Caso da banda “The Velvet Sundown”, criada por IA e que viralizou com milhões de plays, acende debate sobre futuro da arte e autenticidade.
A Inteligência Artificial (IA) está tornando cada vez mais difícil para o público distinguir entre criações humanas e as geradas por computador, especialmente no campo da música.
Um exemplo notório que expôs essa confusão foi o da banda The Velvet Sundown. O grupo alcançou milhões de reproduções e viralizou em plataformas de streaming em todo o mundo. Somente um mês após o lançamento de seu álbum, veio a revelação: o grupo não existia e toda a obra havia sido inteiramente gerada por IA.
O caso surpreendeu até mesmo profissionais da área. A musicista Tânia Tonus classificou o uso da Inteligência Artificial na música como um assunto “bastante instigante e ao mesmo tempo bastante preocupante”, levantando questionamentos sobre o futuro da profissão.
Estudo comprova a confusão
A dificuldade em diferenciar as origens das músicas foi comprovada por um estudo internacional realizado na França. Uma pesquisa da Deezer/Ipsos entrevistou nove mil usuários de streaming em oito países, incluindo o Brasil.
Aos participantes foram apresentadas três faixas: duas criadas por Inteligência Artificial e uma por humanos. O resultado revelou que 97% dos entrevistados não souberam dizer qual gravação era feita por uma pessoa.
O levantamento também apontou que o público se divide sobre o impacto da tecnologia:
- 50% acreditam que a IA pode ajudar na descoberta de novos sons.
- 50% (a outra metade) consideram que a tecnologia oferece menos qualidade.
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