“Pelo meu caminho vou; vou como quem vai chegar. Quem quiser comigo ir, tem que vir do amor; tem que ter pra dar” (Geraldo Vandré, Fica mal com Deus).

Foi de certo modo, uma atitude arriscada, porque precipitada; em cima da hora para esse tipo e grandiosidade de evento. E não é que deu certo?
E, há apenas quinze dias do final, a VII Bienal de Itabaiana já traz saudades.
Só saiu pelo empenho do secretário Municipal de Cultura, Antônio Samarone; pelo desprendimento do presidente da Academia Itabaianense de Letras, Vladimir Carvalho, e o óbvio apoio do prefeito, Valmir Costa, garantindo generoso aporte ao evento de apogeu cultural, que transcorre em Itabaiana a cada dois anos, há mais de 15 deles.
E mais uma vez contou com a indiscutível ajuda do Shopping Peixoto, com a cessão do espaço e estrutura básica, qual seu proprietário, Messias Peixoto é também acadêmico, membro da Academia Itabaianense de Letras.


A “química” entre o coeso e decidido grupo gestor da magnânima festa literária satisfez as expectativas do estado e além fronteiras.
Nada de invencionices: apostou-se no que vem dando certo desde 2011. Obviamente que acrescentando alguma novidade. Sempre assim será.
Apesar das tentativas dos de sempre, pebas e cabaus ficaram somente nas torcidas óbvias: uns pelo fracasso; outros pela glorificação total. Politizam tudo! Inevitável. Ao fim, todos se recolheram às suas insignificâncias de radicalização político-partidária, ao sentir o peso de algo que transcende, em muito, suas mesquinharias: a Bienal tem dono, que é a cultura sergipana.

Em busca da fórmula perfeita


Essa é a segunda edição administrada pela Academia Itabaianense de Letras, as demais foram louváveis e arrojadas atitudes da iniciativa privada, seguindo a provocação do irrequieto agente cultural Robério Santos, depois membro da citada Academia.
Por ser uma atividade tipicamente não rentável, sob o ponto de vista financeiro, somente poderia surgir, como surgiu; continuado e se agigantado, como o foi… e depois sofrer uma baita solução de continuidade, pelo cansaço em malhar em ferro frio, como financeiramente aparenta, esse tipo de evento.
A edição de 2019, a 5ª, chegou ao topo; e à exaustão. O cansaço dos organizadores, “restos a pagar”, a condenaram ali a desparecer.
A pandemia do corona vírus, a partir de março de 1920 reprogramou tudo, e em 2021, obviamente, não houve.
Em 2023, na presidência da Academia, com todas as perspectivas e expectativas em contrário, Josevanda Mendonça Franco logrou intrepidamente fazê-la no primeiro modelo institucional: pela Academia. Direto. Sem um real apoio de uma empresa de produção de eventos, e sem uma equipe própria, da Academia, obviamente.
Foi um esquenta. Um teste. Para o momento, e do modo como foi realizada, às pressas, e usando recursos de adaptação, como o fato de dividir entre dois poderosos espaços, mesmo assim divididos; dispersores. Foi, digamos, atípica; contudo de importância ímpar, qual a “maluquice” de um jovem professor, criando quinze anos atrás, uma Bienal do Livro, numa cidade na qual todos sempre acreditaram, ser de exímios empresários; comerciantes; jamais de intelectuais. Muito menos de alto consumo de leitura; que dirá de escritores.
Josevanda, com sua atitude quase solitária, fez renascer a Bienal do Livro de Itabaiana, que, agora, mesmo mais uma vez preparada às pressas, voltou com força total.
A providencial contratação de produtora de eventos, a SerSergipe Comunicacao Marketing e Servicos Ltda(*), sob o gerenciamento do girento Marcos Henrique de Lima, fechou o círculo, com execução e uma organização invejáveis. Completo.
Agora é se preparar para 2027.

Visita institucional em busca de parcerias. da esq. pra direita: secretário Carvalho Jr., imprescíndivel apoio da Comunicação do Município; Marcos Lima; o diretor da CCTECA, Augusto Cesar Silva Almeida; Samarone e este escriba dessas mal traçadas linhas.
(*) Foi grafado inicialmente como SIC. de fato uma empresa de apoio.
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