Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Comércio entre Brasil e Irã somou quase US$ 3 bilhões em 2025

O Brasil movimentou cerca de US$ 2,9 bilhões em exportações para o Irã em 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O montante coloca Teerã como quinto principal destino dos produtos brasileiros no Oriente Médio, atrás de Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Arábia Saudita. No ranking global, o Irã […]

13/01/2026 · 09h44
Comércio entre Brasil e Irã somou quase US$ 3 bilhões em 2025

O Brasil movimentou cerca de US$ 2,9 bilhões em exportações para o Irã em 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O montante coloca Teerã como quinto principal destino dos produtos brasileiros no Oriente Médio, atrás de Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Arábia Saudita.

No ranking global, o Irã aparece na 31ª posição, respondendo por 0,84% das vendas externas do país. Mesmo assim, absorveu mais produtos brasileiros do que mercados como Suíça, África do Sul e Rússia.

Publicidade

Predominância do agronegócio

O intercâmbio bilateral é fortemente concentrado em commodities agrícolas. Milho e soja representaram 87,2% das exportações brasileiras ao Irã em 2025. Somente o milho foi responsável por 67,9% do total, gerando mais de US$ 1,9 bilhão. A soja respondeu por 19,3%, com cerca de US$ 563 milhões.

Também figuram entre os principais itens vendidos açúcar e derivados, farelo de soja para ração animal e petróleo.

Importações modestas

As compras brasileiras provenientes do Irã alcançaram US$ 84 milhões no ano passado. Adubos e fertilizantes lideraram a pauta, correspondendo a cerca de 79% do total, seguidos por frutas, nozes, pistaches e uvas secas.

Oscilações recentes no fluxo comercial

Desde 2022, a balança comercial entre os dois países vem registrando variações. Naquele ano, as exportações do Brasil ao Irã atingiram US$ 4,2 bilhões, valor que caiu em 2023 e voltou a crescer em 2024 e 2025. As importações seguiram movimento semelhante, com redução acentuada em 2023 e recuperação no último ano.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Ameaça de tarifas dos EUA

O cenário ganhou nova atenção após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, na segunda-feira (12), a intenção de aplicar uma tarifa de 25% sobre transações comerciais dos EUA com países que mantenham relações com o Irã. A Casa Branca ainda não divulgou detalhes formais da medida, que pode afetar especialmente o agronegócio brasileiro. O governo federal informou aguardar a publicação da ordem executiva para comentar.

Aproximação diplomática

Em abril de 2024, o ministro da Agricultura do Irã esteve no Brasil e se reuniu com o ministro Carlos Fávaro. Os governos acertaram a criação de um comitê agrícola bilateral para agilizar pautas de interesse comum, ampliar o intercâmbio técnico e facilitar o comércio. Na visita, Teerã manifestou interesse em instalar uma empresa de navegação no Brasil, iniciativa que poderia reduzir custos logísticos. O Irã passou a integrar o Brics em agosto de 2023.

As possíveis tarifas norte-americanas surgem em meio a uma escalada de tensões entre Washington e Teerã, marcada por ameaças mútuas e protestos internos no país persa.

Publicidade

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O Brasil movimentou cerca de US$ 2,9 bilhões em exportações para o Irã em 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O montante coloca Teerã como quinto principal destino dos produtos brasileiros no Oriente Médio, atrás de Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Arábia Saudita.

No ranking global, o Irã aparece na 31ª posição, respondendo por 0,84% das vendas externas do país. Mesmo assim, absorveu mais produtos brasileiros do que mercados como Suíça, África do Sul e Rússia.

Predominância do agronegócio

O intercâmbio bilateral é fortemente concentrado em commodities agrícolas. Milho e soja representaram 87,2% das exportações brasileiras ao Irã em 2025. Somente o milho foi responsável por 67,9% do total, gerando mais de US$ 1,9 bilhão. A soja respondeu por 19,3%, com cerca de US$ 563 milhões.

Também figuram entre os principais itens vendidos açúcar e derivados, farelo de soja para ração animal e petróleo.

Importações modestas

As compras brasileiras provenientes do Irã alcançaram US$ 84 milhões no ano passado. Adubos e fertilizantes lideraram a pauta, correspondendo a cerca de 79% do total, seguidos por frutas, nozes, pistaches e uvas secas.

Oscilações recentes no fluxo comercial

Desde 2022, a balança comercial entre os dois países vem registrando variações. Naquele ano, as exportações do Brasil ao Irã atingiram US$ 4,2 bilhões, valor que caiu em 2023 e voltou a crescer em 2024 e 2025. As importações seguiram movimento semelhante, com redução acentuada em 2023 e recuperação no último ano.

Ameaça de tarifas dos EUA

O cenário ganhou nova atenção após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, na segunda-feira (12), a intenção de aplicar uma tarifa de 25% sobre transações comerciais dos EUA com países que mantenham relações com o Irã. A Casa Branca ainda não divulgou detalhes formais da medida, que pode afetar especialmente o agronegócio brasileiro. O governo federal informou aguardar a publicação da ordem executiva para comentar.

Aproximação diplomática

Em abril de 2024, o ministro da Agricultura do Irã esteve no Brasil e se reuniu com o ministro Carlos Fávaro. Os governos acertaram a criação de um comitê agrícola bilateral para agilizar pautas de interesse comum, ampliar o intercâmbio técnico e facilitar o comércio. Na visita, Teerã manifestou interesse em instalar uma empresa de navegação no Brasil, iniciativa que poderia reduzir custos logísticos. O Irã passou a integrar o Brics em agosto de 2023.

As possíveis tarifas norte-americanas surgem em meio a uma escalada de tensões entre Washington e Teerã, marcada por ameaças mútuas e protestos internos no país persa.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA