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Economia

Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% e pede início imediato de corte de juros

Entidades empresariais e centrais sindicais criticaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a Taxa Selic em 15% ao ano. A medida, anunciada nesta quarta-feira (11), era amplamente esperada pelo mercado, mas foi classificada por representantes do setor produtivo como obstáculo ao crescimento econômico em um cenário de inflação […]

11/12/2025 · 16h55
Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% e pede início imediato de corte de juros

Entidades empresariais e centrais sindicais criticaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a Taxa Selic em 15% ao ano. A medida, anunciada nesta quarta-feira (11), era amplamente esperada pelo mercado, mas foi classificada por representantes do setor produtivo como obstáculo ao crescimento econômico em um cenário de inflação em queda, desaceleração da atividade e perda de dinamismo do mercado de trabalho.

CNI vê espaço para redução gradual

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que o Banco Central desconsiderou “evidências robustas” de que já seria possível iniciar um ciclo de cortes. O presidente da entidade, Ricardo Alban, avaliou que os juros elevados encarecem o crédito, travam investimentos e agravam a perda de ritmo da economia. Para ele, há margem para um ajuste gradual sem comprometer a convergência da inflação à meta.

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Construção civil teme impacto em 2026

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) expressou preocupação com a manutenção da taxa em patamar elevado. O presidente da CBIC, Renato Correia, declarou que a continuidade do crescimento do setor em 2026 depende de uma queda dos juros “o mais rápido possível”.

Comércio cobra alinhamento a cenário externo

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, criticou a política monetária por considerá-la “desconectada” do contexto nacional e internacional. Ele citou países como os Estados Unidos, que já iniciaram a redução de juros, enquanto o Brasil mantém uma das maiores taxas reais do mundo, o que, segundo ele, freia consumo e investimentos.

Já a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) adotou tom mais cauteloso. O economista da entidade, Ulisses Ruiz de Gamboa, afirmou que a decisão era esperada diante de inflação e expectativas ainda acima da meta, expansão fiscal, mercado de trabalho resiliente e incertezas internacionais. Para ele, o comunicado do Copom será decisivo para indicar os próximos passos.

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Centrais sindicais falam em “juros extorsivos”

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a manutenção da Selic como contrária às necessidades da população e das empresas. A vice-presidenta da CUT e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, disse que os juros altos desviam recursos do investimento produtivo para o rentismo, provocando queda do consumo e desaceleração do Produto Interno Bruto.

A Força Sindical foi ainda mais dura, chamando a decisão de “vergonha nacional”. O presidente da entidade, Miguel Torres, acusou o Copom de favorecer especuladores e de estrangular a economia, comprometendo campanhas salariais e limitando o desenvolvimento.

O Banco Central justificou a manutenção da Selic apontando pressões inflacionárias persistentes e riscos no cenário internacional. O próximo encontro do Copom está marcado para fevereiro de 2026.

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Entidades empresariais e centrais sindicais criticaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a Taxa Selic em 15% ao ano. A medida, anunciada nesta quarta-feira (11), era amplamente esperada pelo mercado, mas foi classificada por representantes do setor produtivo como obstáculo ao crescimento econômico em um cenário de inflação em queda, desaceleração da atividade e perda de dinamismo do mercado de trabalho.

CNI vê espaço para redução gradual

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que o Banco Central desconsiderou “evidências robustas” de que já seria possível iniciar um ciclo de cortes. O presidente da entidade, Ricardo Alban, avaliou que os juros elevados encarecem o crédito, travam investimentos e agravam a perda de ritmo da economia. Para ele, há margem para um ajuste gradual sem comprometer a convergência da inflação à meta.

Construção civil teme impacto em 2026

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) expressou preocupação com a manutenção da taxa em patamar elevado. O presidente da CBIC, Renato Correia, declarou que a continuidade do crescimento do setor em 2026 depende de uma queda dos juros “o mais rápido possível”.

Comércio cobra alinhamento a cenário externo

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, criticou a política monetária por considerá-la “desconectada” do contexto nacional e internacional. Ele citou países como os Estados Unidos, que já iniciaram a redução de juros, enquanto o Brasil mantém uma das maiores taxas reais do mundo, o que, segundo ele, freia consumo e investimentos.

Já a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) adotou tom mais cauteloso. O economista da entidade, Ulisses Ruiz de Gamboa, afirmou que a decisão era esperada diante de inflação e expectativas ainda acima da meta, expansão fiscal, mercado de trabalho resiliente e incertezas internacionais. Para ele, o comunicado do Copom será decisivo para indicar os próximos passos.

Centrais sindicais falam em “juros extorsivos”

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a manutenção da Selic como contrária às necessidades da população e das empresas. A vice-presidenta da CUT e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, disse que os juros altos desviam recursos do investimento produtivo para o rentismo, provocando queda do consumo e desaceleração do Produto Interno Bruto.

A Força Sindical foi ainda mais dura, chamando a decisão de “vergonha nacional”. O presidente da entidade, Miguel Torres, acusou o Copom de favorecer especuladores e de estrangular a economia, comprometendo campanhas salariais e limitando o desenvolvimento.

O Banco Central justificou a manutenção da Selic apontando pressões inflacionárias persistentes e riscos no cenário internacional. O próximo encontro do Copom está marcado para fevereiro de 2026.

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