Criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990, o país comemora hoje 35 anos do serviço público responsável por ofertar assistência de saúde universal, integral e gratuita para todos os cidadãos brasileiros. Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde indica que mais de 70% da população brasileira, ou aproximadamente 150 milhões de pessoas, dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos avanços, ao longo dos últimos 15 anos pacientes oncológicos seguem órfãos do Hospital do Câncer, uma luta histórica instituída pelo médico anestesiologista Eduardo Amorim.
No final de 2010, no processo de migração entre o mandato de deputado federal para o mandato de Senador, Eduardo deu início a um movimento que buscava unir parlamentares federais e o governo do estado para que uma unidade hospitalar oncológica fosse construída. Para isso, um baixo assinado foi realizado em espaços públicos, instituições de ensino, unidades de saúde e em locais com amplo fluxo de pessoas. Durante oito anos de mandato, foram disponibilizadas sucessivas emendas parlamentares para a construção, porém, por não cumprir as regras administrativas necessárias para receber as emendas carimbadas para esta finalidade, o investimento retornou aos cofres da União.
“Hoje o nosso SUS completa 35 anos, sendo que desse total, em Sergipe, estamos há 15 na espera da construção e funcionamento do Hospital do Câncer. Desde o momento em que começamos a lutar por este hospital, tivemos três governadores; parece que as coisas estão andando com o atual, mas a entrega do espaço foi prometido para agosto ou setembro deste ano e até o momento não sabemos se realmente será entregue nesses últimos 11 dias do mês. Eu defendo o SUS, trabalho neste sistema e sonho com múltiplos avanços, entre eles o início dos atendimentos no Hospital do Câncer e a construção do Hospital de Clínicas”, disse Eduardo Amorim. Em Sergipe, mais de 1,5 milhões de pessoas dependem do SUS.
O profissional da medicina enalteceu a consciência que possui sobre a representatividade deste serviço, avaliado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos mais importantes sistemas de assistência do mundo. O SUS abrange desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio da atenção primária, até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. A sua criação proporcionou acesso universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. A atenção integral à saúde, e não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de todos os brasileiros, desde a gestação e por toda a vida, com foco na saúde com qualidade de vida, visando a prevenção e a promoção da saúde.
“Enquanto luto pelo Hospital do Câncer e defendo a construção de um Hospital de Clínicas e um Centro de Diagnóstico por Imagem, aproveito também para parabenizar todos os profissionais que estão envolvidos nesse serviço que salva milhares de vidas diariamente. Eu sei bem o quanto todos se dedicam para que as pessoas possam ser cuidadas com dignidade. O SUS merece todas as felicitações por estes 35 anos de história; o que falta mesmo é uma melhor gestão do dinheiro público”, avaliou Eduardo Amorim.
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