Universidade Paris-Sorbonne, em Paris (França). Também foi integrante dos Conselhos Estadual e Federal de Educação, tendo participado diretamente da fundação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 1968. Ainda escreveu sete livros, chefiou o extinto jornal católico A Cruzada, apresentou o programa semanal A Hora Católica, na Rádio Cultura, e fez a cobertura jornalística do Concílio Vaticano II, em 1962, como repórter credenciado da revista O Cruzeiro, dos Diários Associados.
Outras exposições
A exposição sobre o centenário de Dom Luciano Cabral Duarte é um dos vários eventos educativos e culturais que serão sediados ou promovidos pelo Memorial de Sergipe ao longo de 2025. Entre os outros destaques previstos na programação, estão a Semana de Museus (em maio), a Semana da Cultura Popular e a Homenagem aos Combatentes da Segunda Guerra Mundial (ambas em agosto); a Primavera de Museus (em setembro), o Dia da Sergipanidade e o aniversário de reinauguração do Memorial (ambos em outubro). Também acontecerão campanhas solidárias e de conscientização ambiental; cursos de capacitação em atendimento e acessibilidade; e um evento e exposição sobre os ofícios do povo sergipano.
O Memorial dispõe de uma Sala de Exposição Temporária, que se renova a cada três meses e proporciona visibilidade a artistas e a instituições. “O objetivo é promover a diversidade cultural e fomentar a produção artística. À disposição, encontra-se uma plataforma para que novos talentos e expressões artísticas sejam apreciados pelo público visitante, assim como dar espaço à nossa história e cultura. A iniciativa reforça o compromisso do Memorial no sentido de apoiar e de valorizar a produção cultural, em um ambiente adequado à difusão das inúmeras formas de arte e de saber”, destaca Sayonara.
Serviço
O Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa fica na Orla da Atalaia, ao lado da Praça de Eventos. Ele funciona de terça a sábado, das 10h às 16h. Os ingressos são de R$30,00 (inteira) e R$15,00 (para estudantes e professores da rede privada, estudantes do Ensino Superior e pessoas a partir de 60 anos). O acesso é gratuito para crianças de até seis anos, estudantes e professores da rede pública, militares, PCDs, museólogos e guias de turismo.
Outras informações podem ser encontradas no site https://www.memorialdesergipe.com.br/.
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