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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Instituto em Aracaju incentiva leitura, crochê e jogos de tabuleiro para reduzir excesso de telas

O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM), em Aracaju, aposta em leitura, atividades manuais e jogos de tabuleiro para diminuir o tempo de exposição de jovens às telas e fortalecer a socialização. A iniciativa busca enfrentar os efeitos do chamado “brain rot”, desgaste mental associado ao uso prolongado da internet.

01/12/2025 · 08h31
Instituto em Aracaju incentiva leitura, crochê e jogos de tabuleiro para reduzir excesso de telas

O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM), em Aracaju, aposta em leitura, atividades manuais e jogos de tabuleiro para diminuir o tempo de exposição de jovens às telas e fortalecer a socialização. A iniciativa busca enfrentar os efeitos do chamado “brain rot”, desgaste mental associado ao uso prolongado da internet.

Brasil passa mais tempo on-line do que dormindo

De acordo com o Relatório Digital 2024, elaborado pela We Are Social e Meltwater, o Brasil é o segundo país que mais permanece on-line: 9h13 diárias. O tempo médio de sono é de 6,4 horas, abaixo das 7 a 9 horas recomendadas para adultos. O levantamento também indica que o país ocupa a terceira posição no uso de redes sociais, com 3h37 dedicadas a elas durante as 17,6 horas em que a população, em média, fica acordada.

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O excesso de conexão pode gerar problemas de sono, solidão, baixa autoestima, ansiedade e depressão, sintomas associados ao “brain rot”. A pediatra Kércia Alcântara explica que vídeos curtos acionam rapidamente o ciclo de dopamina, criando dependência e prejudicando a concentração.

Queda na leitura

A 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura, divulgada em 2024, aponta redução de 6,7 milhões de leitores no país em quatro anos. Apenas 27% dos entrevistados concluíram um livro nos três meses anteriores ao estudo. Falta de tempo, desinteresse e a preferência por conteúdos nas redes sociais lideram os motivos do afastamento dos livros.

Atividades presenciais no IJCPM

Voltado a jovens de 16 a 24 anos da rede pública, o IJCPM oferece cursos regulares, oficinas de férias e ações que privilegiam leitura, artes e habilidades manuais. “Não queremos demonizar a internet, e sim ensinar o uso consciente”, afirma Paula Libório, coordenadora de Projetos Sociais.

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No espaço de convivência, linhas, agulhas, lápis de cor, dominó e dama estão à disposição. O crochê, por exemplo, despertou memórias em Junyelly da Costa Silva, 18 anos, que agora pretende confeccionar pulseiras de amizade. Hellen Victoria Silva, 16, aprendeu a técnica em videoaulas e a considera um passatempo criativo.

Clube de Leitura

Conduzidos pela instrutora Raquel Santana, encontros semanais misturam música e literatura. “Antes eu lia no ônibus; agora reservo um momento só para isso”, conta Isaac Ramos, 21 anos. Ingridy Vitória Marques, 19, retomou o hábito após se juntar ao grupo: “Sempre quis participar de um clube do livro e estou adorando”.

O instituto também aborda o uso crítico da internet, redes sociais e inteligência artificial em sala de aula. Para Ingridy, a experiência ajudou na autoconfiança: “Eu era tímida e hoje consigo me expressar melhor fora da internet”.

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As práticas propostas pelo IJCPM buscam oferecer o chamado “ócio criativo”, estimulando empatia, atenção prolongada e diálogo presencial — estratégias consideradas importantes para combater os efeitos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos.

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O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM), em Aracaju, aposta em leitura, atividades manuais e jogos de tabuleiro para diminuir o tempo de exposição de jovens às telas e fortalecer a socialização. A iniciativa busca enfrentar os efeitos do chamado “brain rot”, desgaste mental associado ao uso prolongado da internet.

Brasil passa mais tempo on-line do que dormindo

De acordo com o Relatório Digital 2024, elaborado pela We Are Social e Meltwater, o Brasil é o segundo país que mais permanece on-line: 9h13 diárias. O tempo médio de sono é de 6,4 horas, abaixo das 7 a 9 horas recomendadas para adultos. O levantamento também indica que o país ocupa a terceira posição no uso de redes sociais, com 3h37 dedicadas a elas durante as 17,6 horas em que a população, em média, fica acordada.

O excesso de conexão pode gerar problemas de sono, solidão, baixa autoestima, ansiedade e depressão, sintomas associados ao “brain rot”. A pediatra Kércia Alcântara explica que vídeos curtos acionam rapidamente o ciclo de dopamina, criando dependência e prejudicando a concentração.

Queda na leitura

A 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura, divulgada em 2024, aponta redução de 6,7 milhões de leitores no país em quatro anos. Apenas 27% dos entrevistados concluíram um livro nos três meses anteriores ao estudo. Falta de tempo, desinteresse e a preferência por conteúdos nas redes sociais lideram os motivos do afastamento dos livros.

Atividades presenciais no IJCPM

Voltado a jovens de 16 a 24 anos da rede pública, o IJCPM oferece cursos regulares, oficinas de férias e ações que privilegiam leitura, artes e habilidades manuais. “Não queremos demonizar a internet, e sim ensinar o uso consciente”, afirma Paula Libório, coordenadora de Projetos Sociais.

No espaço de convivência, linhas, agulhas, lápis de cor, dominó e dama estão à disposição. O crochê, por exemplo, despertou memórias em Junyelly da Costa Silva, 18 anos, que agora pretende confeccionar pulseiras de amizade. Hellen Victoria Silva, 16, aprendeu a técnica em videoaulas e a considera um passatempo criativo.

Clube de Leitura

Conduzidos pela instrutora Raquel Santana, encontros semanais misturam música e literatura. “Antes eu lia no ônibus; agora reservo um momento só para isso”, conta Isaac Ramos, 21 anos. Ingridy Vitória Marques, 19, retomou o hábito após se juntar ao grupo: “Sempre quis participar de um clube do livro e estou adorando”.

O instituto também aborda o uso crítico da internet, redes sociais e inteligência artificial em sala de aula. Para Ingridy, a experiência ajudou na autoconfiança: “Eu era tímida e hoje consigo me expressar melhor fora da internet”.

As práticas propostas pelo IJCPM buscam oferecer o chamado “ócio criativo”, estimulando empatia, atenção prolongada e diálogo presencial — estratégias consideradas importantes para combater os efeitos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos.

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