O trabalho de catadores e catadoras de materiais recicláveis em Aracaju ganhou novo impulso nesta segunda-feira, 12, com a inauguração do Centro de Triagem de Resíduos Sólidos na zona norte da capital. Na mesma cerimônia, foram assinados um Termo de Cooperação Técnica e um novo contrato de coleta seletiva, medidas que ampliam a inclusão social e melhoram as condições de atuação desses profissionais.
O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) participou do evento por meio do procurador Emerson Albuquerque Resende, coordenador do Projeto de Inclusão Socioeconômica dos Catadores. Segundo ele, o centro “vai reforçar as cooperativas e possibilitar a inserção de catadores autônomos, trazendo mais dignidade ao trabalho”.
Termo de Cooperação inclui 425 catadores
Assinado entre a Associação Nacional de Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (Ancat) e a Prefeitura de Aracaju, o acordo prevê a inclusão social de 425 catadores autônomos, inclusive aqueles em situação de rua. O presidente da Ancat, Roberto Rocha, explicou que o instrumento fortalecerá o projeto Conexão Cidadã, oferecendo atendimentos emergenciais, suporte social, formalização e capacitação técnica.
Contrato de coleta seletiva garante R$ 1 milhão mensais
O terceiro ato do dia foi a assinatura do contrato com a Central de Cooperativas para a coleta seletiva. O documento assegura repasse de cerca de R$ 1 milhão por mês durante 60 meses, totalizando quase R$ 60 milhões. A prefeita Emília Corrêa destacou que o contrato garante continuidade da coleta e abrange três frentes: coleta e transporte, triagem dos recicláveis e mobilização de educação ambiental para aumentar a participação popular.
Catadores veem melhoria na qualidade de vida
Para a catadora Gilene França, que atua há 15 anos no segmento, a nova estrutura “dará qualidade de vida ao trabalho”, afastando-a do sol e da chuva. Já Vanessa Santana afirmou que o centro representa “oportunidade de emprego” e ajuda a valorizar a profissão, muitas vezes associada ao lixo, mas considerada por ela como “trabalho digno”.
Com a entrega do centro e a formalização dos acordos, catadores vinculados ou não a cooperativas passam a contar com melhores condições de trabalho, capacitação e remuneração, impulsionando a coleta seletiva na capital sergipana.
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