Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Geral

Sema registra devolução de animais após última campanha e reforça necessidade de adaptação

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) de Aracaju voltou a alertar para o aumento nos casos de devolução de pets adotados por meio do programa Aju Animal. Na campanha realizada em 16 e 17 de agosto, duas devoluções foram comunicadas poucos dias após a entrega dos animais às famílias. Coordenado pela Sema, o Aju […]

01/10/2025 · 16h38
Sema registra devolução de animais após última campanha e reforça necessidade de adaptação

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) de Aracaju voltou a alertar para o aumento nos casos de devolução de pets adotados por meio do programa Aju Animal. Na campanha realizada em 16 e 17 de agosto, duas devoluções foram comunicadas poucos dias após a entrega dos animais às famílias.

Coordenado pela Sema, o Aju Animal promove feiras periódicas em parceria com Organizações Não Governamentais (ONGs) de proteção e mantém um catálogo digital com cães e gatos disponíveis. O objetivo é incentivar a adoção responsável e reduzir o número de animais em situação de rua.

Publicidade

Tempo de adaptação é crucial

De acordo com a protetora Cristiane Nogueira, da ONG Canto Animal, o período inicial na nova casa é determinante para o sucesso da adoção. “O animal precisa se ajustar ao ritmo da família, seja ele resgatado ou não”, afirmou. Segundo ela, é essencial que todos os membros do lar compreendam as mudanças na rotina antes de levar o pet para casa.

A orientação inclui cuidados básicos, como horários de alimentação, oferta de brinquedos e compreensão de comportamentos naturais — brincar, bagunçar, urinar e defecar várias vezes ao dia. “A família precisa estar preparada e disposta a lidar com essa nova rotina”, acrescentou Cristiane.

Compromisso permanente

Para o médico-veterinário da Sema, Jailson Dias, a adoção deve ser uma decisão consciente. “Ao adotar, a família assume responsabilidade pelo animal; abandono ou devolução não deveriam ser opções”, destacou. Ele lembra que a adaptação pode levar dias ou semanas, mas o vínculo construído tende a durar toda a vida do pet.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A protetora Gisele Gil, da ONG Thundercat, reforçou que muitos cães e gatos oferecidos nas feiras vêm de situações de maus-tratos ou abandono. “É natural que eles não tenham o mesmo comportamento de um animal criado desde filhote em ambiente seguro”, explicou. Gisele observa que, quando o animal não corresponde às expectativas na primeira semana, algumas famílias optam pela devolução. “Adotar é um ato de amor, mas também de responsabilidade”, concluiu.

Para evitar novas devoluções, a Sema e as ONGs parceiras intensificam a orientação pré e pós-adoção, destacando que cada animal possui seu próprio tempo de adaptação.

 

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) de Aracaju voltou a alertar para o aumento nos casos de devolução de pets adotados por meio do programa Aju Animal. Na campanha realizada em 16 e 17 de agosto, duas devoluções foram comunicadas poucos dias após a entrega dos animais às famílias.

Coordenado pela Sema, o Aju Animal promove feiras periódicas em parceria com Organizações Não Governamentais (ONGs) de proteção e mantém um catálogo digital com cães e gatos disponíveis. O objetivo é incentivar a adoção responsável e reduzir o número de animais em situação de rua.

Tempo de adaptação é crucial

De acordo com a protetora Cristiane Nogueira, da ONG Canto Animal, o período inicial na nova casa é determinante para o sucesso da adoção. “O animal precisa se ajustar ao ritmo da família, seja ele resgatado ou não”, afirmou. Segundo ela, é essencial que todos os membros do lar compreendam as mudanças na rotina antes de levar o pet para casa.

A orientação inclui cuidados básicos, como horários de alimentação, oferta de brinquedos e compreensão de comportamentos naturais — brincar, bagunçar, urinar e defecar várias vezes ao dia. “A família precisa estar preparada e disposta a lidar com essa nova rotina”, acrescentou Cristiane.

Compromisso permanente

Para o médico-veterinário da Sema, Jailson Dias, a adoção deve ser uma decisão consciente. “Ao adotar, a família assume responsabilidade pelo animal; abandono ou devolução não deveriam ser opções”, destacou. Ele lembra que a adaptação pode levar dias ou semanas, mas o vínculo construído tende a durar toda a vida do pet.

A protetora Gisele Gil, da ONG Thundercat, reforçou que muitos cães e gatos oferecidos nas feiras vêm de situações de maus-tratos ou abandono. “É natural que eles não tenham o mesmo comportamento de um animal criado desde filhote em ambiente seguro”, explicou. Gisele observa que, quando o animal não corresponde às expectativas na primeira semana, algumas famílias optam pela devolução. “Adotar é um ato de amor, mas também de responsabilidade”, concluiu.

Para evitar novas devoluções, a Sema e as ONGs parceiras intensificam a orientação pré e pós-adoção, destacando que cada animal possui seu próprio tempo de adaptação.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA