O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, afirmou nesta terça-feira (2) que não houve vazamento de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Segundo ele, a anulação de três itens após o segundo dia de prova, realizado no último dia 16, ocorreu de forma preventiva.
“Não houve vazamento. O que existiu foi a tentativa de reprodução de itens memorizados durante o pré-teste. Ninguém teve acesso à prova antes da aplicação, além de quem a elaborou”, declarou Palacios em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
O Inep anulou três questões depois que perguntas semelhantes passaram a circular na internet. De acordo com o órgão, os trechos divulgados foram lembrados por participantes que fizeram o pré-teste – etapa sigilosa em que novos itens são aplicados de forma experimental antes de integrarem o Banco Nacional de Itens (BNI).
Palacios destacou que os pré-testes, aplicados a estudantes do último ano do ensino médio ou recém-formados, são essenciais para classificar o nível de dificuldade das questões. “Não há como realizar um exame como o Enem sem pré-testes, que seguem os mesmos protocolos de segurança da prova oficial”, afirmou.
No Enem 2025, a prova contou com perguntas provenientes de dez pré-testes realizados nos últimos anos. O presidente do Inep garantiu que a retirada de três itens “não compromete a precisão” na avaliação da proficiência dos candidatos.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Profeta, a pedido do Ministério da Educação, para investigar a divulgação antecipada de conteúdos semelhantes às questões do exame. Palacios disse que a anulação foi determinada antes mesmo do início da apuração para “proteger o Enem”.
Com informações de Agência Brasil
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