Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Cidades

Moradores ocupam Centro Administrativo de Aracaju e cobram hospital para pessoas neurodivergentes

Moradores dos bairros Lamarão, Japãozinho e Santa Maria ocuparam, na manhã desta quarta-feira, 12 de junho, o auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, sede da Prefeitura de Aracaju. O grupo exige a construção de um hospital voltado ao atendimento de pessoas neurodivergentes e a melhoria de serviços públicos já prometidos. Segundo os manifestantes, a […]

12/11/2025 · 17h53
Moradores ocupam Centro Administrativo de Aracaju e cobram hospital para pessoas neurodivergentes

Moradores dos bairros Lamarão, Japãozinho e Santa Maria ocuparam, na manhã desta quarta-feira, 12 de junho, o auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, sede da Prefeitura de Aracaju. O grupo exige a construção de um hospital voltado ao atendimento de pessoas neurodivergentes e a melhoria de serviços públicos já prometidos.

Segundo os manifestantes, a principal reclamação é a dificuldade que mães de crianças atípicas enfrentam para marcar consultas e retirar medicamentos quando não estão acompanhadas dos filhos, pois o sistema bloqueia o acesso. Eles também cobram o cumprimento de compromissos assumidos pela Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) com moradores do conjunto Mariane Franco, no bairro Nova Casas.

Publicidade

“Queremos garantir que nossos cartões funcionem mesmo quando a criança não está presente e incluir no plano orçamentário até 2028 a construção de um hospital neurodivergente”, afirmou Viviane, uma das representantes do protesto, relatando que seu filho autista está sem tratamento por falta de vagas.

Após a ocupação, parte do grupo permaneceu no prédio durante a madrugada e relatou restrições impostas por seguranças municipais, como impedimento de circulação e de recebimento de alimentos.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Posicionamento da Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Aracaju informou que mantém o diálogo aberto e que secretários municipais se reuniram com os manifestantes ainda pela manhã, solicitando a indicação de uma comissão para ser recebida pela prefeita Emília Corrêa (PL).

A administração municipal ressaltou que a prefeita já recebeu moradores em duas ocasiões — a última em 31 de março — para tratar de demandas de infraestrutura no Residencial Carlos Pinna, no Lamarão. Entre as ações já adotadas, a Prefeitura cita a reserva de terreno para construção de uma Unidade Básica de Saúde, a criação de linha de transporte escolar exclusiva e o envio de equipe de saúde à comunidade.

O Executivo afirmou ainda que o pedido de criação de um hospital neurodivergente não havia sido apresentado anteriormente e classificou a mobilização como de caráter político. Mesmo assim, reiterou o compromisso com “diálogo democrático, transparência e construção de soluções participativas”.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Moradores dos bairros Lamarão, Japãozinho e Santa Maria ocuparam, na manhã desta quarta-feira, 12 de junho, o auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, sede da Prefeitura de Aracaju. O grupo exige a construção de um hospital voltado ao atendimento de pessoas neurodivergentes e a melhoria de serviços públicos já prometidos.

Segundo os manifestantes, a principal reclamação é a dificuldade que mães de crianças atípicas enfrentam para marcar consultas e retirar medicamentos quando não estão acompanhadas dos filhos, pois o sistema bloqueia o acesso. Eles também cobram o cumprimento de compromissos assumidos pela Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) com moradores do conjunto Mariane Franco, no bairro Nova Casas.

“Queremos garantir que nossos cartões funcionem mesmo quando a criança não está presente e incluir no plano orçamentário até 2028 a construção de um hospital neurodivergente”, afirmou Viviane, uma das representantes do protesto, relatando que seu filho autista está sem tratamento por falta de vagas.

Após a ocupação, parte do grupo permaneceu no prédio durante a madrugada e relatou restrições impostas por seguranças municipais, como impedimento de circulação e de recebimento de alimentos.

Posicionamento da Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Aracaju informou que mantém o diálogo aberto e que secretários municipais se reuniram com os manifestantes ainda pela manhã, solicitando a indicação de uma comissão para ser recebida pela prefeita Emília Corrêa (PL).

A administração municipal ressaltou que a prefeita já recebeu moradores em duas ocasiões — a última em 31 de março — para tratar de demandas de infraestrutura no Residencial Carlos Pinna, no Lamarão. Entre as ações já adotadas, a Prefeitura cita a reserva de terreno para construção de uma Unidade Básica de Saúde, a criação de linha de transporte escolar exclusiva e o envio de equipe de saúde à comunidade.

O Executivo afirmou ainda que o pedido de criação de um hospital neurodivergente não havia sido apresentado anteriormente e classificou a mobilização como de caráter político. Mesmo assim, reiterou o compromisso com “diálogo democrático, transparência e construção de soluções participativas”.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA