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Educação

Relação próxima com professor eleva em 16% o propósito de vida de estudantes, mostra pesquisa

Uma pesquisa do Instituto Ânima em parceria com o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social da Universidade de São Paulo (Lepes/USP) indica que alunos que se sentem à vontade para conversar com seus professores sobre sentimentos registram, em média, 16% mais propósito de vida do que aqueles que não contam com […]

05/11/2025 · 08h55
Relação próxima com professor eleva em 16% o propósito de vida de estudantes, mostra pesquisa

Uma pesquisa do Instituto Ânima em parceria com o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social da Universidade de São Paulo (Lepes/USP) indica que alunos que se sentem à vontade para conversar com seus professores sobre sentimentos registram, em média, 16% mais propósito de vida do que aqueles que não contam com esse apoio.

O estudo, intitulado Avaliação Diagnóstica: Pesquisa com Professores e Estudantes sobre Projeto de Vida, Saúde Mental, Clima Escolar e Competências Socioemocionais, reuniu 500 mil respostas de profissionais da educação e estudantes das redes públicas de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pará e São Paulo. As consultas ocorreram em três rodadas, duas em 2023 e a última em 2024.

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Influência da família e da saúde mental

Entre adolescentes que podem recorrer à família para falar de emoções, o índice de propósito de vida é 20% maior. A correlação também se estende à saúde mental: comparando jovens com o mesmo nível de saúde mental, aquele que conta com o professor apresenta até 30% mais propósito de vida.

Os principais fatores de risco relatados pelos alunos foram estudos (29%), bullying (26%), pressão estética (24%), situação financeira do lar (21%), sensação de solidão (16%) e influência de comportamentos vistos em redes sociais (13%).

Competências socioemocionais em destaque

A pesquisa aponta as competências socioemocionais como o elemento que mais contribui para a formação de propósito (54,9%), seguidas da qualidade da relação com o docente (14,7%), saúde mental (14,5%), apoio familiar (11%) e características individuais (4,7%).

Panorama entre professores

Do total de respostas, 12,5 mil são de docentes. Para esse grupo, foram avaliados cinco aspectos: rede de apoio, propósito de trabalho, autoeficácia, saúde mental e capacidade para práticas pedagógicas. O levantamento concluiu que saúde mental e autoeficácia influenciam diretamente o propósito no trabalho e o engajamento dos professores.

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Projetos de apoio

A pesquisa nasce do projeto Papo de Cabeça, parceria do Instituto Ânima com a Fundação Z Zurich, que oferece cursos de pós-graduação e extensão gratuitos sobre educação socioemocional a redes estaduais. As formações somam 380 horas e buscam fortalecer o vínculo professor–aluno em sala de aula.

A iniciativa distribui ainda o jogo Conexões que Cuidam, em formato de livro, destinado a famílias e alunos, para estimular autoconhecimento e autorregulação nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Fundado em 2005, o Instituto Ânima atua sem fins lucrativos na implementação da Base Nacional Comum Curricular, tendo formado mais de 15 mil professores. Já a Z Zurich Foundation, sediada na Suíça, figura entre as principais financiadoras globais de ações em saúde mental, segundo o relatório Power of Giving 2024 da Prospira Global.

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Com informações de Agência Brasil

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Uma pesquisa do Instituto Ânima em parceria com o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social da Universidade de São Paulo (Lepes/USP) indica que alunos que se sentem à vontade para conversar com seus professores sobre sentimentos registram, em média, 16% mais propósito de vida do que aqueles que não contam com esse apoio.

O estudo, intitulado Avaliação Diagnóstica: Pesquisa com Professores e Estudantes sobre Projeto de Vida, Saúde Mental, Clima Escolar e Competências Socioemocionais, reuniu 500 mil respostas de profissionais da educação e estudantes das redes públicas de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pará e São Paulo. As consultas ocorreram em três rodadas, duas em 2023 e a última em 2024.

Influência da família e da saúde mental

Entre adolescentes que podem recorrer à família para falar de emoções, o índice de propósito de vida é 20% maior. A correlação também se estende à saúde mental: comparando jovens com o mesmo nível de saúde mental, aquele que conta com o professor apresenta até 30% mais propósito de vida.

Os principais fatores de risco relatados pelos alunos foram estudos (29%), bullying (26%), pressão estética (24%), situação financeira do lar (21%), sensação de solidão (16%) e influência de comportamentos vistos em redes sociais (13%).

Competências socioemocionais em destaque

A pesquisa aponta as competências socioemocionais como o elemento que mais contribui para a formação de propósito (54,9%), seguidas da qualidade da relação com o docente (14,7%), saúde mental (14,5%), apoio familiar (11%) e características individuais (4,7%).

Panorama entre professores

Do total de respostas, 12,5 mil são de docentes. Para esse grupo, foram avaliados cinco aspectos: rede de apoio, propósito de trabalho, autoeficácia, saúde mental e capacidade para práticas pedagógicas. O levantamento concluiu que saúde mental e autoeficácia influenciam diretamente o propósito no trabalho e o engajamento dos professores.

Projetos de apoio

A pesquisa nasce do projeto Papo de Cabeça, parceria do Instituto Ânima com a Fundação Z Zurich, que oferece cursos de pós-graduação e extensão gratuitos sobre educação socioemocional a redes estaduais. As formações somam 380 horas e buscam fortalecer o vínculo professor–aluno em sala de aula.

A iniciativa distribui ainda o jogo Conexões que Cuidam, em formato de livro, destinado a famílias e alunos, para estimular autoconhecimento e autorregulação nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Fundado em 2005, o Instituto Ânima atua sem fins lucrativos na implementação da Base Nacional Comum Curricular, tendo formado mais de 15 mil professores. Já a Z Zurich Foundation, sediada na Suíça, figura entre as principais financiadoras globais de ações em saúde mental, segundo o relatório Power of Giving 2024 da Prospira Global.

Com informações de Agência Brasil

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