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Brasil

Fracassa lançamento do primeiro foguete comercial no Brasil

A tentativa histórica de realizar o primeiro lançamento de um foguete comercial em solo brasileiro terminou em frustração na noite desta segunda-feira (22). O foguete Hanbit-Nano, operado pela empresa sul-coreana Innospace, decolou do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, às 22h13, mas explodiu menos de um minuto depois.

24/12/2025 · 09h53
Fracassa lançamento do primeiro foguete comercial no Brasil

A Innospace, empresa sul-coreana responsável pela operação, informou em nota que o foguete apresentou uma anomalia.

A tentativa histórica de realizar o primeiro lançamento de um foguete comercial em solo brasileiro terminou em frustração na noite desta segunda-feira (22). O foguete Hanbit-Nano, operado pela empresa sul-coreana Innospace, decolou do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, às 22h13, mas explodiu menos de um minuto depois.

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Segundo a empresa, o veículo não tripulado de quase 22 metros — equivalente a um prédio de sete andares — apresentou uma “anomalia” cerca de 30 segundos após deixar a plataforma. O sistema automático de interrupção foi acionado, e o foguete caiu no mar, formando um clarão no céu.

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que a explosão não atingiu a base de lançamento e que todos os protocolos de segurança foram seguidos. Ninguém se feriu.

Perda Científica

Além do revés tecnológico, o acidente representa uma perda para a ciência nacional. O foguete transportava uma carga preciosa: três experimentos científicos e cinco satélites (quatro brasileiros e um indiano).

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Entre os equipamentos destruídos estavam satélites desenvolvidos pelas Universidades Federais do Maranhão (UFMA) e de Santa Catarina (UFSC), que seriam utilizados para monitoramento climático e análise de água e solo.

O que deu errado?

Especialistas apontam que o problema ocorreu antes da separação dos estágios do foguete. “O foguete subiu normalmente até certo ponto e depois apresentou um desvio de trajetória, diferente do esperado”, analisou Carlos Brito, doutor em engenharia aeronáutica.

O CEO da Innospace enviou uma carta aos acionistas pedindo desculpas e afirmou que, apesar do fracasso, os dados colhidos serão usados para correções técnicas. A empresa planeja uma nova tentativa de lançamento comercial já no primeiro semestre de 2026.

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Este foi o terceiro revés em tentativas de órbita a partir de Alcântara, local marcado pela tragédia de 2003, que vitimou 21 pessoas. Desta vez, felizmente, os danos foram apenas materiais.

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A Innospace, empresa sul-coreana responsável pela operação, informou em nota que o foguete apresentou uma anomalia.

A tentativa histórica de realizar o primeiro lançamento de um foguete comercial em solo brasileiro terminou em frustração na noite desta segunda-feira (22). O foguete Hanbit-Nano, operado pela empresa sul-coreana Innospace, decolou do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, às 22h13, mas explodiu menos de um minuto depois.

Segundo a empresa, o veículo não tripulado de quase 22 metros — equivalente a um prédio de sete andares — apresentou uma “anomalia” cerca de 30 segundos após deixar a plataforma. O sistema automático de interrupção foi acionado, e o foguete caiu no mar, formando um clarão no céu.

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que a explosão não atingiu a base de lançamento e que todos os protocolos de segurança foram seguidos. Ninguém se feriu.

Perda Científica

Além do revés tecnológico, o acidente representa uma perda para a ciência nacional. O foguete transportava uma carga preciosa: três experimentos científicos e cinco satélites (quatro brasileiros e um indiano).

Entre os equipamentos destruídos estavam satélites desenvolvidos pelas Universidades Federais do Maranhão (UFMA) e de Santa Catarina (UFSC), que seriam utilizados para monitoramento climático e análise de água e solo.

O que deu errado?

Especialistas apontam que o problema ocorreu antes da separação dos estágios do foguete. “O foguete subiu normalmente até certo ponto e depois apresentou um desvio de trajetória, diferente do esperado”, analisou Carlos Brito, doutor em engenharia aeronáutica.

O CEO da Innospace enviou uma carta aos acionistas pedindo desculpas e afirmou que, apesar do fracasso, os dados colhidos serão usados para correções técnicas. A empresa planeja uma nova tentativa de lançamento comercial já no primeiro semestre de 2026.

Este foi o terceiro revés em tentativas de órbita a partir de Alcântara, local marcado pela tragédia de 2003, que vitimou 21 pessoas. Desta vez, felizmente, os danos foram apenas materiais.

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