Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Educação

Crianças do Alto Xingu recebem primeiro livro infantil em kuikuro

Cerca de mil crianças indígenas do Alto Xingu, no Mato Grosso, vão receber exemplares de Ingu Helü (De Olho Aberto, em português), primeiro livro infantil produzido na língua kuikuro. A obra será distribuída a nove aldeias que reúnem quatro povos falantes do idioma — Kuikuro, Kalapalo, Matipu e Nahukwá — localizados no Território Indígena do […]

25/11/2025 · 14h25
Crianças do Alto Xingu recebem primeiro livro infantil em kuikuro

Cerca de mil crianças indígenas do Alto Xingu, no Mato Grosso, vão receber exemplares de Ingu Helü (De Olho Aberto, em português), primeiro livro infantil produzido na língua kuikuro.

A obra será distribuída a nove aldeias que reúnem quatro povos falantes do idioma — Kuikuro, Kalapalo, Matipu e Nahukwá — localizados no Território Indígena do Xingu.

Publicidade

Escrito pelo educador Daniel Massa e pelo professor Mutuá Mehinaku, o livro reúne 45 verbetes em kuikuro acompanhados da tradução para o português. Cada palavra é ilustrada com desenhos para colorir do artista Ricardo Moura.

Material inédito para as escolas

Professor da escola estadual da aldeia Ipatse, Mehinaku explica que a falta de material didático específico motivou a criação da cartilha. Ele leciona há mais de duas décadas e afirma que os livros utilizados até então tinham qualidade, mas não refletiam a realidade da comunidade local.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Diversidade linguística

O Território Indígena do Xingu, situado entre o Cerrado e a Amazônia, abriga 16 povos e quatro grupos linguísticos, com população superior a seis mil pessoas. O kuikuro pertence ao tronco karib, que reúne cerca de 40 línguas faladas por 60 mil a 100 mil pessoas na região amazônica.

Lançamento durante feira literária

Ingu Helü foi lançado em 20 de novembro na Feira Literária Internacional de Saquarema (FLIS), no Rio de Janeiro, durante o painel “A Educação para a Diversidade nas Escolas Indígenas e Não-indígenas”, que contou com a presença dos autores e do ilustrador. O evento também reuniu nomes da literatura indígena como Eliane Potiguara e Márcia Kambeba.

Os idealizadores destacam que o livro pode ser utilizado por escolas urbanas como forma de apresentar a cultura do Alto Xingu a estudantes não indígenas.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
2 min de leitura

Cerca de mil crianças indígenas do Alto Xingu, no Mato Grosso, vão receber exemplares de Ingu Helü (De Olho Aberto, em português), primeiro livro infantil produzido na língua kuikuro.

A obra será distribuída a nove aldeias que reúnem quatro povos falantes do idioma — Kuikuro, Kalapalo, Matipu e Nahukwá — localizados no Território Indígena do Xingu.

Escrito pelo educador Daniel Massa e pelo professor Mutuá Mehinaku, o livro reúne 45 verbetes em kuikuro acompanhados da tradução para o português. Cada palavra é ilustrada com desenhos para colorir do artista Ricardo Moura.

Material inédito para as escolas

Professor da escola estadual da aldeia Ipatse, Mehinaku explica que a falta de material didático específico motivou a criação da cartilha. Ele leciona há mais de duas décadas e afirma que os livros utilizados até então tinham qualidade, mas não refletiam a realidade da comunidade local.

Diversidade linguística

O Território Indígena do Xingu, situado entre o Cerrado e a Amazônia, abriga 16 povos e quatro grupos linguísticos, com população superior a seis mil pessoas. O kuikuro pertence ao tronco karib, que reúne cerca de 40 línguas faladas por 60 mil a 100 mil pessoas na região amazônica.

Lançamento durante feira literária

Ingu Helü foi lançado em 20 de novembro na Feira Literária Internacional de Saquarema (FLIS), no Rio de Janeiro, durante o painel “A Educação para a Diversidade nas Escolas Indígenas e Não-indígenas”, que contou com a presença dos autores e do ilustrador. O evento também reuniu nomes da literatura indígena como Eliane Potiguara e Márcia Kambeba.

Os idealizadores destacam que o livro pode ser utilizado por escolas urbanas como forma de apresentar a cultura do Alto Xingu a estudantes não indígenas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA