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Economia

Marinho pede discussão sobre fim da jornada 6×1 e reforço financeiro aos sindicatos

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (4) a necessidade de ampliar o debate sobre a extinção da jornada 6×1 – seis dias de trabalho para um de descanso – e sobre novas fontes de financiamento para os sindicatos. A manifestação ocorreu durante a abertura da Etapa São Paulo da II […]

05/12/2025 · 08h16 · Atualizado às 19h18
Marinho pede discussão sobre fim da jornada 6×1 e reforço financeiro aos sindicatos

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (4) a necessidade de ampliar o debate sobre a extinção da jornada 6×1 – seis dias de trabalho para um de descanso – e sobre novas fontes de financiamento para os sindicatos. A manifestação ocorreu durante a abertura da Etapa São Paulo da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), realizada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, na capital paulista.

“Que vocês tirem daqui uma bela contribuição para a conferência nacional e que a gente possa, a partir do entendimento, enfrentar problemas que a sociedade nos pede como o fim da 6 por 1”, declarou o ministro aos representantes de trabalhadores, empregadores e governo presentes.

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Papel do Parlamento e mesa de negociação

Marinho afirmou que o Congresso Nacional precisa manter espaço para negociação coletiva, mesmo quando legislar sobre temas trabalhistas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a extinção da escala 6×1 está em análise no Legislativo.

Financiamento sindical

O titular da pasta também ressaltou a importância de garantir recursos às entidades de classe. “É difícil que os sindicatos consigam representar bem as categorias se não tiverem condições financeiras”, argumentou, pedindo apoio da bancada empresarial para discutir o tema no Parlamento.

Desafios tecnológicos

Marinho destacou o avanço da inteligência artificial e a consequentemente necessidade de qualificar a mão de obra. Segundo ele, o mercado de trabalho passa por transformações rápidas que exigem “capacitar as mentes para evitar problemas futuros”.

Diagnóstico do mercado paulista

Durante o evento, o ministério apresentou o Diagnóstico do Trabalho Decente de São Paulo, que aponta:

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  • 70,8% de formalização, acima da média nacional;
  • 7,1 milhões de trabalhadores na informalidade;
  • Taxa de desocupação de 5,1%, chegando a 8,1% entre jovens de 18 a 29 anos;
  • Rendimento médio de R$ 4.170, superior ao nacional;
  • Mulheres recebem 77% do rendimento dos homens, e pessoas negras, 61,5% do valor pago a pessoas brancas;
  • 197,5 mil crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil.

O relatório também indica a necessidade de políticas que conciliem trabalho e vida familiar e ampliem a presença feminina em cargos de direção. “Se há mais mulheres que homens na sociedade, não se explica termos mais homens nas representações”, observou o ministro.

Violência contra a mulher

Marinho abordou ainda a recente repercussão de casos de violência contra a mulher em São Paulo, defendendo a realização de debates nos ambientes de trabalho para “amadurecimento de homens e mulheres”.

As propostas aprovadas na etapa paulista serão encaminhadas para a fase nacional da conferência, marcada para março de 2026, também em São Paulo.

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Com informações de Agência Brasil

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (4) a necessidade de ampliar o debate sobre a extinção da jornada 6×1 – seis dias de trabalho para um de descanso – e sobre novas fontes de financiamento para os sindicatos. A manifestação ocorreu durante a abertura da Etapa São Paulo da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), realizada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, na capital paulista.

“Que vocês tirem daqui uma bela contribuição para a conferência nacional e que a gente possa, a partir do entendimento, enfrentar problemas que a sociedade nos pede como o fim da 6 por 1”, declarou o ministro aos representantes de trabalhadores, empregadores e governo presentes.

Papel do Parlamento e mesa de negociação

Marinho afirmou que o Congresso Nacional precisa manter espaço para negociação coletiva, mesmo quando legislar sobre temas trabalhistas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a extinção da escala 6×1 está em análise no Legislativo.

Financiamento sindical

O titular da pasta também ressaltou a importância de garantir recursos às entidades de classe. “É difícil que os sindicatos consigam representar bem as categorias se não tiverem condições financeiras”, argumentou, pedindo apoio da bancada empresarial para discutir o tema no Parlamento.

Desafios tecnológicos

Marinho destacou o avanço da inteligência artificial e a consequentemente necessidade de qualificar a mão de obra. Segundo ele, o mercado de trabalho passa por transformações rápidas que exigem “capacitar as mentes para evitar problemas futuros”.

Diagnóstico do mercado paulista

Durante o evento, o ministério apresentou o Diagnóstico do Trabalho Decente de São Paulo, que aponta:

  • 70,8% de formalização, acima da média nacional;
  • 7,1 milhões de trabalhadores na informalidade;
  • Taxa de desocupação de 5,1%, chegando a 8,1% entre jovens de 18 a 29 anos;
  • Rendimento médio de R$ 4.170, superior ao nacional;
  • Mulheres recebem 77% do rendimento dos homens, e pessoas negras, 61,5% do valor pago a pessoas brancas;
  • 197,5 mil crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil.

O relatório também indica a necessidade de políticas que conciliem trabalho e vida familiar e ampliem a presença feminina em cargos de direção. “Se há mais mulheres que homens na sociedade, não se explica termos mais homens nas representações”, observou o ministro.

Violência contra a mulher

Marinho abordou ainda a recente repercussão de casos de violência contra a mulher em São Paulo, defendendo a realização de debates nos ambientes de trabalho para “amadurecimento de homens e mulheres”.

As propostas aprovadas na etapa paulista serão encaminhadas para a fase nacional da conferência, marcada para março de 2026, também em São Paulo.

Com informações de Agência Brasil

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