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Economia

Correios detalha primeira etapa de reestruturação para reduzir custos e reforçar caixa

A direção dos Correios apresentou nesta quarta-feira (15) a primeira fase de seu plano de reestruturação operacional e financeira, voltado a garantir a sustentabilidade da estatal. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa pelo presidente Emmanoel Rondon. Três frentes de atuação O pacote inicial reúne três conjuntos de medidas: Leia também Powerball oferece US$ […]

15/10/2025 · 15h26
Correios detalha primeira etapa de reestruturação para reduzir custos e reforçar caixa

A direção dos Correios apresentou nesta quarta-feira (15) a primeira fase de seu plano de reestruturação operacional e financeira, voltado a garantir a sustentabilidade da estatal. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa pelo presidente Emmanoel Rondon.

Três frentes de atuação

O pacote inicial reúne três conjuntos de medidas:

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  • Corte de despesas operacionais e administrativas;
  • Diversificação de receitas, com recuperação da capacidade de geração de caixa;
  • Reforço da liquidez, para recuperar competitividade e assegurar estabilidade nas relações com empregados, clientes e fornecedores.

Redução de custos

Para diminuir gastos, a empresa pretende:

  • Lançar um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), direcionado a áreas ou regiões com desempenho considerado insatisfatório.
  • Implantar um plano de desinvestimento, iniciando pela venda de imóveis ociosos, o que deve gerar receita e cortar despesas de manutenção.
  • Renegociar contratos com os principais fornecedores, buscando condições financeiras mais vantajosas sem comprometer a segurança jurídica.

Novas fontes de receita

No segundo bloco, os Correios reforçam a aproximação com grandes clientes e analisam experiências internacionais, especialmente na área de serviços financeiros, para ampliar o uso da rede logística.

Crédito de R$ 20 bilhões

Para aumentar a liquidez no curto prazo, a estatal pretende captar R$ 20 bilhões por meio de um consórcio de bancos. O montante cobrirá necessidades de caixa em 2025 e 2026, período em que as demais ações devem começar a gerar resultados. O plano já recebeu aval do Conselho de Administração, etapa que antecede a negociação com as instituições financeiras.

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“Estamos optando por uma operação que os Correios conseguem suportar, à luz dos resultados que esse pacote de reestruturação vai começar a produzir, com técnica e responsabilidade”, declarou Rondon. Segundo o executivo, o programa foi concebido com base em “gestão e eficiência”, seguindo exemplos de outros serviços postais que enfrentam desafios semelhantes.

Sobre a empresa

Com mais de 360 anos de atuação, os Correios estão presentes em 100% dos municípios brasileiros. A estrutura conta com mais de 10 mil agências, cerca de 8 mil unidades operacionais, 23 mil veículos e 80 mil empregados.

As próximas etapas do plano de reestruturação dependerão da plena recuperação operacional e financeira da companhia.

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A direção dos Correios apresentou nesta quarta-feira (15) a primeira fase de seu plano de reestruturação operacional e financeira, voltado a garantir a sustentabilidade da estatal. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa pelo presidente Emmanoel Rondon.

Três frentes de atuação

O pacote inicial reúne três conjuntos de medidas:

  • Corte de despesas operacionais e administrativas;
  • Diversificação de receitas, com recuperação da capacidade de geração de caixa;
  • Reforço da liquidez, para recuperar competitividade e assegurar estabilidade nas relações com empregados, clientes e fornecedores.

Redução de custos

Para diminuir gastos, a empresa pretende:

  • Lançar um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), direcionado a áreas ou regiões com desempenho considerado insatisfatório.
  • Implantar um plano de desinvestimento, iniciando pela venda de imóveis ociosos, o que deve gerar receita e cortar despesas de manutenção.
  • Renegociar contratos com os principais fornecedores, buscando condições financeiras mais vantajosas sem comprometer a segurança jurídica.

Novas fontes de receita

No segundo bloco, os Correios reforçam a aproximação com grandes clientes e analisam experiências internacionais, especialmente na área de serviços financeiros, para ampliar o uso da rede logística.

Crédito de R$ 20 bilhões

Para aumentar a liquidez no curto prazo, a estatal pretende captar R$ 20 bilhões por meio de um consórcio de bancos. O montante cobrirá necessidades de caixa em 2025 e 2026, período em que as demais ações devem começar a gerar resultados. O plano já recebeu aval do Conselho de Administração, etapa que antecede a negociação com as instituições financeiras.

“Estamos optando por uma operação que os Correios conseguem suportar, à luz dos resultados que esse pacote de reestruturação vai começar a produzir, com técnica e responsabilidade”, declarou Rondon. Segundo o executivo, o programa foi concebido com base em “gestão e eficiência”, seguindo exemplos de outros serviços postais que enfrentam desafios semelhantes.

Sobre a empresa

Com mais de 360 anos de atuação, os Correios estão presentes em 100% dos municípios brasileiros. A estrutura conta com mais de 10 mil agências, cerca de 8 mil unidades operacionais, 23 mil veículos e 80 mil empregados.

As próximas etapas do plano de reestruturação dependerão da plena recuperação operacional e financeira da companhia.

 

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