Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Inteligência artificial avança no sistema financeiro e abre nova fase de debates sobre regulamentação no Brasil

A discussão sobre o uso da inteligência artificial (IA) no mercado financeiro cresce com força no Brasil, especialmente diante do interesse do Banco Central em avaliar possíveis regulamentações. A instituição incluiu, entre as metas para o biênio 2025/2026, o estudo dos riscos e impactos da IA no sistema; um movimento que indica maior atenção ao tema na agenda regulatória, ainda que a emissão de normas específicas não esteja prevista no curto prazo.

18/12/2025 · 14h45 · Atualizado às 18h27
Inteligência artificial avança no sistema financeiro e abre nova fase de debates sobre regulamentação no Brasil

Com a atenção do Banco Central na IA, o debate sobre o uso responsável ganha força e amplia a importância da transparência e da supervisão humana no setor

A discussão sobre o uso da inteligência artificial (IA) no mercado financeiro cresce com força no Brasil, especialmente diante do interesse do Banco Central em avaliar possíveis regulamentações. A instituição incluiu, entre as metas para o biênio 2025/2026, o estudo dos riscos e impactos da IA no sistema; um movimento que indica maior atenção ao tema na agenda regulatória, ainda que a emissão de normas específicas não esteja prevista no curto prazo.

Publicidade

Esse avanço acontece em um momento de crescimento recorde dos investimentos em tecnologia. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) mostram que os bancos brasileiros terão investido R$ 47,8 bilhões em tecnologia até o fim de 2025. A entidade destaca que uma parte significativa desse investimento será destinada a soluções de IA, big data e analytics.

No cenário global, o movimento é semelhante. Segundo dados levantados pela Business Research Insights, o mercado mundial de IA aplicada a fintechs pode chegar a US$ 211,97 bilhões até 2034. Já um relatório citado pelo portal CoinLaw aponta que 85% das instituições financeiras no mundo devem utilizar IA até o fim deste ano.

Para Ticiana Amorim, CEO e fundadora da Aarin, esse é um momento que pede responsabilidade e equilíbrio. “A IA abre possibilidades enormes para inclusão financeira, processos mais eficientes e decisões mais justas. Mas tudo isso só tem valor se for construído com transparência, supervisão humana e foco real na segurança do cliente”, afirma.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Em uma análise semelhante, o Bank for International Settlements (BIS) alerta que, embora a IA traga ganhos relevantes para crédito, pagamentos e prevenção a fraudes, também amplia vulnerabilidades, como riscos cibernéticos e falta de transparência nos algoritmos.

Entre as medidas para garantir essa segurança estão o monitoramento de vieses nos modelos, validações técnicas frequentes, comitês internos para revisar decisões automatizadas e auditoria humana em etapas sensíveis, como crédito, prevenção a fraudes e compliance. 

Embora o uso da IA ainda não esteja regulamentado, muitas empresas adotam essas práticas antecipando os riscos tanto para o negócio quanto para os usuários.

Publicidade

“A regulação tem um papel central para equilibrar inovação e proteção. Quando as instituições operam sob referências comuns, sejam bancos tradicionais, fintechs ou empresas de tecnologia, o mercado ganha transparência, eficiência e confiança”, Ticiana.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Com a atenção do Banco Central na IA, o debate sobre o uso responsável ganha força e amplia a importância da transparência e da supervisão humana no setor

A discussão sobre o uso da inteligência artificial (IA) no mercado financeiro cresce com força no Brasil, especialmente diante do interesse do Banco Central em avaliar possíveis regulamentações. A instituição incluiu, entre as metas para o biênio 2025/2026, o estudo dos riscos e impactos da IA no sistema; um movimento que indica maior atenção ao tema na agenda regulatória, ainda que a emissão de normas específicas não esteja prevista no curto prazo.

Esse avanço acontece em um momento de crescimento recorde dos investimentos em tecnologia. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) mostram que os bancos brasileiros terão investido R$ 47,8 bilhões em tecnologia até o fim de 2025. A entidade destaca que uma parte significativa desse investimento será destinada a soluções de IA, big data e analytics.

No cenário global, o movimento é semelhante. Segundo dados levantados pela Business Research Insights, o mercado mundial de IA aplicada a fintechs pode chegar a US$ 211,97 bilhões até 2034. Já um relatório citado pelo portal CoinLaw aponta que 85% das instituições financeiras no mundo devem utilizar IA até o fim deste ano.

Para Ticiana Amorim, CEO e fundadora da Aarin, esse é um momento que pede responsabilidade e equilíbrio. “A IA abre possibilidades enormes para inclusão financeira, processos mais eficientes e decisões mais justas. Mas tudo isso só tem valor se for construído com transparência, supervisão humana e foco real na segurança do cliente”, afirma.

Em uma análise semelhante, o Bank for International Settlements (BIS) alerta que, embora a IA traga ganhos relevantes para crédito, pagamentos e prevenção a fraudes, também amplia vulnerabilidades, como riscos cibernéticos e falta de transparência nos algoritmos.

Entre as medidas para garantir essa segurança estão o monitoramento de vieses nos modelos, validações técnicas frequentes, comitês internos para revisar decisões automatizadas e auditoria humana em etapas sensíveis, como crédito, prevenção a fraudes e compliance. 

Embora o uso da IA ainda não esteja regulamentado, muitas empresas adotam essas práticas antecipando os riscos tanto para o negócio quanto para os usuários.

“A regulação tem um papel central para equilibrar inovação e proteção. Quando as instituições operam sob referências comuns, sejam bancos tradicionais, fintechs ou empresas de tecnologia, o mercado ganha transparência, eficiência e confiança”, Ticiana.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA