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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Brasil

Acordo Mercosul-União Europeia pode acrescentar US$ 7 bilhões às exportações brasileiras, projeta ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) calcula que o recém-aprovado acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tem potencial para elevar em cerca de US$ 7 bilhões as vendas externas do Brasil.

09/01/2026 · 20h41 · Atualizado às 19h02
Acordo Mercosul-União Europeia pode acrescentar US$ 7 bilhões às exportações brasileiras, projeta ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) calcula que o recém-aprovado acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tem potencial para elevar em cerca de US$ 7 bilhões as vendas externas do Brasil.

O tratado, ratificado nesta sexta-feira (9), foi negociado ao longo de mais de 25 anos e é considerado o maior já celebrado pelos dois blocos econômicos.

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Indústria deve sentir impacto imediato

Segundo a ApexBrasil, a redução tarifária prevista no texto beneficiará inicialmente setores como máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores elétricos, autopeças (ex.: motores de pistão) e aeronaves, cujas tarifas serão cortadas logo na entrada em vigor do pacto. Há ainda oportunidades para produtos de couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.

A agência avalia que o acordo contribuirá para diversificar a pauta exportadora brasileira. Hoje, pouco mais de um terço das vendas à União Europeia corresponde a bens da indústria de transformação — participação que tende a crescer com a derrubada de barreiras comerciais.

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Commodities terão corte de tarifa escalonado

Para commodities, o efeito será gradual. O texto prevê redução progressiva das tarifas sobre carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em até dez anos, dentro de cotas e com mecanismos de salvaguarda destinados a proteger produtores rurais europeus.

Mercado de 700 milhões de consumidores

Em nota, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, classificou o resultado como “uma vitória do multilateralismo” em meio ao recrudescimento de disputas comerciais e ao enfraquecimento de organismos internacionais. Ele lembrou que Mercosul e União Europeia reúnem mais de 700 milhões de consumidores e somam um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de US$ 22 trilhões — atrás apenas dos Estados Unidos (cerca de US$ 29 trilhões) e à frente da China (aproximadamente US$ 19 trilhões).

Viana destacou ainda que, na contramão do declínio da relevância da Organização Mundial do Comércio, o entendimento sela o maior acordo econômico em vigor no planeta.

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) calcula que o recém-aprovado acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tem potencial para elevar em cerca de US$ 7 bilhões as vendas externas do Brasil.

O tratado, ratificado nesta sexta-feira (9), foi negociado ao longo de mais de 25 anos e é considerado o maior já celebrado pelos dois blocos econômicos.

Indústria deve sentir impacto imediato

Segundo a ApexBrasil, a redução tarifária prevista no texto beneficiará inicialmente setores como máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores elétricos, autopeças (ex.: motores de pistão) e aeronaves, cujas tarifas serão cortadas logo na entrada em vigor do pacto. Há ainda oportunidades para produtos de couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.

A agência avalia que o acordo contribuirá para diversificar a pauta exportadora brasileira. Hoje, pouco mais de um terço das vendas à União Europeia corresponde a bens da indústria de transformação — participação que tende a crescer com a derrubada de barreiras comerciais.

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Para commodities, o efeito será gradual. O texto prevê redução progressiva das tarifas sobre carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em até dez anos, dentro de cotas e com mecanismos de salvaguarda destinados a proteger produtores rurais europeus.

Mercado de 700 milhões de consumidores

Em nota, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, classificou o resultado como “uma vitória do multilateralismo” em meio ao recrudescimento de disputas comerciais e ao enfraquecimento de organismos internacionais. Ele lembrou que Mercosul e União Europeia reúnem mais de 700 milhões de consumidores e somam um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de US$ 22 trilhões — atrás apenas dos Estados Unidos (cerca de US$ 29 trilhões) e à frente da China (aproximadamente US$ 19 trilhões).

Viana destacou ainda que, na contramão do declínio da relevância da Organização Mundial do Comércio, o entendimento sela o maior acordo econômico em vigor no planeta.

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