Somados, os valores repassados para a modalidade por meio das leis de Incentivo ao Esporte e Agnelo Piva ultrapassaram R$ 100 milhões entre 2002 e 2024
| O Australian Open marca o início da temporada dos torneios Grand Slams do tênis mundial e reúne os principais tenistas nas modalidades simples, duplas e mistas. O evento irá até 1º de fevereiro em Melbourne e terá uma premiação recorde total de AU$ 111,5 milhões (dólares australianos), cerca de US$ 75 milhões. Um dos resultados mais significativos na história do tênis brasileiro na competição foi o título brasileiro na chave de duplas mistas em 2023, conquistado por Rafael Matos e Luisa Stefani, a primeira dupla 100% brasileira a vencer o Australian Open. No simples, nomes como Gustavo Kuerten (campeão de Roland Garros) e Fernando Meligeni, entre outros tenistas brasileiros, já participaram diversas vezes, mas o título ainda não veio para o Brasil em Melbourne. Buscando mudar essa realidade, a Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) vem se consolidando ao longo da última década como um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento do tênis no Brasil. De acordo com dados apurados pelo Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (IPIE/UFPR), entre 2009 e 2019, a modalidade experimentou um grande crescimento do apoio financeiro, saltando de um investimento inicial de R$ 529.945,71 em 2009 para o recorde de R$ 10.069.497,90 captados no último ano do levantamento, realizado em 2019. No total, foram viabilizados 1.849 projetos que, juntos, movimentaram mais de R$ 44,6 milhões, demonstrando a maturidade das entidades esportivas na captação de recursos via renúncia fiscal. É importante ressaltar que foram analisados apenas projetos exclusivos de tênis; portanto, a partir de 2019 existem projetos que contemplem o tênis, mas não são únicos da modalidade. A análise do perfil desses projetos revela um forte compromisso com a base e a inclusão social. A manifestação educacional é a grande protagonista, englobando 1.191 projetos. Em termos de infraestrutura e execução, o foco divide-se entre a manutenção de atividades esportivas e regulares, que somam 1.199 iniciativas e um esforço significativo em obras, com 615 intervenções registradas no período. Contudo, a pesquisa realizada pelo Instituto Inteligência Esportiva aponta que o cenário nacional do tênis ainda é marcado por uma profunda disparidade regional no acesso a esses recursos. O estado de São Paulo concentra a maior fatia do investimento, detendo 53% do valor total aplicado. Essa concentração reflete-se diretamente no alcance social, no qual, das 81.922 pessoas beneficiadas em todo o território nacional, cerca de 80% estão em São Paulo. O Rio Grande do Sul, embora lidere o número de projetos contemplados com 884 propostas, ocupa a segunda posição em volume financeiro, com 28% do montante total. Estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná aparecem em seguida, evidenciando que o fomento ao tênis ainda está fortemente centralizado nas regiões Sul e Sudeste. Número de projetos e valores investidos anualmente: |
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| Ranking dos estados com maior investimento no tênis: |
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| Pessoas beneficiadas por estado: |
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| Já os repasses provenientes da Lei Agnelo Piva para o tênis brasileiro somaramR$ 65,3 milhões entre 2002 e 2024, saltando de R$ 697 mil em 2002 para R$ 10 milhões em 2024. Essa evolução reflete o fortalecimento institucional da modalidade, que hoje opera com um orçamento de aproximadamente 14 vezes mais do que o orçamento de 2002 para o fomento de atletas e infraestrutura. Valores repassados via Lei Agnelo Piva: |
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