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Educação

Renda dita chance de concluir o ensino médio; raça e região também pesam, revela estudo

Um levantamento do Todos Pela Educação, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e em seu Módulo Educação do IBGE, mostra que, embora a conclusão do ensino fundamental e do ensino médio tenha crescido na última década, a desigualdade persiste. A renda continua sendo o fator que mais distancia os estudantes […]

18/11/2025 · 11h14
Renda dita chance de concluir o ensino médio; raça e região também pesam, revela estudo

Um levantamento do Todos Pela Educação, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e em seu Módulo Educação do IBGE, mostra que, embora a conclusão do ensino fundamental e do ensino médio tenha crescido na última década, a desigualdade persiste. A renda continua sendo o fator que mais distancia os estudantes brasileiros do diploma do ensino médio, seguida por cor/raça e região.

Ganhos na conclusão, mas não suficientes

Entre 2015 e 2025, a parcela de jovens que finalizam o ensino fundamental até os 16 anos passou de 74,7% para 88,6%, avanço de 13,9 pontos percentuais. No ensino médio, a taxa de conclusão até os 19 anos subiu de 54,5% para 74,3%, acréscimo de 19,8 pontos.

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“Houve melhorias pedagógicas, investimentos na formação docente e outras políticas que impactaram a aprendizagem”, avaliou Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais da entidade. Ela acrescenta que aprovações ocorridas durante a pandemia podem ter reduzido a distorção idade-série, além do maior acesso observado nas últimas décadas.

Renda segue principal divisor

No ensino médio, a distância entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres diminuiu, mas segue elevada. Em 2015, apenas 36,1% dos estudantes do quintil mais pobre concluíam essa etapa, ante 85,2% dos mais ricos — diferença de 49,1 pontos percentuais. Em 2025, as taxas ficaram em 60,4% e 94,2%, respectivamente, reduzindo a lacuna para 33,8 pontos. Mantido o ritmo, a igualdade de oportunidades só seria alcançada em mais de duas décadas.

Cor e gênero ainda influenciam

Quando o recorte é racial, 81,7% dos alunos brancos ou amarelos finalizam o ensino médio na idade adequada, contra 69,5% de pretos, pardos e indígenas (PPIs) — diferença de 12,2 pontos. Mesmo dentro do grupo mais pobre, homens PPIs apresentam a menor taxa de conclusão (78,6%), enquanto homens não PPIs chegam a 86%. Entre as mulheres pobres, PPIs têm 86,5% de conclusão, levemente acima das brancas ou orientais (85,5%). Nos estratos mais altos, mulheres PPIs atingem 100%, contra 99,3% de brancas/asiáticas; homens brancos ou asiáticos marcam 99,1%, e homens PPIs, 93,2%.

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Nordeste e Norte avançam mais, mas seguem atrás

Regionalmente, Norte e Nordeste lideraram os avanços na última década. No Norte, a conclusão no ensino médio saltou de 43,4% para 69,1% (25,7 pontos), e, no Nordeste, de 46,3% para 69,3% (23 pontos). Mesmo assim, ainda permanecem abaixo das regiões Sudeste (79,6%), Centro-Oeste (75,4%) e Sul (73,6%).

Recomendações para reduzir a evasão

O estudo reforça a necessidade de políticas de permanência, complementação de renda, expansão do ensino integral e programas de recomposição de aprendizagem. “É fundamental que cada estado mapeie as causas do abandono escolar e adote ações combinadas que façam sentido para seu território”, defendeu Manoela Miranda.

Com informações de Agência Brasil

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Um levantamento do Todos Pela Educação, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e em seu Módulo Educação do IBGE, mostra que, embora a conclusão do ensino fundamental e do ensino médio tenha crescido na última década, a desigualdade persiste. A renda continua sendo o fator que mais distancia os estudantes brasileiros do diploma do ensino médio, seguida por cor/raça e região.

Ganhos na conclusão, mas não suficientes

Entre 2015 e 2025, a parcela de jovens que finalizam o ensino fundamental até os 16 anos passou de 74,7% para 88,6%, avanço de 13,9 pontos percentuais. No ensino médio, a taxa de conclusão até os 19 anos subiu de 54,5% para 74,3%, acréscimo de 19,8 pontos.

“Houve melhorias pedagógicas, investimentos na formação docente e outras políticas que impactaram a aprendizagem”, avaliou Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais da entidade. Ela acrescenta que aprovações ocorridas durante a pandemia podem ter reduzido a distorção idade-série, além do maior acesso observado nas últimas décadas.

Renda segue principal divisor

No ensino médio, a distância entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres diminuiu, mas segue elevada. Em 2015, apenas 36,1% dos estudantes do quintil mais pobre concluíam essa etapa, ante 85,2% dos mais ricos — diferença de 49,1 pontos percentuais. Em 2025, as taxas ficaram em 60,4% e 94,2%, respectivamente, reduzindo a lacuna para 33,8 pontos. Mantido o ritmo, a igualdade de oportunidades só seria alcançada em mais de duas décadas.

Cor e gênero ainda influenciam

Quando o recorte é racial, 81,7% dos alunos brancos ou amarelos finalizam o ensino médio na idade adequada, contra 69,5% de pretos, pardos e indígenas (PPIs) — diferença de 12,2 pontos. Mesmo dentro do grupo mais pobre, homens PPIs apresentam a menor taxa de conclusão (78,6%), enquanto homens não PPIs chegam a 86%. Entre as mulheres pobres, PPIs têm 86,5% de conclusão, levemente acima das brancas ou orientais (85,5%). Nos estratos mais altos, mulheres PPIs atingem 100%, contra 99,3% de brancas/asiáticas; homens brancos ou asiáticos marcam 99,1%, e homens PPIs, 93,2%.

Nordeste e Norte avançam mais, mas seguem atrás

Regionalmente, Norte e Nordeste lideraram os avanços na última década. No Norte, a conclusão no ensino médio saltou de 43,4% para 69,1% (25,7 pontos), e, no Nordeste, de 46,3% para 69,3% (23 pontos). Mesmo assim, ainda permanecem abaixo das regiões Sudeste (79,6%), Centro-Oeste (75,4%) e Sul (73,6%).

Recomendações para reduzir a evasão

O estudo reforça a necessidade de políticas de permanência, complementação de renda, expansão do ensino integral e programas de recomposição de aprendizagem. “É fundamental que cada estado mapeie as causas do abandono escolar e adote ações combinadas que façam sentido para seu território”, defendeu Manoela Miranda.

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