O sergipano Luciano dos Santos teve um grande susto ao ser preso por engano durante uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em São Cristóvão. O equívoco ocorreu devido à semelhança de seu nome com o de um homem procurado por homicídio em Minas Gerais. A defesa de Luciano apontou uma falha do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que confundiu os dois indivíduos por terem o mesmo nome completo e até mesmo os nomes das mães idênticos.
Graças à atuação de seu advogado, Caio Christófani, o erro foi esclarecido, e constatou-se que o verdadeiro réu já estava preso desde o mês anterior. Luciano, que tem 49 anos e trabalha como vigilante, foi detido no último domingo na frente de seus dois filhos, um deles com autismo. Após passar por audiência de custódia e ter um pedido de custódia em delegacia negado, ele foi levado para o Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf) em Aracaju, onde aguardou a expedição do alvará de soltura pela Justiça mineira.
A PRF de Sergipe informou que apenas cumpriu o mandado judicial existente, enquanto o Tribunal de Justiça de Minas Gerais declarou que está analisando o ocorrido para tomar as medidas cabíveis. O caso serve de alerta para a importância da precisão na identificação de pessoas em mandados judiciais, evitando transtornos e injustiças como a vivenciada por Luciano dos Santos.
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