O Banco do Estado de Sergipe (Banese) lançou a campanha institucional de fim de ano “Atheneu Pedro II – há 100 anos na vida da gente”, que presta homenagem ao prédio onde funcionou o Colégio Atheneu Dom Pedro II, popularmente chamado de Atheneuzinho. O imóvel completa 100 anos em agosto de 2026 e, atualmente, abriga o Museu da Gente Sergipana, que fará 15 anos no mesmo período.
A mensagem central da ação publicitária destaca a importância de “preservar o passado para viver o presente e construir o futuro”. As peças estão sendo veiculadas em televisão, rádio, outdoor, fundos de ônibus, internet e outras plataformas. O material inclui ainda um kit de papelaria — caderno, calendário, lápis e ecobag — produzido por mulheres apoiadas pela Secretaria de Estado da Inclusão Social e Cidadania (Seasic). O design utiliza cores e formas inspiradas em detalhes arquitetônicos do prédio histórico.
Memórias resgatadas
Personagem central do vídeo institucional, o economista aposentado e escritor Murilo Melins, 97 anos, estudou no Atheneuzinho de 1940 a 1943. Natural de Neópolis, ele recorda que seus pais o enviaram ao colégio sergipano porque “tinha professores mais capacitados”. Durante as gravações, Melins revisitou o edifício e classificou a participação na homenagem como “uma bênção”.
Importância cultural
Para o presidente do Banese, Marco Queiroz, divulgar o valor histórico e cultural do Atheneuzinho está alinhado ao compromisso do banco com a preservação da memória sergipana. Ele citou a historiadora Emília Viotti da Costa para reforçar que “um povo sem memória é um povo sem história” e lembrou a restauração realizada pelo grupo em 2009, que transformou o espaço no Museu da Gente Sergipana.
Trajetória do prédio
Inaugurado em 1926, durante o governo de Graccho Cardoso, o edifício foi o principal centro educacional de Sergipe até a transferência do colégio para outra sede no fim da década de 1950. Posteriormente, acolheu órgãos públicos como a Escola Técnica do Comércio, o Arquivo Público e a Emsetur. Entre 1975 e 1996, abrigou a Secretaria de Estado da Educação e foi tombado em 28 de janeiro de 1985. Sem uso a partir de 1996, entrou em deterioração até ser cedido ao Banese em 2008. A restauração total foi concluída em 2009, culminando na abertura do Museu da Gente Sergipana em 26 de novembro de 2011.
A campanha segue no ar até o início de 2026, reforçando a ligação do banco e da população sergipana com o patrimônio histórico do estado.
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