O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, lançou nesta quinta-feira (8) o Move Brasil, programa que oferece financiamento com juros reduzidos a transportadoras, cooperativas e caminhoneiros autônomos interessados em renovar a frota.
Ao todo, serão disponibilizados R$ 10 bilhões em crédito, somando recursos do Tesouro Nacional (R$ 6 bilhões) operados integralmente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desse montante, R$ 1 bilhão está reservado exclusivamente para autônomos e cooperados.
A iniciativa prevê critérios de sustentabilidade, conteúdo local e reciclagem para a liberação dos financiamentos, definidos por portaria do MDIC. O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras: prazo de reembolso de até 60 meses, carência máxima de seis meses sem capitalização de juros e limite de R$ 50 milhões por beneficiário. Os pedidos poderão ser encaminhados até 30 de junho de 2026.
Segundo o Ministério da Fazenda, não há impacto fiscal primário, pois as operações são reembolsáveis, não contam com garantia da União e o risco de crédito é das instituições financeiras participantes.
Incentivo à troca de veículos antigos
O programa concede juros ainda menores a quem entregar caminhões antigos para desmonte. Para ter direito ao benefício, o veículo deve:
- estar em condições de rodagem;
- ter licenciamento regular relativo a 2024 ou posterior;
- possuir data de primeiro emplacamento superior a 20 anos.
O proprietário deverá dar baixa definitiva no registro e encaminhar o caminhão a uma empresa de desmontagem. A comprovação, por meio de certidão de baixa e nota fiscal, deve ser apresentada ao banco em até 180 dias.
Veículos contemplados
Somente caminhões fabricados a partir de 2012 podem ser financiados. Modelos elétricos ou movidos a biometano terão condições de juros mais vantajosas devido ao maior custo desses veículos.
Durante o lançamento, realizado em uma concessionária de Brasília, Alckmin destacou os ganhos ambientais, de segurança e de emprego com a substituição da frota. Ele estava acompanhado do presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes.
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